Eca!!!!
2008/05/01
"Alguns teclados de computador têm mais bactérias do que o assento de uma privada, segundo uma pesquisa realizada por uma revista britânica. A revista Which? Computing afirma que testes realizados em computadores do escritório da empresa em Londres encontraram germes e bactérias que poderiam causar infecção alimentar."
Leia mais aqui: http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI2861105-EI8147,00-Teclado+de+PC+pode+ser+mais+sujo+do+que+privada.html
Como diria Tião Macalé: "Nojento!"
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 8:28:00 PM 1 comentários
Liberdade vigiada
2008/04/29
E o Ronaldo? Que cagada, hein? Por essas e outras que ser anônimo, ainda que tentando ser um artista reconhecido e famoso, compensa. Meus términos de relacionamentos dignos de filme de terror e outras baladas infames estão a salvo da massa ignara, ávida por notícias escandalosas de gente famosa.
Acho que não sou só eu, o mundo inteiro enlouqueceu. Desde quando um cara com a grana dele precisaria se arriscar catando travecos no calçadão. O sujeito poderia fazer essa festa toda que ele planejava com todo o elenco feminino das Brasileirinhas (as famosas). Ou se quisesse mesmo enveredar por esse lado tinha a Bianca Soares.Vou deixar de ser do time dos que choram em tempos de crise pra ser dos que vendem lenços, capitalizando em cima do infortúnio do ex-melhor do mundo. Fazer a fama desse blog.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 4:30:00 PM 1 comentários
Natureza morta
2008/04/20
Revoltante! Não consegui nem pensar numa gracinha para dizer sobre isso de tão escroto que é o lance. O sujeito, que não vou nem citar o nome porque é atenção que ele quer, considera arte deixar um pobre animal (um cachorro de rua) morrer de fome e sede na sua instalação maldita. O cara de pau ainda alega que testa a hipocrisia das pessoas ao expor num local destinado a arte o que as pessoas na rua ignoram. Só na América Latrina mesmo.
http://minhanoticia.ig.com.br/materias/484001-484500/484178/484178_1.html
Participe do abaixo-assinado contra a nova versão da obra a ser apresentada na Bienal de Honduras (hein!?) http://www.petitiononline.com/13031953/petition.html
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 9:10:00 PM 0 comentários
Aedes Egípcio
2008/04/10

Hoje vi um mosquito da dengue bem de perto. Claro que ele tava dentro de um vidro de maionese pequeno, voando e tudo. O Paulo achou na casa dele e guardou pra fazerem testes no coitado pra ver se ele tá dengoso ou não. Esse inclusive é o nome dele. Praticamente um animal de estimação.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 7:01:00 PM 0 comentários
Terra em transe
2008/04/06
E a confusão do Marcelo Madureira? Ele foi dizer que o Glauber era uma merda e deu no que deu. Até processo tá perigando sofrer. A verdade é que uns tempos atrás não concordaria com ele jamé. Os nordesterns dele como Deus e o Diabo blábláblá e o Dragão da Maldade etc etc são muito bons apesar da tosquice. Refiro-me à sua realização, não as idéias contidas neles. Desde quando lente suja com digital é estilo? Isso até ver acho que Cabeças Cortadas no Canal Brasil. Mal dublado, chato, um serviço porco, enfim...
Acho que o Madureira tentou uma frase de efeito fora do ambiente protegido do Projac, sendo do lado de fora o que se espera dele: um legítimo casseta. Mas daí nego protestar e querer o couro do cara é um exagero. Resta saber o que o Glauber acharia disso tudo se estivesse vivo. Por falar nisso, o que ele andaria fazendo se vivo fosse? Acho que não seria cinema. Alguém falou Jabor aí?
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 2:04:00 AM 1 comentários
Cada um com seu cada um
2008/03/26
Tinha lido na Folha a respeito de “Cada um com seu cinema” (2007) e fiquei imaginando quando iria passar aqui ou mesmo se passaria aqui. Das duas uma: ou rolaria no cinema do CIC ou no Sol da Terra.A última opção é a resposta certa.
Vamos ao filme, ou melhor aos filmes, já que são vários curtas de vários diretores que fizeram parte da história do Festival de Cannes. O projeto tinha como finalidade homenagear os 60 anos do festival.
Não vou dizer qual é o melhor, mas gostei muito do curta do Polanski, chamado “Cinema Erótico”. Destaco ainda os curtas do Claude Lelouch, Takeshi Kitano, Chen Kaige, Theo Angelopoulos, Ken Loach, não necessariamente nessa ordem. O Alejandro Iñarritu foi ele mesmo e usou uma variação do que fez em Babel com a japonesa surda-muda, colocando aqui uma cega para assistir um filme.
Paguei minha língua (pela milésima vez só nessa década) ao constatar que um dos mais bem humorados era um do Lars von Trier, aquele do Drogma 95.
O único brasileiro a participar foi o Walter Salles que colocou o Castanha e o Caju para fazer uma embolada sobre Cannes. Se tivessem me convidado, meu curta seriam 3 minutos de malho de um casal no escurinho assistindo Titanic.
O mais legal foi ter reencontrado um dos meus gurus, o cineasta Eduardo Paredes. Falei dos meus projetos literários. Ele pra variar me instigou e disse pra transformar em curtas: “Roda com uma PD mesmo, cuida do som. O que importa é ficar bom, depois corre atrás de patrocínio pro transfer e aí tu tem um curta em película.”
Isso que eu chamo de uma boa má-influência.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 1:08:00 PM 0 comentários
O bom samaritano
2008/03/20
Nunca mais ajudo ninguém nessa vida. Quais morri. Um cara chegou na produtora e estacionou o carro dele meio que como se fosse entrar na garagem da casa anexa ao local aonde a gente trabalha. O carro não ficou rente ao meio fio, ficou quase 45° e a rua é uma lomba braba. Eu devia ter me tocado que ninguém pára assim de bobs.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 5:32:00 PM 2 comentários
"O peneu furou, tio"
2008/03/09
Geralmente minhas histórias são longas, hoje vou ser breve pois estou relaxando. Essa vida de operário da imagem tá me desgastando. Até que fazer os eventos é tranquilo, o foda é chegar nos lugares. Ainda mais quando tu vai de carro próprio, torrando gasolina. Bom, tinha acabado a colação dos nerds da computação e já tinha que ir pro baile no LIC, montar luz e taus.
Pra relaxar enquanto dirigia, estava ouvindo a chapadaça Amy Winehouse. De repente aquele som característico se ouve. Flép flép flép. O pneu furou. No início da descida do morro da Lagoa. Não tive dúvida, fui até o clube daquele jeito. Olhava pelo retrovisor lateral pra ver se não rolava faísca do aro. Nada. Quando passei pela entrada do estacionamento, um cara apontou o óbvio. Estacionei na primeira vaga perto da entrada do salão.
É, acho que a história tá ficando grande no final. Isso que não contei que a lâmpada do meu pau de mil explodiu bem na hora da valsa. Resumindo: foi mais uma noite dos infernos. Fizemos a valsa praticamente sem luz, já que o outro iluminador era daqueles de jardim com uma lâmpada de 500W.
Nem coloquei as coisas na mala do carro, já tirei o macaco e o estepe. Não foi tão difícil desatarraxar os parafusos do pneu com aquela chave. Usei as patas para isso. Agora imagina a cena: eu, trocando a parada, e todo mundo saindo do baile. Uma das recepcionistas da empresa de formaturas veio ver o que era. Queria que ela fosse pra longe, não só por causa do esforço que eu tava fazendo, mas por um outro motivo que pode ser tópico prum próximo post.
No fim deu tudo certo, como sempre. Ou não.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 5:03:00 PM 2 comentários
Coletivo
2008/03/06
Pois é, tomei gosto por esse lance de ebook, tanto que quando o Tiago Spina me convidou para participar desse "Coletivo", não pensei 2 vezes e enviei meus textos. Dos 3 que mandei, 2 estão lá. O pessoal que escreve lá é fodão. Fiquei até com vergonha dos meus textos descompromissados. Clica na capa e boa leitura!
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 4:17:00 PM 1 comentários
Pega um, pega geral!
2008/02/17
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 2:37:00 PM 2 comentários
Coisa linda!!!!
2008/02/11
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 10:06:00 AM 0 comentários
Lazer e negócios
2008/02/02
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 9:08:00 PM 2 comentários
Dilúvio
2008/02/01
Choveu pra caraleo ontem, todo mundo viu nos telejornais. Floripa só dá notícia quando acontece alguma merda. Aí hoje deu sol como se nada tivesse acontecido. Mas teve uns deslizamentos de terra na 101 e a raça que mora em Palhoça se ferrou. Também quem mandou morar num lugar com esse nome.
Acho que não tem nada a ver com o aquecimento global o toró que caiu, que é uma farsa, mas vou falar disso outra hora.
E o Beto Carreiro, hein? Será que alguém pontuou no Bolão Pé na cova do Cocada?
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 7:27:00 PM 0 comentários
Só falta o filho
2008/01/27
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 10:44:00 PM 0 comentários
Big Bosta
2008/01/12
É dose, começou de novo. BBB8. É oito mesmo? Então, não vou ficar fazendo uma análise aprofundada nem superficial do programa. Só quero registrar um fato que aconteceu comigo hoje.
Um cara que trabalha no Depto Comercial da produtora entra na sala de edição e diz que tem uma revelação. Xi! O salário que tá atrasado não vem mais. No mínimo deve ser isso. Que nada! Diz ele que o psiquiatra é gay.
Porra, ele saiu da sala dele com ar condicionado no talo pra entrar na nossa salinha com o ar a meia bomba pra dizer isso. Isso pra mim não quer dizer nada. Não me acrescentou coisa alguma. Por aparecer no programa aumentará a clientela dele, ainda mais com o público homo.
O que me incomodou foi o fato de ser tratado como ET por não acompanhar a novela da vida real. Eu não tirei o fone de ouvido quando ele falou disso e aí me perguntou se gostava de BBB, disse que não e e ele falou um "Sabia!" como se eu tivesse a peste ou, pior, fosse um intelectual, do tipo que argumenta contra esse estilo de atração.
A verdade é que defequei e andei pra Globo. Vou ler um livro que ganho mais.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 12:20:00 AM 5 comentários
Vamo vamo Inter
2008/01/07
O Inter é foda, mais inconstante do que eu mas beleza mais um caneco pra coleção. Tem coisa mais linda que esse gol do Nilmar.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 7:16:00 PM 0 comentários
Relatório de atividades da noite de 05-01-08
2008/01/06
E o viá do meu amigo do Rio não foi. Na última hora teve uma confraternização de família. Mesmo desfalcado de um titular, fomos pro Mecenas. Sábado à noite lá já foi sinônimo de filas longas agora não. Da última vez que tinha ido não tinha o deck com bar e tudo. Bacaninha.
No lugar estavam umas subcelebridades do cinema catarinense, inclusive o cara que se veste de Kerito, o garoto propaganda de uma rede de lojas daqui. Ainda bem que ele teve o bom senso de deixar o cabeção de espuma em casa.
Eis que chega uma celebridade de verdade, o doutor Jairo Jack Bouer. O cara que mais de entende de picaexota do Brasil. Logo a galera crowdeou o cara. Daí quando a banda tava quase começando a gente entrou.
Mudei meus conceitos sobre a banda. Da última vez não tinha curtido as podreiras anos 80 que eles mandavam. Acho que faltou alguma aditivo que ontem não faltou. Foi legal quando eles tocaram o Rap das Armas e uns caras vestidos de camuflagem com a cara tapada invadiram o palco e foram em cima de um dos vocalistas. Depois tiraram as tocas e a banda emendou Tropa de Elite. Recomendo irem conferir a Comandos em Ação.
E o Dr. ficou na área Vip. E tem uma dancinha sinistra. Ele coloca os braços pra trás e sacode os ombros. Muito cômico. Tenho uma leve impressão que, como diria o Didi, ele escamoteia.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 2:26:00 PM 0 comentários
A noite promete
2008/01/05
Meu camarada do Rio tá aí. Vamos tocar o terror numa festa com banda anos 80. Vai ser tosqueira total.
E o Inter, hein?
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 8:51:00 PM 0 comentários
Scotch Mist - A film with Radiohead in it
2008/01/02
Pra quem diz que falo de música mais do que de cinema (é fato!), vou escrever sobre cinema e música. Falar sobre um filme com Radiohead nele, “Scotch Mist”, que a banda produziu especialmente para a virada do ano e passou no current.com.
Pra variar paguei minha língua grande! Talvez o fato de ver a banda tocando ao vivo o último disco, na verdade dois, tenha mudado meu conceito a respeito dele(s). Tinha achado uma maçaroca sonora, piração de gente patrocinada pela Roland e música que era bom, como nos tempos de The Bends e OK Computer nada.
A produção é bem simples, umas 5 ou 6 câmeras, com enquadramento pouco convencional registrando os músicos, que estavam muito concentrados cada qual com seu respectivo instrumento, em uma sala de ensaio. Entrecortando cada música uma vinhetinha sem sentido quando não leitura de poesias. Destaque para “Faust Arp” tocada e gravada sem iluminação artificial no meio do mato com o vocalista acompanhada de violão, sem o arranjo orquestral da versão do CD.
Não espero que essa minha retratação pública faça o Thom Yorke menos depressivo, mas sossegue os que ficaram frustrados com a minha incompreensão inicial. Pode deixar, apesar de tudo não virei pagodeiro!
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 5:57:00 PM 0 comentários
Ano novo
2008/01/01
Resolução de ano novo: um post por dia, com possível exceção nos dias santos.
2008 é o ano em que se completam os 40 anos do lançamento do Álbum Branco dos Beatles e do AI-5, 50 anos da primeira Copa que o Brasil ganhou, 200 anos da chegada da família real portuguesa, 10 anos do caso Microvlar (o anticoncepcional de farinha, lembrou?), 100 anos da morte de Machado de Assis, entre outras efemérides.
Desejo a todos um 2008 de cinema!
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 2:58:00 PM 0 comentários
Merci Beaucoup
2007/12/26

Acabei de ler Madame Bovary. É um clássico, marco da literatura universal, ponto de inflexão no romance, mesmo assim nunca tinha lido. Sei lá falta de tempo, de interesse (a fila de leitura é enorme). A história até as criançinhas do berçário conhecem: dona de casa entediada (acho que o Carlos não dava no couro!) encontra felicidade nos braços de outro.
Considerado picante na época, na verdade não faz nem uma freira corar. Deixa muito pra imaginação preencher, como no caso da longa corrida de carruagem. Imagina como deve ser desconfortável fazer aquilo sacolejando dentro de um cesto de piquinique gigante. Flaubert, seu autor, foi acusado de obceno. Obceno é esse meu curta aqui e ninguém disse nada.
Enfim, escrevendo o livro teve tudo aquilo que um artista precisa, publicidade grátis. E apesar de tudo, não gostei. É foda admitir isso em público, afinal tenho uma cóf reputação literária a zelar, mas não curti. Aquele vazio que permeia a existência de Ema, aquele sofrimento todo por causa de um cara (Ó, Rodolfo!), toda a desgraceira previsível no final, vou te contar! Tem duas versões famosas pra cinema: uma do Chabrol e outra do Vincent Minneli. Vou ver se consigo a hollywoodiana, quem sabe o fim seja diferente.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 8:56:00 PM 1 comentários
Demorô!!!!!
2007/12/24
Cacete! Como que eu vivi tanto tempo sem Amy Winehouse, a nossa Billie Holiday dos 00´s?
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 3:01:00 PM 0 comentários
Cara nova
2007/12/22
Layout novo. Fazia tempo que ele tava podre e ninguém me avisou. Vou encomendar um novo pro Rei. O cara tem as manhas pra personalizar o visual. Confira o trampo dele em Contos do Leandroide.
Valeu cara!
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 6:27:00 PM 1 comentários
Revolução musical
2007/11/01
E o último do Radiohead? Já baixei e mandei a conta pra eles.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 3:28:00 PM 0 comentários
Trampo novo
2007/09/01
Hoje comecei a trabalhar numa produtora no Estreito, a 194. Tinha conversado com o Daniel, um dos sócios, porque um cara me telefonou indicando que falasse com ele para fazer a gravação de um casamento. Na sexta passada eu levei meu material para avaliação. Eu não tinha o que ele queria ver: gravação de eventos. Mas mostrei meus comerciais e alguns institucionais e isso bastou para que ele me convidasse a voltar na segunda como contratado. Eu prestaria serviços como pessoa jurídica.
Cheguei pontualmente às nove. Fiquei esperando na recepção enquanto Daniel colocava as coisas em ordem (parece que a irmã dele estava se desligando da empresa). Além da Dona Nádia, a mãe dele e recepcionista, conheci o Maicon, motoboy da firrrrma. Pareceu gente boa mas meio desconfiado. Quando o Daniel voltou me conduziu para outra sala e para me familiarizar com os produtos deles, assisti um dvd com o padrão de edição dos casamentos. Depois disso fui para a sala de edição, onde ficam as 4 ilhas. Lá estavam Viviane, a irmã do Daniel e esposa do Paulo, o outro sócio, Karla com K, que também era nova na empresa e Fillipi, que como Maicon me pareceu bem na dele.
Depois da curta apresentação, sentei e comecei a capturar as fitas do casamento de um casal de gordinhos. Por que sempre se chama gordo de gordinho? Eles sabem que são gordos, mas tudo bem.
A edição deles é cheia de esquema. Tem menus e submenus, coisa que nunca fiz nos meus casamentos, vinhetas e taus. Não sei mexer no After (falha minha, eu sei!) e para fazer as vinhetas é precisa usá-lo. Ninguém ali sabia, apenas seguia uma receita de bolo que um outro editor tinha feito. Anotei os passos necessários e fiz o que era preciso. Parece divertido esse negócio de edição de casórios. Vamos ver no que vai dar!
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 11:27:00 PM 0 comentários
Atendendo a pedidos
2007/08/29
Lembra que ontem falei que ia publicar a frase? Pois é resolvi fazer diferente. Coloquei a frase no post original, agora só lendo tudo que foi publicado recentemente pra saber o que causou tanta celeuma.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 2:27:00 PM 3 comentários
Fim da novela
2007/08/28
Amanhã revelo a frase que subtraí daquela fatídica postagem.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 7:57:00 PM 1 comentários
Censura livre
2007/08/27
Qual o limite de liberdade de expressão que um blogue deve ter? Faço essa pergunta pra dizer que fui censurado nesse meu espaço. E o pior que a censura partiu de mim mesmo. Uma pessoa foi citada em um washington post anterior e não gostou nada nada do que eu falei, apesar de achar que não tinha nada demais, eu não estava faltando com a verdade. Se tem algo que sou implacavelmente a favor é a verdade. Doa a quem doer. No caso pra não doer em mim, retirei uma frase do texto e pumba, tudo resolvido, uma amizade (?) que não foi perdida. Será que faltaram colhões ao nosso autor ou foi esse novo mundo, onde ser bi é quase regra, que venceu?
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 5:22:00 PM 0 comentários
Fernando Gonsales
2007/08/21
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 10:54:00 AM 0 comentários
Twitter
2007/08/20
Mais uma bobagem que ficarei viciado.
www.twitter.com
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 4:05:00 PM 0 comentários
O terror do escritor
2007/08/15
Abri o Word. Página em branco filha da puta e ainda por cima essa porra desse cursor piscando no compasso de espera. Não adianta, não vou te alimentar com qualquer coisa, tem que ser uma idéia muito inspirada.
Mas o incrível acontece, a página me respondeu com letrinhas formando uma ordem: me alimenta. Fiquei imaginando a planta da Pequena Loja dos Horrores. Escrevi de volta que não. A página, já não mais em branco, continuou: escreve qualquer coisa, a idéia vai surgir, te garanto. Eu: será? Ela: sim, basta o pontapé inicial e vem tudo. Eu: será? Ela: vai por mim.
Conversamos tanto que estávamos na décima página quando fiz uma pausa para um leite com bolachas Maria. Voltei pro PC e fui até as 3 da manhã escrevendo e sendo respondido. Quando falei para amigos do prodígio da tecnologia que acontecera ninguém acreditou, nem eu acreditaria se me contassem. Só para não passar por mentiroso consegui uma testemunha que atestou fielmente o que vira, eu digitando algo e sendo contestado pela máquina.
Na verdade eu quero ver se me livro desse computador, no princípio parecia interessante mas agora está me enlouquecendo, já que está contando histórias repetidas, coisa que acho das mais abomináveis do mundo.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 2:03:00 PM 0 comentários
Encontro às escuras
2007/08/12
Ontem fiz uma coisa que até então nunca tinha feito na vida. Não, não dei o cu. Isso nunca acontecerá. Fui num encontro do orkut. Do povo da comunidade Los Hermanos Floripa. À exceção de uma mostra de filmes iranianos, tem coisa mais cult que essa prum sábado à noite, que ainda por cima estava frio?
Quando cheguei tinha o povo que conversava numa roda animada como velhos conhecidos e outro que tocava violão. Tímido que sou, preferi deixar a música falar por mim. Foi bem legal. A cantoria corria tranqüila até que lá pelas tantas um cara passou mal, mal mesmo, estilo abraçado na privada. Como ele tinha ficado nesse estado ninguém sabia. Não era como se fosse a festa do chopp, com dezenas de barris liberados, entende? O fato é que ele interditou o banheiro. Fui remetido à minha adolescência e minhas bebedeiras homéricas. Ah! As conseqüências de se beber destilados de qualidade duvidosa.
A coisa estava caótica, demoraram pra tirar o cara do WC. Logo todos os amigos do sujeito estavam em volta dele, inerte numa cadeira de piscina, velando o cara como se fosse uma missa de corpo presente. Diria que outro ponto alto da festa foi umas minas se atracando, isso depois de uma delas ter ficado com um cara. Entre mortos e feridos salvaram-se todos e foi uma boa oportunidade de fazer amigos e influenciar pessoas.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 6:04:00 PM 5 comentários
XXXII
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 12:00:00 AM 0 comentários
Um artista de futuro
2007/07/05
Quando escutei o referido CD não acreditei, era ruim demais para ser verdade, já vi demos, das em fita K7, menos piores. O resultado da obra é mais feio do que bater na mãe. Ainda assim, por esses insondáveis mistérios da vida, ele fechou acordo de distribuição com uma rede de lojas de departamento e tem conseguido bastante mídia local. Fico imaginando como seria a repercussão se o produto fosse bom. Como o Superman, fui exposto a um tipo letal de criptonita e a coisa só piorou quando soube que ele andava atrás de mim para que fizesse seu clipe. Como dizer não para alguém assim? Dizem que ele tem bon$ argumento$.
O que me motivou a escrever essa contribuição não é chover no molhado, é relatar um fato que aconteceu com o artista em questão. Afinal eu posso escutar, detestar e redigir esse texto para dizer o que penso dele ao overmundo, tenho esse direito. Podem até fazer uma comunidade "homenagem" pra ele no orkut como fizeram. Vai uma grande diferença disso tudo a tacar limão, cuspir nele e quebrar sua aparelhagem, fato ocorrido no dia 23 de junho, quando se apresentava no festival Pé-na-Jaca, com a banda Tumor Maligno.Fica aqui o meu profundo repúdio ao ato de selvageria de meia-dúzia de metaleiros mal resolvidos.
Confira o site oficial da figura.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 5:30:00 PM 1 comentários
Carreiras (Crítica do filme)
2007/06/19
Carreiras, o último filme do dramaturgo Domingos de Oliveira, estreou antes na telinha (Canal Brasil), numa estratégia similar a Dias Melhores Virão, de 1990, de Cacá Diegues.
Baseado numa peça de Oduvaldo Vianna Filho, o Vianinha (criador de A Grande Família), o longa, produzido em vídeo digital durante 8 noites, mostra uma noite na vida de uma âncora de telejornal, Ana Laura (a ótima Priscila Rozenbaum), que descobre que perdeu o emprego para uma mulher mais jovem.
Transtornada, cheira muito (daí deriva o título), bebe, fuma, briga com o noivo e telefona. E como telefona. Para seus superiores, para sua mentora, entre outros. De um monólogo (tem coisa mais básica que isso?), Oliveira fez um filme igualmente simples, que custou alegados R$ 35 mil e inaugura um “novo” movimento cinematográfico, o BOAA (Baixo orçamento e alto astral).
Não curto muito o marquetchim da mendicância, foram distribuídos emails-manifesto assinados pelo próprio diretor como meio de promoção do filme, mas no presente caso a gente até releva por se tratar de um filme regular, nada mais que isso, que foge do binômio Nordeste-Favela que tanto assola a cinematografia verde-amarela contemporânea, e que merece uma conferida.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 6:16:00 PM 0 comentários
12 de junho
2007/06/12
Grande merda!!!!
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 9:03:00 AM 2 comentários
Proibido proibir (Crítica do filme)
2007/06/11
Proibido proibir é sobre a juventude de hoje, que está perdida na sua própria inércia. Uma juventude que tem que arranjar novas bandeiras para levantar, que tem que descobrir contra o que se rebelar, já que o país goza de uma democracia plena (até que provem o contrário) há anos.
Caio Blat está perfeito como o estudante de medicina drogadito Paulo, assim como Alexandre Rodrigues (Cidade de Deus) como o estudante de sociologia Leon e Maria Flor, que encarna a namorada de Leon e estudante de arquitetura Letícia. O trio, que está para se tornar um triângulo amoroso, está afinadíssimo nesse filme do chileno Jorge Durán.
Na trama, Paulo e Leon dividem uma casa no subúrbio do Rio e vivem para estudar até que os filhos de uma paciente terminal de Paulo se envolvem em uma confusão com a polícia, quando o mais velho morre executado e o caçula fica jurado de morte por ser a única testemunha do crime.Letícia e Paulo resolvem visitar o menino na favela onde mora e isso os aproxima mais ainda. Eles fazem planos de salvá-lo. Enciumado, Leon decide salvar o garoto sozinho e acaba sobrando bala pra ele, como diria um jornal sensacionalista.
O filme deixa a platéia meio deprimida pois a questão da exclusão social é mostrada em sua face mais realista. É impossível não ser tomado de um sentimento quase agoniante que compartilhamos com o futuro médico de não haver o que fazer para dirimir o problema da violência urbana, ainda mais envolvendo a banda podre da polícia, que é corrupta e mata.
O único senão é o final do filme, que não chega a ser conclusivo, coisa que tem em comum com outros filmes nacionais da nova safra. Com uma coleção de prêmios nacionais e internacionais, vale uma conferida.
Cotação: * * *
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 7:20:00 PM 0 comentários
Cão sem dono (Crítica do filme)
2007/06/10
Mais um filme que tive a oportunidade de assistir antes dos meros mortais que não estiveram presentes na exibição no FAM, festival de cinema de Florianópolis. Baseado no livro Até o dia que o cão morreu, de Daniel Galera, conta a história da vida alienada de Ciro, alter-ego do escritor, um poeta que faz traduções e revisões para ganhar a vida.
Ciro tem um círculo social bem limitado, uma bela namorada, a modelo Marcela, e não faz muita coisa da sua vida, a não ser fumar, beber, jogar conversa fora com o porteiro e cuidar do cachorro que vive com ele.
Admito que fui assistir o longa com o pé atrás, não tive a oportunidade de ler o livro. Não esperava grande coisa apesar de ser produto de um dos melhores cineastas da atualidade, Beto Brant, em parte por causa de um texto publicado no Overmundo, por um polemista de quinta categoria que nem endeusou o filme mas com certeza execrou o livro. E como acredito no aforismo que diz que com um bom texto se faz um bom filme mas de um texto ruim não sai um bom filme, não sabia ao certo o que esperar.
Pela referência que tinha do livro, livre de preconceito, sei que o resultado poderia descambar para um cabecismo mala, porque tem muitas questões existencialistas e a maior parte da ação, ou falta de, ocorre na mente do protagonista. Ainda bem que é cinema brasileiro e não europeu.
E por ser cinema nacional, uma cena de sacanagem mais forte não poderia deixar de ser mostrada, estou falando do cunilingus que Ciro faz em Marcela que me pareceu totalmente despropositado, a não ser para se atingir um certo realismo que levou os atores a improvisarem em muitas cenas.
Com o desenrolar da história, pelas experiências por que passa, acompanhamos a transformação de Ciro de alguém sem perspectivas para uma pessoa mais responsável e madura. O final é feliz, diria até que hollywoodiano, e não compromete.
O filme estréia dia 15 de junho em SP e Rio. Demais praças não têm datas definidas. Vale assistir, ganhador de vários prêmios, é um filme simples e impossível de não se gostar.
Cotação: * * *
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 3:12:00 PM 0 comentários
Dilema
2007/06/09
Por que eu sou assim? Não dá pra entender o que me motiva a ser tão volúvel. Uma hora é uma, outra, aquela outra. Por que meu coração faz isso? De certo é para ter opções, para o caso de rejeição. Mas que medo infundado é esse que se apodera desse órgão vital? Nunca sofri desilusão amorosa, exceto as que eu mesmo causei.
Mulheres são interessantes, não tem jeito. Umas mais que as demais. Que fascínio é esse? Natural, dirão alguns, não és o único. Não, eu sou único e não tem jeito, igual a mim não tem. Para pior ou para melhor. Em suma, sou complicadamente simples.
Falei do coração, como um poeta piegas, mas na verdade a gente se apaixona (na falta de uma palavra menos brega) no cérebro. É lá que ficam armazenadas as informações essenciais: a cor do cabelo, o jeito de falar, o modo de andar, as formas do corpo. Daí não tem jeito, como a gente não pode colocá-lo no modo de hibernação, tem que esperar a calma se restabelecer.
Eureka! É isso, descobri, a calma só vem, para em seguida começar tudo novamente, com uma nova descarga de endorfina. Ou será feromônio?
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 7:35:00 PM 0 comentários
Não por acaso (Crítica do filme)
2007/06/07
Assisti ontem durante a programação do FAM, festival de cinema de Florianópolis, dentro da Mostra de Longas do Mercosul, ao filme de estréia de Philippe Barcinski, que é lançado hoje nos cinemas do país, chamado "Não por acaso".
Mesmo com nome de romance espírita, o longa não tem tema espiritualista e mostra como um acidente transforma a vida de dois homens que não se conhecem, o marceneiro que fabrica mesas de sinuca Pedro (Rodrigo Santoro) e controlador de trânsito Ênio (Leonardo Medeiros, de Cabra Cega). Pedro perde sua namorada e acaba encontrando sua subsituta na analista de investimentos vivida por Letícia Sabatella. Já Ênio descobre que tem uma filha de 16 anos (Rita Batata), que ficou órfã de mãe.
O filme, feito em co-produção com a Globo Filmes (sempre ela!) e O2 (Cidade de Deus) é simples, bem acabado, calcado na atuação contida dos atores. A cena do engarrrafamento monstro que o engenheiro de trânsito causa para conseguir impedir que sua filha chegue no aeroporto para ir para um programa de intercâmbio no exterior é fantástica.
Se fosse obrigado a fazer a cotação do filme, daria 3 estrelas. Não perca. Vencedor de 4 prêmios (Melhor Ator para Leonando Medeiros, Atriz coadjuvante para Branca Messina, Montagem e Fotografia) no Festival de Cinema de Pernambuco.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 5:05:00 PM 2 comentários
Sgt. Peppers
2007/06/02
Não poderia me furtar de render as devidas homenagens aos 40 anos (caralho, isso se encaixa no conceito de velharia) do lançamento de Sgt Peppers etc etc, com a banda, se é que se pode chamar de banda dois malucos metaleiros que fundem Metallica e Beatles, Beatallica tocando uma versão própria da música título.
Para ouvir baixe aqui.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 5:16:00 PM 0 comentários
1022
2007/05/28
Mais que o Romário. Sou do clube dos carmudos do Overmundo.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 3:16:00 PM 0 comentários
884
2007/05/24
O Romário marcou seus mil. Agora faltam 116 pontos para "mim" fazer o milésimo ponto no Overmundo.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 8:11:00 PM 0 comentários
Crítica musical
2007/05/16
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 3:21:00 PM 0 comentários
Sonho 5
2007/05/14
Sonhei que era um pescador e abandonei minha família por alguns dias para pescar o famoso marlin azul. No fim das contas o mar estava muito bravo e voltei para casa de mãos abanando.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 9:28:00 AM 0 comentários
Sonho 4
2007/05/13
Sonhei que depois de um estágio com o Sergio Leone, eu ia fazer meu próprio western spaghetti e precisava de uma legião de figurantes para se passarem por membros da gang do bandoleiro James McNasty. Procurei nas cadeias os ladrões mais pé-de-chinelo, aqueles que ofereciam menos perigo e contratei todos eles.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 7:33:00 PM 0 comentários
Sonho 3
2007/05/12
Sonhei que o Daniel Filho queria me ensinar a azarar as residentes do retiro dos artistas.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 7:48:00 PM 0 comentários
Sonho 2
2007/05/11
Sonhei que matei o Steve de Barrados no Baile com um arpão atravessando a cabeça dele. Dava pra ver o furo do outro lado. No fim a polícia não me perseguiu porque ele era um chato que não tinha a manha de catar nenhuma mina.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 10:43:00 AM 1 comentários
Sonho 1
2007/05/10
Sonhei com uma morena espetacular, típico de sonhos quando a gente vê pessoas que nunca viu na vida e nem vai ver além daquele ambiente onírico. Uma pena, ela fazia coisas que até o diabo duvida.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 1:46:00 PM 0 comentários
Dream on!
2007/05/09
A partir de amanhã começa uma nova fase no Clube Audiovisual. Vou postar meus sonhos aqui.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 4:52:00 PM 1 comentários
e-cologia
2007/05/08
Semana passada Florianópolis assistiu de boca aberta a prisão de um grupo de empresários, servidores públicos e políticos sob acusação de prática de crimes ambientais. A maior parte dos detidos na Operação Moeda Verde não foi sequer algemada como acontece com os pés de chinelo no Hélio Costa.
A operação realizada pela PF visava desbaratar uma suposta quadrilha que negociava licenças ambientais para construções em áreas de preservação na Ilha de Santa Catarina. Grandes nomes da sociedade catarinense se viram atrás das grades por causa de uma jovem delegada do departamento de repressão a crimes ambientais, entre eles o dono de um dos resorts mais famosos do país e o dono de um shopping recém inaugurado.
Como geralmente acontece a Federal dá um espetáculo cinematográfico apreendendo gente, computadores e documentos, mas as prisões temporárias venceram e fora um vereador e servidores públicos da FATMA (órgão estadual de meio ambiente), FLORAM (Fundação do meio ambiente de Florianópolis) e IBAMA, todos os demais foram postos em liberdade para aguardar os desdobramentos judiciais do caso.
Os envolvidos negam qualquer malfeitoria e juram de pés juntos que não detonaram a natureza na construção de empreendimentos destinados a poucos nem pagaram propina. Eu e o Eremildo acreditamos já que até o governador, o mesmo que matou o cinema, se mostrou solidário. Para os ecologistas o estrago já está feito. Ninguém vai pôr abaixo as construções deles. Os delegados do caso vão ser transferidos para algum lugar distante e tudo volta a normalidade
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 10:46:00 AM 0 comentários
Micro-conto com cara de poesia I
2007/04/25
O carro não pegava de jeito nenhum,
por mais que girasse com força
a chave na ignição
e bombeasse como louca
o pedal embaixo da direção,
o carro não pegaria de jeito nenhum.
Kátia, naquela estrada, sozinha,
podia apenas esperar
que a bateria do celular
agüentasse por mais tempo
por ora essa seria a solução
pelo menos até que pudesse ligar
para seu primo em Francisco Beltrão.
Merda, exclamou
para si mesma
na madrugada fria de junho
ao constatar o sinal fraco
para efetuar a chamada de emergência.
Alguns incas peruanos apareceram
e a tomaram por uma deusa qualquer
de seu intrincado sistema de crenças.
Não era esse o tipo
de salvação que ela esperava,
entretanto ser adulada,
cortejada e presenciar
holocaustos em sua homenagem
era melhor do que ser costureira escrava em Taiwan,
trabalhar em telemarketing
ou ter um punhado de contas atrasadas.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 9:07:00 PM 0 comentários
Loser Manos
2007/04/24
Los Hermanos anunciam "recesso"
Por essa ninguém esperava, o que impedirá novos posts como esse. Lastimável, ainda hoje vi na comunidade Los Hermanos Floripa a raça chutando datas para o show nesse ano.
http://musica.uol.com.br/ultnot/2007/04/24/ult89u7595.jhtm
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 8:57:00 PM 1 comentários
e-cologista
2007/04/22
Sempre ouvi aquele velho provérbio, a origem não sei bem qual é e nem sei se chega a ser um provérbio, que é nome de seção aqui no blog e diz: plantar uma árvore, criar um filho e escrever um livro (não necessariamente nessa ordem).
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 4:04:00 PM 0 comentários
E eu ainda me preocupo com isso!!!!
2007/04/19
Deu pro Inter. Que vergonha! Mal no Gauchão, péssimo na Libertadores. Tsc, tsc, tsc.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 9:23:00 PM 0 comentários
Eu e a mulata que o Armani me arranjou
2007/04/12
Nem bem tinha feito 21 anos e tinha comido tanta vadia que não dava para fazer as contas sem ajuda de uma lista telefônica. Não sei se era porque minha família era influente e rica, o que me fazia rico também, ou se bastavam apenas meu charme e atributos naturais.
Georgio Armani, grande amigo da família, entrou na cozinha com uma mulata magra, não muito bonita de rosto mas gostosa. De cabelo crespo quase à altura da nuca. Trazia consigo uma bunda que não era grande coisa e os peitos menos que regulares dentro de um biquíni de crochê. Mas ela tinha sido eleita Alguma Coisa do carnaval ou estava a ponto de ser.
Troço doido! O capo da moda, cafetão de mulata. Essa eu não sabia e imaginei como esse cargo ficaria no cartão de visita dele. Como meu avó antes do meu pai eu conhecia todo o mundo importante e influente. Esse era uma espécie de tributo que o estilista prestava a mim sem razão alguma, me presenteando com algumas horas de putaria com a mulata.
Ela não demonstrava grande inteligência ou se tinha, não havia sentido a menor vontade de demonstrar. Tirei a parte de baixo do biquíni dela antes da parte de cima. Ela não reclamou nem se tocou que poderíamos ir para um lugar com mais privacidade.
Ali no meio da cozinha não lhe pareceu pouco apropriado; para mim tampouco, só que existe um troço chamado moral e bons costumes que meus familiares prezam e que escaparam de dentro de minha mente pelo ouvido com o auxílio de uma corda.
Levei-a para o meu quarto e nem fechei direito a porta, mal encostei. Minha irmã entrou e me viu com a mulata pelada em cima da cama. Nem se importou muito com isso e saiu. Assim como eu, minha irmã deve ter perdido os seus bons costumes.
Agarrei a mulata, fiz ela ver e me chupar o pau que estava imenso e disse que queria meter em seguida. Ela não estava tão emocionada como eu desejava. Ela tinha consciência de que era um presente, um objeto. Ela era assim com todo mundo. Aqueci a negrinha falando tanto sujeira em seu ouvido que hoje ela ainda deve estar tirando coisas de lá de dentro.
Na verdade ela ainda não tinha sido eleita, ia concorrer mais tarde. Seu enfado se justificava pela demora no tempo passar. Antes de eu estocar, ela se revoltou e disse que demorei demais. A primeira vez que registro isso: uma mulher me chamando de lento. Logo eu que não acredito em preliminares e na necessidade de ser formalmente apresentado previamente a fornicação.
Vestiu aquele biquíni ridículo e minúsculo e um bandido barato, vestindo um terno caro, de uma quadrilha rival, entrou no meu quarto pela porta-janela de vidro e exigiu a mulata para ele. Peguei uma cadeira e desci com vontade no bastardo, como o bugio de 2001 com o osso na mão, e destruí seu nariz que já era medonho.
Georgio veio ver o que estava a acontecendo e ouviu ameaças de processo do bandido nocauteado dirigidos a ele e a mim. Que merda de mafioso era aquele! Ao invés de uma emboscada traiçoeira e perfeitamente tradicional, queria resolver esse assunto num tribunal.
A essas todas ela estava na praia sendo coroada, finalmente. Não agradeci o presente ao Armani que nem ligou para isso. É melhor o italiano caprichar no aniversário de meu pai. A expectativa é que ocorra outra putaria desenfreada melhor que a do ano passado com modelos internacionais chupadoras e às vezes lésbicas.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 3:51:00 PM 0 comentários
Bonde das letras
2007/04/01
A essa hora a polêmica envolvendo certos escritores selecionados a dedo, uma editora, renúncia fiscal e uma idéia genial já está caduca mas mesmo assim vou dar minha opinião.
Homônimo do filme de Wong Kar-Wai, o famoso projeto "Amores Expressos", vulgo Bonde das Letras, é uma idéia a princípio muito louvável: levar escritores novos ou seminovos para dar um rolê por várias cidades famosas do mundo que não sejam no Brasil e voltar para casa com um livro que a Cia das Letras publicará sobre amor. Que romântico!
Até aí tudo bem. Acontece que isso vai acontecer às expensas do seu, do meu, do nosso suado dinheirinho. E com um processo de escolha dos nomes mais contestado que a escalação do Valdir Peres para o gol da seleção de 82. Parece que foram escolhidos apenas 16 camaradas da patota do escritor João Paulo Cuenca, que nessa brincadeira vai para Tóquio, e do produtor Rodrigo Teixeira (O Cheiro do Ralo). Teve amigo que ficou de fora, o que não garante grandes coisas como critério de isenção.
Além da edição das obras o orçamento de 1, 2 milhão de reais, captados via renúncia fiscal (Lei Rounet), também serve para a produção de documentários sobre o périplo de cada autor atrás da inspiração em terras estrangeiras e conseqüentes compras de direito autoral de adaptação para cinema dos livros resultantes desse verdadeiro trem da alegria.
É muita grana! Quantos livros não poderiam ser adquiridos para as bibliotecas públicas com esse montante? Teixeira anunciou que teria dinheiro para tocar o bonde mesmo que não arrecade pela Rouanet. Nada mais justo, a lógica de mercado que deve prevalecer. Nunca entendi esse tipo de capitalismo assistido pelo governo que a gente tanto cansa de ver no nosso cinema, música, teatro, artesanato.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 4:34:00 PM 0 comentários
Enfermaria
2007/03/29
Suturas. 6 pontos = 3 cestas dentro do garrafão ou 2 de fora. Só para o baixo astral não tomar conta.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 9:56:00 AM 4 comentários
Transex também é gente
2007/03/26
Ocupando ontem meu tempo de ócio, conforme prescrição do Dr. De Masi, com joguinhos inofensivos em uma das comunidades do orkut de que faço parte, descobri um participante no mínimo curioso. Eu não sou de fuçar no orkut alheio, aprendi com erros passados que certas coisa convém não saber. Tomo a iniciativa de visitar apenas quando é mulher que me visitou primeiro e seu nome me desperta a curiosidade. Se for no mínimo simpática, i.e. feinha, deixo um olá e vou embora. Nada do tipo, "ei, que você andou fazendo no meu perfil?" (o meu melhor é o esquerdo). Se for bunita (sic), passo uma cantada barata qualquer, meu sorriso faz o resto.
Tergiverso e não chego ao ponto. Ok, a pessoa em questão me chama a atenção pelos trajes que usa na foto. Como são miniaturas, pensei se tratar de uma mulher liberal, usando um maiô meio indecente, desses que deixa a barriga de fora, com alguém cortado da foto (ex-alma gêmea?). Caberia aqui o blábláblá filosófico sobre a forma como a internet serve como um canal para projetarmos o que está no íntimo de cada um de nós, louco para sair se a oportunidade aparecer, de nos fantasiarmos, como os caras que freqüentam chats e usam pseudônimos e personalidade femininos, tudo aquilo que algum francês falou mais e melhor no Caderno + da Folha. Como estamos nesse blog mal escrito e mal freqüentando, isso fica em último plano e volto a falar do que interessa: Dominique.
Quem se chama Dominique nos dias de hoje? Lembro de uma canção chata que a Noviça Voadora ou a Rebelde cantava, era muito irritante. Movido pela curiosidade do nome, entrei em seu perfil e vi seu nome (de guerra) completo: Dominique Gatinha, até aí normal, tem gente que não se enxerga. O nome não acaba por aí, há mais um sobrenome artístico: Transex. O que fazer uma vez que estou marcado como visitante? Aproveitei e dei uma olhada no álbum de fotos. Espantoso, matéria para pesadelos durante semanas. Fotos despudoradas de lingerie de noiva, de freira, ente outras. Grotesco, no sentido John Waters no começo de carreira da palavra. Falei dos livros do maus poetas no post anterior me perseguindo em sonho. Isso é fichinha perto dos horrores oníricos que poderei ser acometido.
O lado bom do episódio de hoje foi a demolição de um falso mito. Transexual também é filho de Deus e é gente como a gente, (trocadilho não intencional), apesar do que diz a Encíclica Papal De rabus placere non usarebum. Além dos padrões de comportamento sexual pouco ortodoxos, Dominique também quer se divertir com jogos inocentes como qualquer pessoa.
Bom, se ele(a) retornar a minha visita, vou ser simpático e deixar meu olá no seu scrapbuqui.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 5:59:00 PM 2 comentários
O boêmio voltou
2007/03/24
Voltei, com vontade de preencher linhas e mais linhas com tudo que está preso em meu coração. Prosa vinda do mais escuro recanto de minha alma. Eu já tinha prometido antes que nunca mais ia escrever aqui além da anterior? Eu minto, um pouco. Não como o Maluf, acho que ninguém consegue.
Minha carreira no Overmundo está indo bem, eu diria. Não sou o mais votado ainda, as chamadas para minhas matérias foram estampadas na primeira página e o aproveitamento tá 100%, tanto no Overblog quanto no Banco de Cultura. O pessoal tá lendo, baixando, dando pitaco e vou fazendo novos amigos como se fosse um orkut de escritores, dá para deixar scraps pros outros e gerar polêmicas, como eu fiz com um poetelho.
Por falar em poesia, o Banco tem tantas e de tantos estilos que de algumas cometidas lá tenho medo. Pesadelos recorrentes com livros mal escritos me perseguindo. Sim, porque vários dos poetas foram publicados, e não me refiro ao tão propalado cyberspace, mas do mundo real, onde se pode pegar o produto, folhear e se sentir o cheiro característico de um livro. Sorte do nosso olfato que má poesia não cheira, dessa Deus nos poupou.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 8:36:00 PM 0 comentários
Adieu!!!!!!!
2007/03/13
Larguei de mão o AV Clube. Entrei pro Overmundo mesmo com toda a frescura pra tua colaboração entrar no ar. Teste do sofá, prova dos nove, consulta no SERASA, sei lá. Faltam 16 horas para o público de lá conhecer-me melhor.
Vou abandonar de vez porque depois de não sei quantos anos bostando aqui, queimando neurônios à toa para gerar polêmica gratuita, os coments geralmente davam traço no Ibope. Lá, não, sem que minha contribuição, o texto que tá mais embaixo "Cansei de ser besta!", esteja disponível, pessoas estão comentando.
Vou te dizer: Overmundo é coisa de povo cult, não é qualquer nego que chega e escreve coisinhas meu-querido-diário hoje eu acordei feliz, tem que ter alguma coisa para dizer. Quanto mais intiligente melhor, sobre música, cinema, literatura, poesia e teatro também (eu não disse que o site era perfeito.)
Esse sou eu lá. Desconfio que as minas sejam feinhas, quase não tem fotos nos perfis. Então não vale me acusar de entrar nessa pra catar muler, como eu fiz quando entrei pro cinema.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 11:48:00 PM 0 comentários
A virtude da persistência
2007/03/12
Já comentei com vocês sobre esse filme que estou preparando? Acho que não. É um roteiro meu adaptado de uma peça sobre aborto. Vou precisar de um milhão para fazer, então deixa eu ir me despedindo de todos e começar a plantação.
Piada infame a parte, o fato é que para o cara ser cineasta (na falta de uma palavra melhor vai essa mesmo) é necessário muita paciência. Paciência para aprovar o projeto nas leis de incentivo, paciência para convencer os investidores de que vale a pena dar grana para o filme ser feito, isso antes de ter rodado uma única cena.
Depois tem que ter paciência para controlar os chiliques dos grandões do elenco, paciência é a palavra. Uma dica do Spielberg para iniciantes é usar sapatos e/ou tênis confortáveis e outra do Nelson Pereira dos Santos é arranjar uma cadeira, porque tudo vai demorar. Duas muito válidas por sinal, melhor do que perguntar qual lente usar para a cena de nudez da gostosa da atriz principal.
Sabe aquelas contagens regressivas para grandes eventos? Tipo o relojão da Globo para os 500 anos do Brasil. Estimo que em 90 dias tudo esteja em ordem para a partir dessa data querida, estar autorizado a mendi, quer dizer captar recursos para a produção. Como sou esse poço de otimismo, às vezes dá vontade de largar tudo e fazer um concurso púbico, púbico mesmo, como em cinema pornô.
Tudo isso para falar de sonho, cinema e de um filme em particular. Que me anima, que além do meu pai não me deixa desistir do sonho de fazer esse filme como tem que ser feito. Fome Animal (Brain Dead), primeiro filme de Peter Jackson (Sr. dos Anéis). Feito com 3 milhões, uma ninharia até para os padrões baixo orçamento, num pequeno país chamado Nova Zelândia, não exatamente um celeiro de diretores mundialmente aclamados, num gênero restrito (gore/splatter) e com milhares de litros de porco utilizados nas cenas mais sanguinolentas que o cinema ocidental já viu.
Apesar do tema (mortos-vivos comendo a carne dos vivos) e de ter uma das mocinhas mais feias do mundo, não que a beleza da protagonista fosse quesito avaliado pelo júri, o filme foi sucesso de crítica e de público, ganhando prêmios em 92 num dos festivais mais importantes do cinema fantástico, o de Alvoriaz, na Espanha.
A partir daí a carreira de seu diretor foi num crescendo, eles fez umas porcarias pelo caminho, Almas Gêmeas, com Kate Winslet (ainda na Nova Zelândia) e Espíritos, seu primeiro filme americano, com Michael J. Fiofox. Sua grande sacada foi transformar em sucesso cinematográfico a saga com cara de RPG O Senhor dos Anéis. Não em um filme mas em três, cada um com 3 horas de duração. O que abriu caminho para que fizesse mais tarde uma refilmagem de King Kong com base no original de 1933.
Claro que não foi um duende verde que disse: "Vá até o final do arco-íris e ache o baú recheado de moedas de ouro no valor de milhões de doláres" e ele obedeceu e o resto é história. Todo seu sucesso foi resultado da paciência, persistência, um bom agente e acima de tudo de uma visão criativa fodona. Se não foram essas as razões então deve ter sido o duende.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 1:35:00 AM 0 comentários
Pé nas bolas
2007/03/10
Caindo diante do Liverpool, nas oitavas da Champignon´s League e empatando com o Real em casa, o Barcelona nunca mais foi o mesmo depois da final do mundial com o Inter. Nem o Inter...
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 8:21:00 PM 0 comentários
Bush no BR
2007/03/09
Mesmo com poucos fãs pelo mundo, Bush teve no Brasil, em única apresentação em SP. Não fui assistir ao show. Sempre achei a banda fraca, derivativa. O vocalista ainda pega a Gwen Stefani? A única exigência foi que não faltasse álcool.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 7:34:00 PM 0 comentários
Blog-mensagem
2007/03/08
Parabéns a você mulher nesta data tão especial. Sem você nada seríamos. Vocês são mães, amigas, namoradas, amantes. Além do mais quem ia cuidar tão bem da casa, cozinhar, passar, cortar as unhas da mão direita com a tesourinha senão vocês. A costela até que foi uma troca justa.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 9:58:00 AM 0 comentários
The Black and Blue Album
2007/03/06
Rap e roque sempre combinaram, seja ele pesado ou não. Desde a trilha sonora do filme Judgment Night, que a mistura não soava tão bem. Agora o que uns DJS gênios fizeram merece um Grammy.
Tiveram a idéia (não original, Jay-Z + Linkin Park, alguém recorda?) brilhante de juntar simplesmente a melhor banda do mundo com um rapper de ponta, phodão. Isso que eu chamo de aperfeiçoamento. Weezer + Jay-Z = http://www.jay-zeezer.com/
Só não compreendi porque apenas 18 segundos da minha música.
Toque do Marcel Bely
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 12:18:00 AM 0 comentários
Cansei de Ser Besta!
2007/03/02
Ultimamente ando muito reticente em ouvir bandas novas, ainda mais as recém saídas das fraldas, quando ainda nem coloquei os anos 90 em dia. Tenho mais bandas em mp3s que tempo para ouvir e quando eu chegar na letra M, provavelmente nem vai mais existir mp3. Num exercício de futurologia prevejo que a música vai ser distribuída por telepatia, o que deve ser bem pior do que o som do carro de limpeza passando na sua rua.
O que me leva a questão: Cansei de Ser Sexy é de verdade, é pra ser levado a sério? Diz a crítica gringa que sim, menos o cara da Veja, que não gosta de nada mesmo. Tão bombadas no exterior, abrindo para Deus e o mundo, o sucesso já deve estar subindo à cabeça das meninas, imagina quando Deus e o mundo abrirem para CSS.
Diz a Wikipedia, a Barsa que não precisa nem ter a 4a série para contribuir com verbetes, sobre CSS: "Formada em setembro de 2003, a banda começou de maneira descomprometida (claro, sucesso e fama pra quê?) e, com excepção do baterista, ninguém sabia tocar direito seus respectivos instrumentos." Nesse meio tempo tornaram-se virtuoses. Engraçado vai ser o dia que a bateria eletrônica der pau ao vivo, fudeus.
Não consigo parar de ouvir. Difícil dizer o que é mais espantoso a japa fedelha cantando em inglês ou em brasileiro. Quando não faz os dois na mesma música. É impressão minha ou Superafim é influência da Kelly Key. Finalmente reconheceram o talento da carioca. Antes tarde do que nunca.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 6:42:00 PM 0 comentários
Necronomicon
2007/02/25
É 25 de março e os corpos de James Brown e Anna Nicole ainda estão inseputos.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 9:07:00 PM 0 comentários
Interpretação faz parte da prova
2007/02/23
Tá, eu sou bem picareta. Atualizei 2 ou 3 vezes essa bagaça desde que 2007 começou e durante a longa vida desse espaço utilizei o expediente de colocar vídeos aqui pra disfarçar a ocasional falta de assunto.
Nenhuma novidade aqui, todo mundo faz isso, basta ver o deus-nos-acuda no dia em que a Bocarelli bloqueou o YT, mas tinha feito a mim mesmo a promessa de nunca, nunca postar conversas do msn, talvez pelo conteúdo picante da maior parte delas com mulheres (todas de maior, seu Siro Darlan) ou pelo menos é o que elas alegam. Até hoje...
Recebendo pérolas oitentistas e aproveitando para reouvir clássicos como Biafra (Sonho de Ícaro), Dalto (Muito estranho), Marquinhos Moura (Meu mel), todos compostos pela dupla de peso Sullivan e Massadas, um amigo meu, da indústria musical, cuja sensibilidade musico-letristítica me impressiona a cada dia, me brindou com a seguinte interpretação.
A F diz:
Repetir o amor já satisfaz.... dentro do bombom há um "licor a mais"
leandroide diz:
credo, isso não pode ser nem considerado má poesia
A F diz:
deixa eu INTERPRETAR esse trecho pra ti
A F diz:
Biafra é GAY. Ele deve ter dormido com um negão ou com um mulato. Após o negão (ou mulato) tê-lo comido ele se virou e disse ao cara que queria DE NOVO!!! Ele disse ao cara:
Repetir o amor .... dentro do bombom há um "licor a mais"
A F diz:
Agora é com VOCÊ deduzir o que é o BOMBOM e a que "licor a mais" ele se refere....
leandroide diz:
q podre
leandroide diz:
preferia nca ter lido isso
ahaahahaha
A F diz:
huaaaaaahuahuahuahuahua
A F diz:
isso é interpretação MINHA
Como ele mesmo grifou é uma interpretação DELE, meu interlocutor e a Constituição defende o sacrossanto direito de liberdade de expressão. Como ele teve acesso à predileção interracial do Biafra, não me pergunte, uma parte de mim que apreciava esse tipo de confeito recheado morreu.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 3:35:00 AM 1 comentários
2007 começa agora!
2007/02/21
Então o ano começou de verdade! Não, não tou dizendo isso por causa do fim do carnaval e o Brasil voltar a girar na sua rotação normal. Finalmente, depois de muita espera voltei a acompanhar a 3a temporada de Lost. Que maravilha!
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 1:31:00 PM 0 comentários
Odisséia Uruguaia I
2007/01/08
Os eventos descritos nessa saga em 5 capítulos completaram 5 anos em Dezembro. Achei legal compartilhar com vocês.
Como tudo começou
Conhecia apenas o Gaúcho e sua esposa. Eles eram de Jaguarão e tinham uma merceariazinha perto de minha casa no norte da Ilha. Fazia tempo que não tinha notícias deles até que lá em casa alguém ficou sabendo que ela tinha morrido de câncer no pulmão. Tinha ouvido falar de seus filhos mas não os conhecia.
Devido a morte na família, Rosana, acho que a filha do meio, veio do interior do Rio Grande do Sul para dar uma olhada no velho, que estava passando por um período de difícil adaptação com a perda recente. Conheci essa figura, bem extrovertida e maluca, no bom sentido, é claro. Como eu me iniciava nessa coisa de produção audiovisual e não dizia não para nada, surgiu o convite para ser o criador das imagens no telão para uma apresentação da escola de dança que ela e o Joselo (leia-se Rosselo) um uruguaio cabeludo, que tocava violão e era seu namorado, mantinham em Jaguarão.
O espetáculo seria realizado em 15 de dezembro de 2001 numa cidade do Uruguai, chamada Melo (leia-se melo) distante cem quilômetros de Jaguarão, que ficava no final do Rio Grande do Sul. Do lado de cá, o Brasil, passando a ponte sobre o rio Jaguarão ficava a cidade de Rio Branco, Uruguay.
Saímos de Florianópolis em 9 de dezembro, domingo, um dia de atraso em relação aos planos originais. Esses atrasos iriam se constituir numa coisa corriqueira com aquele casal transnacional por todo o período que passei com eles. Junto com a gente ia também Cristiano, um cara que dançava na companhia deles e que eles trouxeram para ajudar no trabalho aqui.
Dividi a direção com ela pelo longo trajeto de mais de 14 horas. Por volta das 11 horas de noite estávamos em Pelotas, a cidade que gozava daquela boa fama que a cerca. Na verdade apenas uma hora de estrada em linha reta nos separava de nosso destino e, cansados e famintos, resolvemos parar para comer numa lanchonete que ela freqüentava na época de estudante universitária. A especialidade da casa era o à la minuta, o bom bife com ovo. Pedimos 2 pratos e a comida demorava.
Em volta da nossa mesa, podemos perceber que o recinto era freqüentado pelas pessoas mais esquisitas. Velhotas feias e mal maquiadas que tinham saído para dançar em algum bailão na noite de domingo e que iam fazer uma boquinha antes de irem embora. Algumas tinham conseguido se dar bem, o que não queria dizer muita coisa.
Tentava evitar que o preconceito pela cidade me dominasse mas foi inevitável deixar de pensar em todas as piadas de veado de Pelotas que escutei. Os dois sujeitos que ficavam no caixa eram e não tinha como negar. Eles ficavam olhando para mim e para o Cristiano que sentava do meu lado. A visão deles estavam desimpedida pois o casal neura tinha saído para ligar para alguém em Jaguarão, avisando que estávamos quase lá.
Chegando em Jaguarão deixamos Cristiano na casa da vó dele e seguimos pela simpática cidadezinha de fronteira até a casa/escola. Encontramos Abelardo no caminho e ele tinha a chave. Estávamos acabados e fui instalado num dos quartinhos da escola, pegando no sono imediatamente.
A cidade, como disse antes, é bem simpática e aprazível, suas casas são grudadas umas às outras e quase sempre sem portões ou grades na frente, com suas portas da frente dando direto para a calçada. Os quintais são todos escondidos. As ruas são de paralelepípedo e bem largas, como que avenidas, separadas por canteiros de árvores plantadas a uma boa distância umas das outras.
Há dois clubes lá: o Jaguarense e o outro que me esqueci o nome no mesmo lado da rua, separados por alguns prédios e o Hotel Sinuelo. Isso tudo de frente para a grande praça com a igreja matriz à esquerda.
Na segunda pela manhã, conheci algumas das bailarinas, que vi apenas na gravação em VHS de outra apresentação no teatro da cidade. Pensei que elas eram mais velhas, a média no entanto era de 13-14 anos, o que me deixou apreensivo já que eram pré-adolescentes demais para o meu gosto. As professoras delas eram as que mais chegavam perto de uma faixa etária que não me deixariam em encrenca. A mais nova tinha 18 anos.
Acompanhei alguns ensaios das meninas, fui apresentado a todas elas e suas professoras, atravessei várias vezes a ponte. Acabei descolando uma ilha de edição para trabalhar nas imagens do telão com um uruguaio que trabalhava em uma loja de fotografia. Ele ainda gravava eventos e fazia as propagandas das lojas locais para a TV por assinatura da cidade para o típico gaúcho de almanaque, dono da loja.
Leia a seguir outras coisas que me aconteceram no período que fiquei entre o extremo sul do Brasil e o Uruguai.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 8:18:00 PM 0 comentários
Odisséia Uruguaia II
2007/01/07
Perrito aplastado
Estar naquela cidadezinha uruguaia me fazia lembrar os anos 70 que eu era muito novo para ter conhecido bem. Anos 70 nem tanto, mas um quê de 1980 e poucos era possível sentir no ar. Podia apenas imaginar como deveria ser o dia-a-dia vagaroso, o longo arrastar das horas ao se viver nesse exato ponto da América do Sul há duas décadas.
Não apenas as cores das roupas e modelos de carros velhos estacionados em ruas largas e por vezes não asfaltadas que remetiam a esse período. A própria cor da cidade era meio granulada como um fotograma de filme antigo 8mm. Era engraçado de ver nas ruas velhinhas e crianças em seu meio de locomoção habitual, mobiletes azuis em sua maioria com as cestinhas para compras no guidon.
Na frente do Centro de Diversiones Musicales de Rio Branco, um boteco de sinuca e música ao vivo aos sábados à noite, onde uma garota escutava sucessos latinos, estávamos os três andando nas ruas calmas e pouco trafegadas no meio da tarde. Do banco detrás do carro pude sentir que tínhamos passado por uma lombada pelo pulo do carro. O detalhe é que a lombada tinha pêlos e começou a gritar de dor.
O carro rodava a baixa velocidade, mesmo assim ter passado com os pneus por cima do pequeno cachorro foi o suficiente para condená-lo, como nos explicou o veterinário, amigo dos pais da Rosana e médico da família, que dirigia o carro, ao ver o animal sangrando pela boca.
Enquanto o animal morria na mesa do consultório após receber uma injeção para acabar com seu sofrimento, voltamos ao local do “crime”. O sentimento de culpa pelo acidente dominou minha amiga e ela chorou não apenas pelo cachorrinho, aproveitou e desabou também pela perda recente que tivera na família.
A mãe da garota era brasileira e disse para não nos preocuparmos, mas que deveríamos providenciar as exéquias do animal. A menina estava chorando em seu quarto, diferentemente do modo apático como reagiu aos apelos do cão de apenas 4 meses alguns minutos atrás.
Voltamos à clínica. O doutor Malfato nos sugeriu que levássemos ao Basurero Municipal para deixarmos o corpo do cachorro já devidamente enrolado em sua mortalha, um grande saco de ração para cavalos.
Para chegarmos ao tal lugar, guiados pelas indicações do veterinário, passamos por uma parte da cidade um pouco mais afastada do centro onde tudo havia ocorrido. Vimos casas pequenas e feias em terrenos minúsculos cercados por arame farpado. Era mais para frente, passando o cementerio, como nos disse uma velha com cara de figurante mexicana.
No fim após circularmos por mais uns cinco minutos sem encontrar o depósito de lixo da cidade, acabamos abandonando o corpinho do cachorro em um terreno que estava sendo coberto com aterro. Assim dentro de uns pneus o cadáver ficou.
Atravessando a ponte na volta para o Brasil nos demos conta de que não sabíamos o nome do animal.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 11:20:00 AM 0 comentários
Odisséia Uruguaia III
2007/01/06
Interlúdio campestre
Desembarquei do ônibus que fazia o percurso Rio Branco-Melo e fiquei no meio do nada, cercado de muito pampa em volta e pouca civilização para me encontrar perdido. Joselo e Rosana demoravam a chegar, sabia que o pai dele tinha terras por ali e pelo combinado eles me buscariam no Km 75. Passei a desconfiar de suas combinações, ainda mais quando eles combinavam com terceiros que ficavam encarregados de me comunicar o combinado.
Na real não estava perdido e mal pago como suspeitara. Como o maldito horário de verão deixava os relógios uruguaios atrasados uma hora em relação à hora oficial do Brasil, eles nem sabiam que eu já estava esperando há uma hora na beira da estrada. Antes do descontrole bater, tinha abordado no auge do desespero um tio de bombacha, com cara de índio que morava em um sítio ali perto. Perguntei ¿hay telefono? e ele disse ¡no!
Como se não bastasse o horário não ter fechado o que mais os atrasou foi o fato de Joselo querer guiar o carro, mesmo sem saber, por uma estrada longa e complicada. Ao ver o carro chegar me alegrei e agradeci a Deus.
A estrada era horrível mesmo, de areia, toda irregular e curva mas o cenário compensava tudo. Aqueles longos campos verdejantes a se perder de vista, com o céu escurecendo e ficando cinza e azul em certas faixas com a luz do sol já se retraindo. Depois de anos aquela beleza agro-pastoril continua bem viva em minha memória.
Era segunda-feira e como sempre os planos eram passarmos o dia lá e voltar de noite para o outro lado da fronteira e preparar o retorno triunfal para outra apresentação no sábado seguinte do espetáculo das meninas e então voltar para SC.
Acabamos ficando lá a noite toda e me arrependi de ter deixado minha mala em Jaguarão com minhas roupas. Restava a esperança de que retornaríamos no mesmo dia, assim comecei a perceber que os dois eram ruins em cumprir os esquemas previamente planejados.
Conheci o velho Pepe, pai de Joselo, um uruguaio de cabelos brancos criado no pampa, fanático pelas novelas brasileiras das 8. Todo dia ele sentava em frente à TV com sua comida e assistia a’O Clone. Uma vez quando as mulheres tinham saído da sala ele se vira em seu sofá e fez um comentário bastante lisonjeiro acerca dos peitos da Giovana Antonneli e todos rimos com o velhinho safado. Tão logo acabava a novela e lá ia ele para seu quarto, escutava uns tangos que tocavam no rádio e devia dormir descansado, para acordar cedo no outro dia.
Conheci também a irmã de Joselo e o marido dela, um contador de histórias com os dentes meio ruins. Esse sujeito se vestia como o gaúcho típico e andava a cavalo e se ocupava com a lida da terra. A irmã de Joselo lembrava pouca coisa o irmão. Ela se ocupava das tarefas domésticas.
Havia dois cães, pastoreiros, eles cuidavam da criação de ovelhas, bois e vacas e cavalos.
Um carneiro de nome Guancho também vivia solto pela área, ele tinha, segundo me contaram, o hábito desagradável de atacar as pessoas. O animal era perigoso quando baixava a cabeça e vinha na direção de sua vítima e eu que acreditei ter feito amizade com ele, mas não fui poupado. O bastardo me atacou também. Deram um jeito nele amarrando-no a uma corda presa na cerca, assim parecia um cão numa coleira.
Por questão de uma noite tinha perdido uma festança regada a caipirinha e mate com música ao vivo do violão do uruguaio e com o Juliandro, primo de Rosana e percussionista que acompanhava Joselo nas apresentações de dança. Morava ali também a tia Éster, uma senhora pequena e simpaticíssima que se preocupava com todos como se fossem os filhos que não teve.
Luz elétrica só do gerador a querosene, por isso de noite a casa ficava escura, iluminada por velas, e pela TV quando estava ligada. O sistema para tomar banho era muito simples, não que eu esperava hidromassagem, só que uma caneca e balde com água fazendo as vezes de chuveiro eram bem menos do que eu gostaria.
Na primeira noite, como achava que íamos embora no outro dia acabei pulando o banho, além do que eu nem tinha outra roupa para trocar. De novo amaldiçoei a minha burrice pela mala que ficou do outro lado do rio, no Brasil.
Logo era noite do outro dia e ainda estávamos ali. E outra noite na companhia agradável daquele pessoal. Me tornei um campesino por excelência, enrolava e fumava meus próprios cigarros de fumo de corda todas as noites. Tocávamos e cantávamos ao ar livre e limpo do campo. Comecei a compreender os poetas do arcadismo.
Fiquei alguns dias com a mesma roupa, de segunda a quinta, quando iríamos a cidade de Melo e ver a gravação da entrevista que o casal binacional iria dar para a emissora local.
Nesse ínterim andei a cavalo, coisa que tinha feito uma vez na vida e tomei banho em uma sanga que estava dentro das terras de Pepe. A água era clara e quente, uma delícia, aproveitei para lavar o couro. Fui com Rosana um tempo depois dos outros. Eles tinham ido para lá a cavalo, na volta nos cederiam o transporte eqüino. Esperei a roupa secar ao sol e retornamos para a casa montados nos quadrúpedes. Mais acostumado com o trotar no lombo do animal eu ia menos tenso. No dia anterior tinha dado uma volta com um cavalo que segundo o contador de lendas, era xucro, e não relaxei muito, aproveitando pouco a experiência.
Eu adorei o lugar, gostaria de ter um refúgio como esse para recorrer quando me sentisse estressado e de saco cheio dos problemas da civilização. Não sei se teria muita paciência com aquela calma por tanto tempo, mas por um mês no verão eu garantiria ficar sossegado e sem me preocupar com o resto do planeta.
Por mais que me sentisse feliz ali, acho que dificilmente abdicaria dos confortos do mundo urbano, entretanto Juliandro estava quase deixando para lá a vida na cidade e se dedicando à vida em local tão bucólico. Ele dizia que estava cansado da vida de artista e que já tinha aprendido os ritos da família e que por ele ficava lá para o resto da vida. Não havia como não concordar mas não era para tanto. Lembre-se que era verão, queria ver se ele enfrentaria o inverno que parecia ser bem rigoroso com tanta galhardia.
Com alguma tristeza por deixar para trás um lugar tão maravilhoso, fomos para a cidade, tia Ester foi conosco. Nos despedimos de todos os que ficaram e imaginei a vida continuando no ritmo próprio que aquele lugar encerrava.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 8:21:00 AM 0 comentários
Odisséia Uruguaia IV
2007/01/05
De como eu fui parar em um inferninho chamado Fechoria´s
Agora que me encontro um tanto quanto ébrio, acho que minha língua, quer dizer meus dedos se soltam. Vou até contar uns lances que me oc, credo que difícil achar as letras assim, vou até contar mais um lance que me ocorreu na minha famosa odisséia urugaia, uruguaia, é assim mesmo? Deve ser.
Bom, depois da apresentação de dança contemporânea das meninas no Teatro Espanha em Melo, acabei cruzando a fronteira de volta para Jaguarão e pensei que ia haver festa lá, mas que nada! As gurias acabaram dormindo na van na hora que durava o trajeto e pude me dar conta da burrada que fiz. Fiquei sabendo depois que um amigo que tinha ficado lá curtiu bem mais a noite uruguaia de sábado com o cara que fez a iluminação do espetáculo e vinha de Montevidéu.
Continuando, passei o resto do sábado em uma festinha meia boca no Jaguarense e o domingo meio na merda, sem muito rango à disposição, sozinho com apenas um canal de televisão disponível, a Rede Globo (sinal onipotente é isso aí) e chuviscos incompreensíveis de uma TV uruguaia.
Na segunda-feira Abelardo, esse só vendo pra crer, uma coisa magra e cabeluda, com um nariz digno do descrito pelo Gogol, um baita bailarino no fim das contas, me dá um troco para pegar o táxi para ir até a magnífica rodoviária de Rio Branco, do outro lado da ponte e tomar ônibus para descer no Km 75 da Carretera para Melo. De lá eu esperaria até que a Rosana e o Joselo fossem me apanhar de carro. Era para ficarmos um dia nas terras do pai dele e voltar em seguida.
Acabamos ficando até quinta à tarde. Só então fomos para a cidade de Melo, a última escala na volta para Jaguarão, para falar com um pessoal da TV local e iríamos embora mais tarde naquela noite mesmo. Estava tarde, devido a um fato que pode ou não ser narrado em outro relato desses ficamos de dormir na casa de Joselo na cidade e seguir viagem no outro dia.
Estávamos eu, Joselo, Rosana e o primo dela, Juliandro, o percussionista que acompanhava o uruguaio, seu nome quase fazia dele quase meu xará. O casal ia dormir cedo mas não sem antes me liberar a chave do carro para dar umas bandas em Melo. Circulamos atrás da casa de um amigo de Joselo e como não encontramos, abastecemos o carro e voltamos para o centro da cidade a procura de um bar para passar o resto da noite.
Fomos até um boteco ali por perto, que ficava numa esquina, desses com as mesas na calçada. Momento cultural à Tarantino: uma coisa bem interessante do Uruguai é que lá a garrafa de cerva tem 1 litro, imagine quatrocentos emê-éles a mais! Perto da nossa mesa estavam alguns uruguaios da cidade que conversavam animadamente. Um deles, conhecido de Juliandro, acabou puxando papo conosco. Conversamos pouco com eles.
Não tínhamos esperança de encontrar companhia feminina naquela noite, havíamos sido rechaçados por umas meninas da cidade quando paramos numa pracinha para pedir informação a respeito da rua da casa de Fred.
Acabamos topando sem querer com Fred e sua esposa, o amigo motoqueiro e maconheiro, por pura coincidência. Andavam de moto e passaram pela esquina, Juliandro acabou fazendo-os parar e tomar um traguinho conosco.
Nossos vizinhos de mesas discutiam música. Eles achavam Renato Russo uma merda, por outro lado Fred e sua mulher achavam o nosso falecido compositor o maior poeta e que eles deviam aprender mais sobre música antes de falar besteira. Quase uma discussão boba vira caso de polícia. Antes de tudo virar uma zona a mulher dele sugeriu que fossemos até a casa deles.
Eles deixaram a moto em casa e me perguntaram se queríamos ir a outro lugar que eles conheciam para tomarmos mais umas cervejas de 1 litro.
Conheci o cachorro deles, um grande pastor capa preta simpático, cujo nome me foge à memória. Esse casal de loucos costuma viajar de moto pelo Brasil inteiro e vi numa foto que me mostraram de uma dessas viagens o cão em cima do tanque de gasolina, feliz da vida com a língua ao vento junto dos donos. Só faltava uma jaqueta de couro e um capacete para ele, daqueles com ponta de ferro como dos alemães da 1a Guerra, para ele ser um Hell´s Angel.
Cruzamos metade da cidade e quando vi estávamos num inferninho chamado Fechoria’s. De fora parecia um boteco bastante normal com mesas de sinuca, com as ocasionais brigas que haveriam de rolar de vez em quando. Mais tarde deu para perceber que era um antro de prostituição. As pistoleiras de lá são bastante similares com as daqui. Uma delas se oferecia para um cliente no balcão e não era nem um pouco bonita. Como já era bem tarde da madrugada o cara não quis o programa e nossa hora estava chegando.
Ficamos lá um bom tempo e confraternizamos com alguns dos freqüentadores que nos eram apresentados pelo Fred. Eu, que mesmo sabendo falar o idioma, raramente me comunicava em espanhol, me fazia fluente na língua deles. Uma coisa que percebi de diferença dos uruguaios para os argentinos é que os últimos não fazem o menor esforço para entender o português e quando entendem ainda assim se fazem de desentendidos. Como? perdon? e a fatal: no compreendo. Já os uruguaios, pelo menos os que conheci, se não falam português pelo menos entendem o que se diz para eles na nossa língua.
Eu estava chumbado, cansado e precisava dirigir de volta, sem falar que estava longe de casa, sem carteira de motorista e nem conhecia a cidade direito. Não vi um policial o dia inteiro e não gostaria de conhecer a força da lei de lá. De alguma forma, encontrei o caminho da casa onde estávamos hospedados.
Juliandro ficou no quarto com a tia Ester, jurando que estava sendo esperto, pois encontrou uma cama prontinha para ele, mas eu dei a sorte grande: um quarto particular e uma cama de casal só para mim. Dormi até a metade da tarde da sexta.
As tias, a outra era a mãe de Joselo, eram as mais queridas e nos ofereceram comida assim que acordamos. Que vidão! No meu quarto vi aquela emissora que em Jaguarão eram apenas chuviscos e pude me divertir bastante com os noticiários que relatavam os cacerolazos e a queda do Fernando deles e algumas novelas locais, que não perdiam de jeito nenhum para as melhores mexicanas do SBT. Acho até que vi um capítulo inteiro de Carrossel Dos, pena que a Thalia não fazia parte do elenco.
Nem acreditei que voltávamos para Jaguarão naquele dia mesmo. Na viagem de volta colocamos o casal a par de nossas aventuras na divertidíssima noite de Melo. Nada mal para uma balada de quinta-feira num país vizinho.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 11:13:00 AM 0 comentários
Odisséia Uruguaia Parte Final
2007/01/04
Feliz navidad
Tínhamos voltado de Melo na sexta e na segunda, véspera de natal, na metade do caminho para Pelotas, eu e Rosana decidimos parar o carro no acostamento. Decidiríamos se continuávamos até Porto Alegre e chegaríamos a tempo da ceia de natal numa casa de uma amiga ou prima. Ou se retornávamos para Jaguarão e seguiríamos viagem no dia seguinte, adiando pela milionésima vez a volta para casa.
Adianto desde já que passei o natal em Jaguarão. O que aconteceu? Quando finalmente estava tudo pronto para Florianópolis e que dessa vez não passava, depois de uma semana extra na cidade depois da segunda apresentação das gurias, Joselo bate o pé, decide que vai ficar e ir para Melo no outro dia, sozinho. E eu, no meio dessa crise conjugal de graves proporções.
Sem chorar mas visivelmente infeliz Rosana resolve pegar a estrada de qualquer forma, já era 11 da manhã do dia 24. Paramos em um restaurante para mandar para dentro um prato de bife com ovo antes de seguir viagem. Senti que ela não queria ir deixando um assunto pendente. Ainda que não agüentasse mais tanto atraso, fiquei com pena dela nessa situação.
Corta de volta para o acostamento: olhei para ela e ela me olhou e voltamos para Jaguarão. Ela falou que ia improvisar alguma ceia natalina e eu imaginando o pessoal lá em casa, me esperando depois do milésimo alarme falso de meu regresso.
Esse natal em família para mim seria uma coisa bem importante. Eu havia passado um mês fora de casa, com raiva do mundo e quando tinha voltado nem tive tempo direito de reforçar minhas relações com meus pais pois havia embarcado nessa legítima odisséia no começo de dezembro com previsão de duração de uma semana e que já entrava em sua terceira semana.
A tal ceia natalina foi um pedaço de paleta de ovelha que ela descolou antes do armazém fechar, lá as padarias e açougues fecham as oito da noite. Não me recordo de ter algum dia experimentado carne de ovelha e fiquei imaginando seu sabor. Vi pouca carne em volta daqueles ossos compridos e curvos.
Os dois mal se falaram quando se reencontraram e todo o pessoal da cidade estranhou a nossa volta. Devem ter compreendido que passar o natal na estrada devia ser uma bosta e que acertamos em retornar.
Por volta das nove a ovelha foi posta no forno para assar e eu em cima, acompanhando e torcendo para que ela ficasse pronta logo. O bife do almoço, a última refeição do dia, não estava no meu organismo há horas.
Um sujeito chamado Jardel, primo do tipo maluco da Rosana, apareceu e foi convidado a se juntar à mesa naquela noite. Ele fumava um mata-rato de doer os pulmões e bebia por profissão, era pescador e me contou alguns causos do mar que ele e amigos enfrentaram. Ao saber que eu morava em Santa Catarina puxou do bolso uma história que se passou com ele no litoral norte do estado.
E nada da ovelinha sequer ficar dourada.
Não satisfeitos em fazer o natal do primo, o casal ainda teve tempo de ir providenciar um Papai Noel para um casal de amigos uruguaios que tinham dois filhos pequenos e que iriam receber o presente das mãos do bom velhinho em pessoa, me deixando com Jardel que me contou vários podres da prima. Não esquenta, R., não vou divulgar o que sei.
Detalhe: quando o Brasil adota o horário de verão, fica-se uma hora adiantado em relação ao horário oficial do país vizinho. Portanto eles foram chegar com o homem vestido de vermelho e gorro na cabeça por volta da 1 da manhã. Eu já tinha me impacientado quando os vi passar na esquina da outra quadra para entrar na casa dos amigos. Era com certeza o pior natal de minha vida.
Deixei Jardel tomando conta da ovelha no forno e fui até a casa dos uruguaios, com a maior cara de fome. Chegando lá todos extremamente simpáticos, desde os pais do cara até os pais da mulher, me mostraram o caminho das cervejas e as cestas com frutas e queijos e presuntos cortados em cubinhos e espetados em palitinhos. Meu natal estava salvo, por ora.
Conversei um bocado com o pai de Roce, que era da Galícia. Ele me explicou que vários uruguaios eram descendentes de galegos e me contou piadas dessa parte da Espanha, que eram tratados calorosamente pelos uruguaios da mesma forma como vemos os lusitanos do outro lado do Atlântico.
Fizemos um intercâmbio de piadas. Eu falava português e espanhol e todos me elogiavam, eu creditava isso à cerveja. Rosana e Jocelo voltaram para o primo e a ovelha que a essa hora já devia ter passado do ponto e me deixaram lá depois da entrega dos presentes.
Gostaria de poder ver a minha própria cara ao testemunhar aquele ritual de entrega de presentes com direito a performance do velho Noel em pessoa. Todos ganhavam presente menos eu, é óbvio. Devia haver alguns me esperando se algum dia voltasse para Florianópolis. Faltava menos de uma semana para a virada do ano e já imaginava meu Reveillon em Jaguarão.
Comi mais um pouco e o sujeito que fazia as vezes de Papai Noel ficou para comer conosco e beber na sala. Nessa hora a barba era afastada e voltava para o lugar caso algum fedelho aparecesse por lá. Ele bem que tentou contar histórias deprimentes para alegrar nosso natal mas felizmente ele teve que se ausentar.
Fiquei para a sobremesa e fui-me embora perto das 2 e meia da madrugada, cumprimentando todos e agradecendo a acolhida calorosa, meu estômago mais agradecido ainda. Por incrível que pareça ainda dava tempo de encontrar meus conhecidos da cidade e pegar o começo da festa de natal no clube Jaguarense, festa que durou até seis da manhã quando começaram a abrir as janelas do salão que costuma ser menor em outras nas festas em fins de semana comuns.
No almoço do outro dia é que fui sentir o gosto daquele pedaço de ovelha, e ligar para casa para dizer que no outro dia estávamos voltando... No dia 27 finalmente fomos embora de Jaguarão. Nunca mais pus os pés lá.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 4:27:00 PM 0 comentários
Polegar para cima!!!!
2007/01/03
Assunto nunca falta, falta vontade e tempo. É bom ler outros blogs para descobrir outros blogs para descobrir outros blogs. Mais legal ainda quando o cara se depara com um bacana com tiras de humor engraçado. Não que que os que costumo acompanhar sejam decepcionantes (alguns sim) e atualizados a cada ano bissexto.
Foi o que aconteceu. Li no Malvados. Conferi a dica e rrrecomeindo: http://blogdolafa.blogspot.com/
De terceira mão mas é de coração.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 4:51:00 PM 0 comentários
Ano novo, vida nova!
2007/01/01
Que blogueiro relapso que sou, não entro aqui desde o ano passado.
A todos um 2007 de cinema.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 6:45:00 PM 0 comentários
Grand Début
2006/12/24
Não vi o programa quando foi ao ar no sábado à tarde no canal dois. Não tenho NET. Tenho Sky, gente coisa é outra fina! Não importa, vi milhares de vezes antes, das imagens que eu mesmo fiz até ficar finalizado com direito com marca d'água do programa no canto esquerdo inferior da tela.
Pelo feedback que o Filipini recebeu parece que foi um sucesso. A raça achou graça, os pessoal (sic) entenderam o conceito. Bora atrás de mais patrocinadores uma vez que os milhares de reais provenientes do Hot Dog do Piru ainda não são o suficiente para bancar toda produção intrincada do programa Lotação.
Um recado aos leitores: Feliz Natal e não se engasguem com o peru.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 8:05:00 PM 0 comentários
Live action
2006/12/20
Maldito Spielberg!!! E ainda deu para o Michael "Bruckheimer" Bay dirigir.
Clique para ver o trailer.
Tudo bem, dessa vez passa mas quem vai fazer a Caverna do Dragão sou eu.A sinopse: os amigos se encontram para ir ao parque de diversões, chegando lá são transportados para o mundo da Caverna do Dragão. São sabiamente orientados pelo Mestre dos Magos e enfrentam o Vingador e chutam a bunda de Tiamat, a banda, não o dragão. Como aconteceu num desenho quando passava na Xuxa, eles quase conseguem voltar para casa mas tem que permanecer naquela terra maldita, cheia de perigos.
O fim do filme? Não sei, segundo a lenda poucos afortunados viram o episódio final que nem foi fabricado. No meu caso faço eles voltarem para casa, sentirem o bem bom de Nescau servido pelas mamães preocupadas, já que os pais trabalham dois turnos para pagar a terapia dos pimpolhos. O Mestre dos Magos os conclama e eles precisam acabar de vez com a raça do Vingador. Metade morre em batalha e precisam recrutar novas crianças no domingo no parque. No fim o bem vence o mal, fiquem sossegados.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 10:40:00 PM 0 comentários
Código de ética televisiva
Conseguimos!!!!! Segundo o relato da dupla sobre a reunião com os programadores, a primeira edição do LOTAÇÃO vai ao ar na íntegra, tal como foi concebida. São 3 blocos, 3 matérias: A saga das baladas que foi dividida em 2, Clube Maré Alta (UTI) e Invasão da formatura de Direito no 12; Profissão Repórter, segmento em que o Geizon e o Filipini entrevistam uma criatura bizarra chamada Lili e no derradeiro bloco a cobertura do Floripa in Pânico, com direito a pegadinha no pintinho do GluGlu. Uma das poucas ressalvas foi em relação ao personagem Bin Laden, que precisa um upgrade na caracterização.
A matéria mais polêmica, obviamente a do travequinho maranhense Lili, não sofreu veto do bispo Flori. Meu velho conhecido, o ex candidato ao senado e bispo da Palavra Viva, é dono de metade da TV Nova Imagem, carinhosamente chamada de canal 2 da net. Esse é um homem de fé, tanto quis um programa seu que conseguiu uma emissora própria. Vou rezar com um pouco mais afinco, quem sabe Deus me ouve?
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 12:07:00 AM 0 comentários
Mudança de endereço
2006/12/18
Comunicamos aos clientes e amigos que estaremos atendendo em novo endereço a partir de 18 de dezembro.
Enquanto não reabrimos, curta esse sucesso de Celine Dion em versão surf music instrumental: http://www.goear.com/listen.php?v=4b6a2d6
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 9:36:00 PM 0 comentários
Eu já sabia!
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 11:47:00 AM 0 comentários
Volta triunfal a TV
2006/12/16
Há quase uma semana na frente do PC, sofrendo para editar o episódio 1 do programa Lotação, que vai estrear dia 23, às 2 da tarde no Canal 2/Net. Não porque seja complicado e/ou eu = um péssimo editor, nesse departamento engano bem. Em uma semana, portanto, vai ao ar. Mais detalhes, outra hora. Assim como as memórias do primeiro dia de gravação, divertidíssimo por sinal.
Bastou um vírus mortal para me derrubar na frente dos 2 donos do programa e acabar com minha reputação (imagine minha cara de "isso nunca me aconteceu antes!!!") e noites normais de sono. Lembrei da semana que virei para finalizar 8 programas da nova grade de programação de outro canal, também com um n° como nome e a cabo. Aquilo foi fichinha, a ilha funcionava a pleno vapor. Havia duas por falar nisso, mesmo sendo eu um só.
Mesmo sem o PC para trampar, mal vi o jogo do Inter, apenas na ansiedade de que o Ernesto me trouxesse ele em boa saúde. Manja experiência de quase-morte? Mais ou menos assim o que houve com a ilha perdida, que se recuperou com poucas seqüelas. Talvez seja por causa das sessões diárias de fisioterapia que passe mais tempo na casa do técnico do que comigo, seu legítimo dono.
Vi a prévia em DVD, tá binito e engraçado. Agora faltam detalhes tão pequenos de nós dois para finalizar no sentido PRO da palavra o Lotação do dia 23, no canal 2 da NET/Floripa. Anote na agenda, não perca!!!
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 3:15:00 PM 0 comentários
Seremos campeão
2006/12/13
INTER!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 11:11:00 AM 2 comentários
Esse guri vai longe III
2006/12/07
Ontem trabalhei febrilmente no roteiro do longa “Vidas de outras vidas”. Ter o insight de mudar a trama que estava entalada na garganta, ficar no plano das idéias como diria Platão é uma coisa, executá-la, trabalho braçal é outra como diria Moisés. Pausa para enviar finalmente a propostata de trabalho com o pessoal do programa Lotação e combinar com Maristela a reunião de desenvolvimento do mini-projeto 2007 à noitinha.
Basicamente me dividi entre o arquivo no PC e a versão em papel. Consegui finalizar razoavelmente bem as 84 páginas do roteiro, antes eram 82. Na verdade limei toda uma parte da subtrama de Bia, a adolescente que fica grávida e por motivos de força maior, sua mãe, é obrigada a abortar, que tinha umas 5 páginas.
Acabei de mandar a minuta do contrato para o Felipe do Lotação. Agora chega de negócios e vamos ao que interessa: um trecho romanticozinho. Para ler tudo vá para LÁ.
INT. GALERIA DE ARTE - DIA
O mesmo plano do quadro, com alguma diferença no seu estado, agora exposto na parede da galeria de FÁBIO, 30 e poucos, homem atraente e sofisticado, que ajeita a pintura de Sofia na parede.
JOYCE, bela morena de cabelos compridos lisos, perto dos 30, pára em frente ao quadro de Sofia. Fábio se aproxima dela e também aprecia a tela.
FÁBIO
Interessada pela arte espanhola do século XVI?
JOYCE
Como?
FÁBIO
Me desculpe se te assustei! Você parecia tão concentrada na pintura.
JOYCE
Século XVI você disse? Ela é uma bela mulher. Distinta.
FÁBIO
Assim como você.
JOYCE
Obrigada. Isso é alguma reprodução ou o original?
FÁBIO
Não, é o original. (estende a mão) Fábio, sou o dono da galeria.
JOYCE
(estende a sua e ele a beija)
Joyce.
FÁBIO
Primeira vez aqui? Não me lembro de ter te visto antes. E com certeza não esqueceria seu rosto.
JOYCE
Algo me atraiu aqui. Parecia que a pintura me chamava. Quem é o autor?
FÁBIO
Um certo Pablo Gutierres.
JOYCE
Nunca ouvi falar.
FÁBIO
Apesar da excelente técnica, ele é uma nota de rodapé da história da arte. Um ilustre desconhecido do séc. XVI. É a única obra exposta aqui que não está à venda. Pertence a minha família há bastante tempo.
JOYCE
Pelo jeito você é um altruísta, resolvendo exibi-la aqui quem quiser apreciar ao invés de guardá-la em sua coleção particular. Então deve conhecer a história por trás da pintura?
FÁBIO
Sim, e seria um prazer contar pra você! Se me permite preferiria fazer isso num local mais tranqüilo. Tem um ótimo café aqui perto. Que você me diz?
JOYCE
Você é do tipo cavalheiro... E eu gosto disto... Sim, aceito.
INT. CONFEITARIA – DIA
Fábio e Joyce comem. Comportam-se como se já se conhecessem há anos.
JOYCE
E essa é a verdadeira história por trás da pintura? Ou é algo que você inventou pra me impressionar?
FÁBIO
Quem sabe? Mas é bem provável que tenha sido assim.
JOYCE
Bom, adorei a aula de história da arte. Realmente fiquei impressionada mas agora preciso ir.
FÁBIO
(pega na mão de Joyce)
Existe um senhor Joyce te esperando?
JOYCE
Não, mas acabei largando uma amiga em algum lugar. Ela deve ter ido embora.
FÁBIO
Se for amiga de verdade vai te perdoar. Aceita uma carona?
Joyce sorri e os dois saem de mãos dadas.
INT. APTO DE FÁBIO - SALA - NOITE
Ao lado da parede há um grande retângulo embrulhado no papel. Joyce entra na sala com Fábio. Ele cobre os olhos dela.
FÁBIO
Vem, eu tenho uma surpresa pra você.
JOYCE
O que é isso?
Ela abre o pacote e vê o quadro de Sofia.
JOYCE
Não acredito! Você trouxe o quadro pra mim.
FÁBIO
Como você mesma disse naquele dia que a gente se conheceu: eu sou um cavalheiro.
JOYCE
Eu estava de olho nele. Aquele dia foi uma visita casual para estudar uma forma de roubar o quadro da galeria.
FÁBIO
(ele levanta os braços)
Você conseguiu, além de ter me roubado algo mais. (tamborila um dos dedos sobre o coração)
Eles se beijam.
JOYCE
É maravilhoso! Mal posso esperar para pendurá-lo lá em casa.
FÁBIO
Tive uma idéia maluca, que tal se esse quadro permanecesse em uma parede aqui mesmo?
JOYCE
Será que eu entendi direito?
FÁBIO
Claro que entendeu. Me parece o próximo passo para a nossa relação, concorda?
JOYCE
Concordo, mas não esperava que você fosse tão rápido e direto.
FÁBIO
Então Joyce, você quer casar comigo?
JOYCE
É claro que eu quero, Fábio. Eu te amo!
FÁBIO
Te amo Joyce, mais que tudo no mundo.
Eles se beijam de novo.
FÁBIO
Em qual parede você quer?
INT. APTO DE FÁBIO – SALA – NOITE
O quadro está pendurado.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 2:08:00 PM 0 comentários
Esse guri vai longe II
2006/12/05
A criatividade começou a jorrar. Bloqueio de escritor não é lenda, pessoal, é desculpa. Estou trabalhando de leve no roteiro do MEGA-PROJETO 2007, na versão impressa com lápis e borracha. Depois repasso as alterações para o arquivo no PC.
Acho que nunca comentei sobre o tema e a trama.
Sinopse:
Joyce, uma jovem mulher fica grávida de seu marido, Fábio, que a presenteou com um quadro de uma dama espanhola, herança de família. Bia, ninfeta de 16 aninhos (que crime) fica grávida de seu namoradinho sinistro de 18. Por razões estéticas e de responsabilidade social Joyce opta pelo infanticídio. Há complicações quando resolve procurar uma aborteira de fundo de quintal para tirar o feto de dentro de si. Ela morre nos braços do marido.
Por motivos de força maior, sua mãe, Bia é obrigada a fazer o mesmo que Joyce. Por incrível que pareça ela é mais madura que Joyce e decidi não abortar. Além de dar uma netinha para mãe, ainda a velha salva de um hospício onde foi parar por ter perdido contato com a filha por tantos anos.
Na subtrama (Ah! O que seria da sétima arte sem as subtramas?) ocorrida na Espanha do século XVI, pode ser que mude para o XVIII, é tudo história antiga mesmo, revela-se uma parte da história da mulher do retrato, Dona Sofia de Sevilha, linda mulher, ex-cortesã tornada nobre dama da corte, esposa de D. Fernando. As conseqüencias dos eventos prensetes têm relação com o episódio espanhol.
Mais não digo para não estragar as surpresas que tanto tempo levei para engendrar. Além do que tenho que sair para resolver questões de ordem mental.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 2:48:00 PM 0 comentários
De 4
2006/12/02
Comentei que era a saideira do Inter no Brasileiro com o dono do restaurante da esquina, onde eu almoçava. Ele tinha colocado em cima duma cadeira a placa anunciando o jogo do colorado contra o Goiás. Antes de ser um restaurante do conceito, ele fez a clientela do boteco, com a transmissão dos jogos de times gaúchos, especialmente o Internacional.
O de hoje, Inter e Goiás passou Sportv mas não vi. Fiz coisas mais importantes. A taça já é do São Paulo mesmo. Ademais, o time perdeu. Se bem que não valia se matar em fim de torneio, lesionar jogador o escambau. Mas de 4???? PQP!!!
Agora é torcer pelo timão no Mundial do Japão, que ganhe até com gol de bunda do Fabiano Cássia Eller.
E dá-lhe Inter!
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 9:04:00 PM 0 comentários
Fortkamp´s Other Tales From Bravemen Land
2006/11/28
Segue resenha que fiz para o lançamento do segundo CD do genial cantor e compositor Alexandre Fortkamp. Disponível para venda direta com o próprio.
Other Tales From Bravemen Land não se inicia com uma peça em 3 movimentos de inspiração clássica como seu antecessor, o que aponta quão diverso é o rumo desse novo trabalho. Apresentando músicas mais longas e mais ousadas, transitando em estilos díspares sem perda da visão de conjunto, Fortkamp conta com seus fiéis escudeiros e com a chegada de novos colaboradores como o guitarrista Eduardo Pimentel e o baixista Luiz Pauli.
A obra começa com um petardo em forma de canção, No More Death And No More Cry, em que se conhece o mais bravos dos homens bravos, o guerreiro extenuado de batalhas Zolthan e seu desejo de paz. O solo de cravo é uma das muitas atrações da magnífica orquestração que aparece na metade da música. A pungência dos coros de vozes deixa Morricone feliz da vida por ser um bom exemplo.
Na linha power metal melódico, que tão bem caracteriza o músico mas não o restringe, há ainda There´s No Enemy, com seus tappings de baixo e bumbo duplo aliados aos riffs poderosos e Take Your Sword, cuja inventividade num gênero tão propalado garante um lugar de destaque no panteão de ouro da história do metal.
Para brindar o ouvinte com You Can Catch The Rainbow Fortkamp mergulha fundo em suas influências setentistas mais caras sem deixar de trazer algo único com suas características à tona. O refrão é um daqueles de uma frase só que pegam em cheio na mente, não saem e nem se espera que saiam.
Flyer bird começa com guitarra e baixo se complementando temperados por repiques de cimbais. Aos 4 minutos os outros instrumentos entram para que se embarque nas asas desse pássaro mitológico que povoa a imaginação de Fortkamp. Esse é a primeira peça instrumental de Other Tales, com seus 11 minutos que passam sem que se perceba dada a riqueza do ritmo e das linhas de guitarras que por vezes se dobram e se desafiam.
A segunda menor e também instrumental é Beyond The Skyline com apenas 2 minutos e 11 segundos. Com a participação do contratenor brasileiro Alírio Netto, requisitado solista na Broadway mexicana, Fortkamp mostra seu versátil talento vocal sobre um arranjo de cordas fantasmagórico.
O piano expressivo de Dancing In The Moonlight fornece tudo o que o compositor necessita para acompanhá-lo nessa sublime espera pela chegada de sua adorada para uma dança ao luar. O amplo domínio da língua inglesa nas letras é evidenciado pelo uso de um raro sinônimo para talvez. Apenas um bardo de alta estirpe utilizaria mayhap em seus versos.
O fato marcante de Prelude To Fantasy é diversificação do repertório de instrumentos ao usar pela primeira vez um MOOG, o mí(s)tico sintetizador do inventor de mesmo nome e um alaúde oriental, um parente próximo do okotô, que introduz a linha melódica que vai em crescendo até a climática entrada do Moog sugerindo levemente o que está por vir na Fantasia propriamente dita.
Reeditando uma parceria de sucesso do primeiro disco a soprano Claudia Todorov dá o ar de sua graça na intro e na cantata de Fantasy In Bravemen Land, a composição mais longa de Fortkamp que fecha com todas as honrarias Other Tales. Clara virada na orientação musical para os trabalhos vindouros, surpreenderá alguns, talvez os mais incautos e de mente fechada. Sim, porque se sabe que da fértil imaginação do compositor pode-se esperar nada menos que o novo e o extraordinário.
A inspiração bluseira que há nele aflora aqui nas guitarras e são tantos os climas e andamentos para narrar o esforço de Zolthan pelo fim das lutas que uma primeira audição não revela todos os detalhes de produção. A vibração mais funky que Fantasy adquire por volta dos 14 minutos é mais uma faceta nunca antes mostrada e que encerra o CD brilhantemente.
A capa deste segundo trabalho é fantástica não apenas pelos atributos das mulheres ali retratadas mas pela facilidade com que serve de referência visual à paisagem musical dessa terra em que habitam personagens fantásticos. O restante da parte gráfica também é impecável com sua galeria de fotos do artista posando com peças do seu arsenal musical nas batalhas dos Bravos Homens.
A produção como era de se esperar resulta numa qualidade primorosa. O resenhista teve a oportunidade de conviver com as composições em diversos estágios desde sua criação até o pré-mix. O resultado final confirma toda a genialidade de Fortkamp e a imensa devoção que tem em relatar a épica saga de eras medievais. Resta torcer para que o próximo CD venha o quanto antes, já que algumas idéias musicais estão prontas, dependendo somente da disponibilidade de horário de estúdio.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 10:52:00 PM 2 comentários
A alma do negócio
2006/11/27
O pessoal deve ter se ligado que agora aqui tem anúncios gugou. E sob juramento de sangue não posso influenciar ninguém a ficar clicando (não clica lá viu? só quando não tiver ninguém olhando). Geralmente tem que haver muito clique para dar lucro e o link tem a ver com o conteúdo do texto. Por isso ia encerrando o expediente por hoje quando vejo essa pérola que me garantirá menção na Advertising Age e Blue Bus.
Confesso que a relação do produto anunciado como visto na fig. 1 com o post anterior me escapa.
Fig. 1
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 11:36:00 PM 0 comentários
Quase famosos
Direto do túnel do tempo. Acabei de ouvir um mp3 (o único que sobrou da famosa demo Transol Towers, produzida pelo Johnnie Casino. "Medicine", a outra música foi tragada pelo tempo-espaço!) da banda que seria a salvação da cena musical da Ilha, impregnada de boi de mamão beat na época: Isolamento Acústico. Tá, o nome era podre mas ufos combatentes também não é de uma criatividade à toda prova.
Não lembro da data da gravação, sei que foi num sábado e num domingo e não custou nada ou quase nada como vocês verão. O ano? 1997, novembro ainda me lembro. A gente fazia covers pobre-rock e tinha intenção de estourar nas paradas com composições próprias. Medicine foi escrita em inglês, com música e letra deste que vos fala e a outra que ficou para a posteridade era Duã Duã (ouve e depois me diz que achou), contribuí na letra e fiz a melodia.
Momento Guitar Player com detalhes técnicos da gravação, quem não se interessa pode pular. Gravei com um amp Crate de 15W, pequeno porém feroz, apelidado de cretino, uma gibson epiphone LP-100 e uma pedaleira ART, ainda os possuo. Usei distorção e flanger nesta e na outra canção. Flanger ia fazer um comeback. BTO era legal pra caramba. Apostava que ia ser o novo Wah. O nosso produtor usava um dos primeiros Cakewalk no PC. A gente gravou os instrumentos simultaneamente e acrescentou voz depois. Cada dia uma música e no fim de semana uma fitinha cassete com o futuro em nossas mãos.
Meu amp é 110V e aqui tudo roda em 220, tem que usar tranformador. Eu ainda falei que queria levar ele pra casa e trazer no outro dia. No fim me disseram que não precisava, ninguém ia mexer. Deixei em confiança. Adivinha se no outro dia o botãozinho de ON do crate acendia? "Ninguém" havia tentado usar ele. Tive que pedir para rebobinaram o bendito, custou alguns reais. Acho que continuei com um Marshall do Johnny Thunders ou um Ciclotron meu velho de guerra. A diferença na qualidade de som é imperceptível, nunca sei dizer qual é qual. Os microfones eram aqueles básicos da Shure. Muita ambiência.
Pra perder o cabacinho em matéria de estúdio até que foram gentis. 2 anos depois gravaríamos num estúdio mais equipado um CD-demo pro Festivalda, com 3 próprias e 3 lados B, covers que fazíamos na época. Era outra encarnação da mesma banda com outro nome, com exceção da vocalista que saiu e entrou outra e o acréscimo de um outro guitarrista. Muitos diriam, tava precisando mesmo. Antes que alguém pense besteira a gente não contratava garotas como cantoras para consumo próprio.
A gravação da demos e os shows que fizemos são uma outra história para um outro pôr-do-sol. Para adiantar não fomos selecionados, minha Anna Júlia não estourou e saimos disso tudo com uma lição... Ná, não aprendemos nada com o episódio.
Valeu, Helen (nossa eterna vocal) pela arqueologia musical!!
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 10:47:00 PM 1 comentários
Esse guri vai longe!!!!!!!
2006/11/24
Talvez motivado pela Sorte de Hoje do Orkut e/ou por ser um indivíduo assaz trabalhador e irrequieto (TAG não tem nada a ver com isso), adiantei para hoje tarefas que estavam reservadas para segunda-feira. Ligações importantes para o eixo Rio-SP. Respostas de caráter artístico-comercial a serem fornecidas. Planejamento de viagens de negócios a ser arquitetado. Típico de caras envolvidos até a medula em seus projetos de enriquecimento pessoal e de urânio.
Segue abaixo uma LISTA, que doravante chamarei de lista, do que fazer para o sucesso do "MEGA-PROJETO 2007". É assim que apelidei carinhosamente o meu projeto de longa-metragem do qual até o fim de uma árdua batalha judicial pelos direitos autorais não citarei o nome.
Caberia aqui uma historinha da gênese do supracitado. Da proposta indecente de adaptação de uma peça que não era lá essas cosa que certa pessoa me fez em 2004, passando pelas agruras da pesquisa de campo sobre o tema abordado entre fetos dilacerados e clínicas clandestinas até a aprovação do projeto na ANCINE em outubro desse ano.
Fazendo minhas as palavras do grande empreendedor franco-favorito Barão Cabernet Sauvignon: "Homens de negócios não contam historinhas, eles fazem a historinha acontecer.", ei-la:
- Descolar uma corretora de valores na bolsa e conseguir dinheiro deles.
- Entrar em contato com o consulado da Espanha e conseguir dinheiro deles.
- Propor co-produção com a Globo Filmes e conseguir dinheiro deles.
- Entrar em contato com atores e atrizes famosos para integrar o elenco do filme e conseguir dinheiro deles.
- Arranjar 3 ou 4 empresas grandes e conseguir dinheiro deles.
Como podem ver, trivial. Nada que demande um esforço hercúleo. Coisas que a um mero mortal como yo é permitido alcançar.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 5:14:00 PM 0 comentários
Vídeos da net de ontem
2006/11/23
Tá uma bosta esse blogger. Não, não vou mudar e trocar por um servidor pago. Como se não bastasse isso aqui não ter muita figurinha, nunca mais consegui embeddar vídeos. É legal a pessoa entrar e poder ver no próprio blogue algum vídeo bacana. Esse artifício salvou quantos blogues do ostracismo. Não tem assunto? Seus problemas acabaram, mete um videozinho. Vai ser um divisor de águas. Como antes e depois do celular.
Num new york post anterior e mais antigo consegui e agora sabe-se lá por quê não vai mais. Clico duas vezes no link na própria página do YT e quando vou colar aqui, só aparece metade do link e não tem copiar e colar que dê jeito.
Pois bem! Segunda-feira ia postar o vídeo das minas no banheiro, reclamando de uma suposta "dearréia" causada pela cerveja Itaipava. Não me sinto mal em não repassar aqui, porque descobri esse em outros blogues e já foi diagnosticado como viral, num pretenso ataque a uma suposta ameaça às cervejarias grandes e constituídas por parte dessa marca emergente.
Numa implicação paralela, a mina que está pintando a porcelana também leva a crer que o suco de cevada tirou seu pudor ao proporcionar um sexozinho oral básico num coleguinha, algo me diz que vai funcionar justamente da forma contrária pretendida pelos opositores. Meu voto vai pra Itaipava em todas as festinhas e churrascos daqui por diante.
Ontem ia ter o do Kramer surtando no palco, o vizinho do Seinfeld, e xingando de preto alguns negros da platéia que estavam contando piadas mais engraçadas que ele. Michael Richards ainda diz o que os brancos fariam com eles se vivessem 50 anos atrás. Isso aconteceu na sexta passada e de lá pra cá ele só não apareceu ainda no programa da Ana Maria Braga pedindo desculpas e dizendo que foi mal interpretado. Outro que acredita no "falem mal mas falem de mim".
Vai lá! Assiste e depois volta, senão!!!!!!!! (Eu sei onde você mora...)
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 8:27:00 PM 0 comentários
Desenhos pouco infantis
2006/11/21
A TV desde sua invenção sempre foi uma boa babá para crianças e adultos. O tempo que as TVs exibem desenhos então sempre foram garantia de tranqüilidade para as mamães. Meu tempo de exposição a eles era menos do que hoje em dia. Não existiam canais com programação exclusiva de desenhos animados. Os melhores eram muito antigos, da década de 60/70. A Xuxa e a Mara tinham uns mais novos da década de 80, mas não eram lá essas coisas. Thundercats, convenhamos... Com o devido distanciamento crítico a gente percebe como foram malditos os 80's.
Por anos a dupla Hanna & Barbera comandou e seus herdeiros continuam a lucrar. Eles começaram a carreira na MGM com Tom e Jerry. Depois fundaram seu próprio império quase tão grande quanto Disney. E de todos os desenhos HB, o mais tosco na categoria super herói, tirando os Herculóides, era o do Homem-Pássaro. Ele morava dentro de um vulcão, sozinho com aquele passarinho roxo e quando ficava fraco tinha que ir tomar um sol bem próximo do sol. Não sei como não queimava as penas.
Tudo isso para dizer que a globalização é ótima e a tecnologia melhor ainda. Com o YouTube ninguém com banda larga precisa esperar anos para o Cartoon Network importar e dublar. Uma animação da novíssima safra para adultos que recomendo é Harvey, o Advogado, a atualização do clássico Homem-Pássaro de forma a parodiar os dramas de tribunal. Passa na faixa Adult Swim nos fins de semana e reúne vários personagens da nossa infância, Peter Potamus é um assíduo coadjuvante. O resultado é um besteirol classe A. O tipo de humor que eu aprecio, o que não quer dizer nada.
http://www.youtube.com/results?search_query=harvey+birdman Aí tem a lista com vários episódios, alguns em brasileiro.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 11:17:00 PM 0 comentários
Óbvio Mundo Roque
2006/11/19
O dia tava com cara de Los Hermanos, não barbado, cinza como as músicas mais melancólicas. Não era tanto pelo frio mas eu nem ia tomar banho. Ia ser praticamente uma confraternização da tribo indiegena. No fim não só tomei banho como lavei o cabelo. Agora que eu não ia pegar ninguém mesmo.
Quando saí de casa, a chuva começou. Era um longo caminho até a Lagoa, quase desisti do show. Lá chegando o mano Brista queria uma grana ferrada pra flanelar. Consegui um desconto considerável. Os truta era firmeza. Salve rapaziada!
Perto das vans de cachorro quente, encontro minhas velhas colegas de auditório: Carol e Sandra. A Carol não sabia da notícia mais quente do ano. Conheci o australiano da Sandra. Como ele é fofo, no sentido adiposo da palavra. Consegui uma credencial de imprensa com um camarada da imprensa. Eles foram embora, essa noite ia ser carreira solo.
Perdi todas as bandas de abertura menos a última. Um dia quem sabe eu vou num show para vê-las. Hoje não. Eles sentiram na pele a segregação musical, tocaram num palquinho fuleiro num canto do salão. Incongruência, discriminação? Se eu fosse de uma banda grande faria o mesmo. Ser tratado diferente faz parte do rito de passagem de qualquer artista.
Dei uma circulada enquanto não começava. Revi conhecidos, entre eles o Guto Lima, produtor e o único que sabe o que tá fazendo no conselho de cultura do estado (ainda és?). Ele me zoou por causa da credencial, falei que tava cobrindo pro meu blogue e aí pra não passar por mentiroso, tive que criar esse blogue do nada em um dia.
A última vez que fui num show dos loser manos tinha sido uns 2 anos atrás. Os do CIC compromissos da minha atribulada agenda não me permitiram comparecer. Como eu sei que eles são meio como o Pato Banton, sempre voltam, não me desesperei.
Vamos ao que interessa! Tá certo que os caras não ostentam mas poderiam caprichar no figurino. Jeans e camiseta Hering é phoda. Quando eu tocava, não colocava nada de muito especial, só que evitava vestir a primeira coisa que via no armário. A gente até desconsidera esse desleixo quando começa o som. Pois É abriu a noite seguida de O Vento.
Não vou comentar uma por uma não, nem o revezamento deles entre os instrumentos. E do jeito esquisito e cool que o Amarante se move ao tocar. Quem foi, viu e ouviu. Seleção bacana, quase nada do primeiro. E lá pela uma hora rola a coisa mais inédita dos últimos tempos: tocaram aquela. Aquela!!!!!
Foto By Kerowl
A credencial escrito IMPRENSA me abria as portas. Eu teria acesso total ao camarim, fingir uma entrevista e ver se a barba do Amarante era real ou se ele pegou emprestado do departamento de maquiagem dos Outros. Ou assim eu pensava. Eu tinha o crachá mas não tinha a pulseira amarela, a contraprova. Já uma mina fofinha, no sentido uti-cuti do termo, tinha apenas a pulseira. Juntos conseguimos entrar.
A gente não tava perdendo grande coisa. O camarim era deprimente, só perdendo para o imaginário do Ramirez na Creperia. Igual ao do Émerson Lake & Palmer Nogueira acho que nunca mais, bebida a vontade e petiscos de primeira. Da banda apenas o Amarante e o Camelo. A Carpe Diem, a da pulseira amarela, resolveu dizer para o Camelo que acha uma pena eles serem reconhecidos por Ana Júlia. Ele disse fui eu que escrevi e se levantou. Tsc, tsc.
Não tiro fotos com o pessoal das bandas eles que tiram comigo. Hahahaha. O Camelo visivelmente abatido, afinal eles são sensíveis, não queria mais posar. Tinha cansado de ser sexy no palco. O barbudão ainda tinha algum gás. Eu, a Carpe, um amigo dela e o Amarante tiramos uma foto. Na hora de dizer xis surgiu uma pequena variação, todos dissemos pau no cu. Espero que isso não pegue, em certos círculos sociais não seria de bom alvitre.
A banda já tinha vazado e não tinha mais nada para se fazer por ali. Um segurança babaca ainda confiscou minha credencial como se ela fosse valer uma fortuna num site de leilão. No fim dei carona para algumas 7 ou 8 pessoas que conheci no camarim. Todos gente finíssima, da melhor qualidade. A noite acabou numa casa desconhecida, com todo mundo organizadamente vendo o orkut do outro e discutindo aquela música.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 8:33:00 PM 6 comentários
Traje social ou passeio completo
2006/11/17
Deve ser a idade que chegou de vez ou porque a verba anda curta já que a inquietação noturna amenizou. Me lembro quando era mais novo e cada vez que chegava o final de semana era obrigatória a saída para a pesca predatória. No verão era bom por isso, ainda mais morando na praia. Bastava sair até o centrinho de Ingleses, lugar de gente bonita e elegante, conhecido popularmente como “pracinha”. Nego que se referia àquela parte como centrinho já sinalizava que não era local, se bem que nunca vi nenhum forasteiro apanhar por ser haole, no dialeto dos nativos. A não ser que falasse mal da sagrada instituição da farra-do-boi ou rabeasse, no bom sentido, um surfista da área.
Então, como ia contando bastava dar um rolezinho e sempre se encontrava conhecidos dispostos a novas aventuras noturnas no norte da Ilha. Do nada, sem esperança de algo interessante para fazer em um domingo de janeiro (ou fevereiro?) surgiu uma formatura fora da estação, devia ser para a raça que passou em segunda época.
A gente, eu e um outro cara mais duas amigas nossas, não era convidado de nenhum formando. Elas é que iam arranjar os convites para a formatura de pirralhos do terceirão. Fazia bastante tempo que eu mesmo tinha passado dessa fase. Supostamente elas conseguiriam com facilidade, sabe como é: mulher consegue tudo.
Elas estavam todas emperiquitadas e esse cara que tava comigo foi na estica, terno e gravata. Eu, não. Ainda não tinha descoberto o poder dessa vestimenta e me abstinha de usar roupas formais, era adepto de uma linha exclusivamente street wear. Fui com uma camisa social azul de manga longa, o máximo de concessão que me permitia e uma calça de veludo azul marinho hugo boss que tinha custado setenta contos, uma fortuna para a época.
Não éramos os únicos sem convite. Formatura ainda é a melhor opção de balada em Florianópolis com baixo orçamento. Quem tá pagando são os pais dos trouxas que estão se graduando. Foi nesse momento que tive o insight: comércio ilegal de convites de formatura. Em pouco tempo dispunha de contatos com os seguranças, policiais em horário de folga. Essa atividade me rendeu muita grana mas perdi tudo em jogos de ludo a dinheiro.
Não que fossem feias, mas as minas pareciam que não tinham todo esse poder de sedução, tiveram que implorar um bocado até descolar 4 convites. A mais porra-louca delas quando foi se aproximar de dois carinhas, tropeçou num meio fio e quase cai se não tivesse se pendurado pelos braços no pescoço de cada um deles. Eles riram, ela riu mais ainda e a gente por perto fingindo que não conhecia a desastrada.
Enfim com os bilhetes que nos admitiriam no salão do clube, esperamos na fila a galerinha ser revistada na nossa frente. Quase na entrada, os seguranças começam uma operação pente fino para identificar quem não estava usando calça social. Mais rigidez com quem não estive usando uma do que com o sujeito que portasse um três oitão ou bagulho. Na minha vez me advertiram “Tu, não, gurizão!!!”. Os três entraram e da janela me jogaram a gravata. Como não pensei nisso antes! A gravata ia despistar os parrudos que zelavam pelo dress code do baile com toda a certeza.
O plano fracassou e não sei de onde veio a idéia, dessa vez brilhante de esperar um pouco enquanto o meu coleguinha ia até o banheiro e pela janelinha ia tentar me jogar a sua própria calça. Não esperei 2 minutos, as nossas amigas na expectativa e a calça veio descendo suavemente. Mais ágil que o Taffarel catei a peça no ar e fui para um canto escuro e coloquei por cima da minha calça, aquela de 70 reau. Ela ficou meio larga e tive que apertar bem o cinto.
Consegui entrar finalmente e corri para o banheiro. O sujeito, lembrem-se, estava só de cuecas em um cubículo daqueles. Depois ele me contou que aproveitou o ensejo de estar sentando no trono e deu um barro tranqüilamente. Passei a calça por cima da separação e pronto estávamos para dançar até a valsa dos formandos.
As minas ficaram a par da nossa aventura, mas como essa operação toda levou uns bons minutos, outros caras tinham aparecido e melado nossos planos de dominação. C´est la vie! O resto da noite não me recordo muito bem, lembro que rolou uma pancadaria, mas a polícia fashion não precisava ficar alarmada, eles usavam calças sociais.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 5:24:00 PM 0 comentários
Respeitem a natureza!!!!
2006/11/13
Caso não tenham acompanhado o fim ruidoso do meu último relacionamento, foi capa de todas as Contigos, Amigas e Caras da vida por semanas, saibam que isso me deixou meio traumatizado e sem vontade de sair de casa. Malditos paparazzi, que não dão trégua, eles não sabem respeitar minha dor e se pudessem se esconderiam até no encanamento do vaso sanitário. Por isso peço uma salva de palmas pro sujeito que inventou a tele-entrega.
Precisava urgentemente sair de casa e como conseguir isso, sem atrair a multidão de repórteres para minha escapada? Combinei com um sósia meu que sempre usava para situações de perigo uma forma de ele despistar os abutres enquanto eu sumia disfarçado de Superhomem pela casa do vizinho.
Ufa! Deu certo o plano. Depois que coloquei a cueca por baixo da calça, cheguei na praia caminhando e resolvi fazer uma trilha pelas pedras do costão até uma praia vizinha. Lindo, perfeito, comunhão total com a natureza como um poeta do arcadismo. Minha fama e fortuna não significavam nada para aqueles seres todos. Se bem que acho que um lagartão me reconheceu.
Cheguei, com milhares de carrapichos presos no tênis e nos pelos das pernas, ao meu destino. A coceira tinha amenizado. Respirei o ar puro e curti um pouco aquela calma. Não tomei banho pelado por medo das fotos pararem na Internet. Isso não seria bom, agora que estou negociando meu ensaio sensual pruma revista dessas.
Era hora de voltar e vi um pedaço de cabo de enxada ou machado ou algo assim entre as pedras e peguei-o para bancar o Robinson Crusoé. Mal sabia eu as implicações desse ato tão corriqueiro.
Estava esbaforido, sem fôlego mesmo pois tinha andado no sol do meio-dia, pelo horário de verão parecia mais cedo. Embaixo de umas pedras perto do ponto de partida da trilha, as pedras do costão da praia A, encostei meu belo e cansado corpinho à sombra. Vi algo rolando nas ondinhas e batendo contra as pedras lá embaixo. Parecia um pingüim morto.
Era um Spheniscus magellanicus morto. Desde criança as figurinhas de animais que vinham no chocolate Surpresa e corpos de animais mortos me causam comoção e quase me empurraram para uma carreira na biologia. Ainda tenho a coleção e a caveira do primeiro passarinho que encontrei guardada em algum lugar.
Cheguei bem perto dele e o virei com meu cajado. Para quê? Uma criança que estava bem perto lavando no mar seu baldinho de areia e voltou correndo para seus pais ou o que me parecia um casal de israelenses bem suspeitos. Mãe, o moço matou o bichinho com uma paulada. Eu vi ele vivo não faz nem 2 minutos, disse uma outra testemunha de acusação.
Quando dei por mim, centenas de banhistas estavam na areia em volta de mim. Tinham me reconhecido e não adiantava tentar explicar a história. Para todos os efeitos eu era o assassino do pobre animal, morto a pancadas, que por azar pegou uma curva errada no estreito de Magalhães, que nem é tão estreito assim.
Logo eu que dirigi dezenas de comerciais pro Greenpeace voluntariamente (leia-se: por um cachê bem menor do que mereço) e não faria mal a um mosquito, deixo isso pro SBP (outro comercial meu).
Alguém lembrou que crime desse tipo é inafiançável. É nessas horas que dou o devido valor ao diploma de curso superior que comprei. Sabia que teria utilidade algum dia mas não foi nesse. Vou deixar pruma próxima, num caso de sedução de menores, obviamente uma armação.
Consegui escapar dessa confusão, sempre consigo. Culpem o meu charme e carisma magnéticos. Mas a notinha no jornal no dia seguinte não foi das mais favoráveis. (Nota: demitir minha assessora de imprensa). Mesmo assim tá no meu álbum de recortes de coisas que são ditas de mim na imprensa.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 1:57:00 PM 0 comentários
Rádio-patrulha
2006/11/08
"Pô, meu! Tu curte essa banda? Então tu vai gostar dessa também!!!!"
Pois é. O Pandora, como aquele chapa que tenta te convencer a ouvir uma banda legal que ele curte, faz a mesma coisa. Te indica com base numa banda que tu escolhe e segue te dando palpite. "Gosta dessa? Não? Na próxima eu acerto." Aí basta atribuir polegares pra cima ou pra baixo, conforme o gosto do freguês.
Adivinha que banda experimentei primeiro? Começa com W... Na sequência a rádio me sugeriu uma do Teenage Fan Club, banda véia do tempo que eu era teenager. Depois veio King´s X e Sanctus Real, sendo que essa eu ignorava solenemente a existência. 2 polegares pra baixo. Superchunk. Legal, valeu, mas eu já conhecia. Mais pra frente acabei reabilitando Sanctus Real.
Tem que fazer conta. Eles pedem email e CEP americanos. Qualquer email teu pontocom serve. CEP? Ora, quer um mais chique que 90210.
Valeu pela dica Lis!!!
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 6:20:00 PM 0 comentários
Uauauiua!!!!
2006/11/07
Nunca sei que hora passa o Letterman. Pra mim era por volta da meia noite. Daí até estranhei quando vi de manhã. Foi classe, porque o convidado musical era o Beck e o entrevistado era o Borat. Não sei se vocês já viram esse cara. Na verdade é o Ali G, o DJ da Madonna em Music. Ele faz que é um jornalista do Casaquistão que vai conhecer os U S and A no filme "Borat: Cultural Learnings of America for Make Benefit Glorious Nation of Kazakhstan ". Ele dá entrevista como se fosse o personagem, e não se perde. Ainda tocou berimbau com Beck.

Pra quem não viu aí vai a segunda chance. Não precisa me agradecer.
Mais vídeos do Borat no Google.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 5:32:00 PM 0 comentários
Mundo Paralelo S.A.
2006/11/06
Fico com o maior medo de me desmascararem. Já pensou com que cara ia encarar meus parentes ao ler num blog alheio, para o resto do mundo constatar a verdade mais bem escondida de todos os tempo - sou pouco original - o link para uma matéria que sampleei de alguém. Isso aconteceu há pouco com um conhecido e muito visitado blogueiro que até teve quadro no programa do Huck e notório reincidente na arte do control c control v, sem a devida menção à fonte.
O desconto, se é que se deve dar algum, vem do fato de o turco ter milhares de acessos diários e visitantes ávidos por novidades engraçadinhas pra forwardar para a sua lista de emails, no fundo agindo como uma espécie de bandeirante do humorismo internético, e o desmascarador, ultimamente, não vem dedicando muito tempo ao seu próprio site, que representava a vanguarda do internet buzz marketing (para o bem ou para o mal) quando isso não rendia um trocado. Mesmo assim...
No meu caso, não. Como lido com material 100% autobiográfico, imagine os senhores a minha cara ao saber que alguém viveu o que vivi e que eu o plagiei. Só posso dizer: Vão em frente, me desmascarem. Seria um alívio tremendo saber que não sou o único levando essa vidinha mais ou menas.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 10:07:00 AM 0 comentários
Plantar um livro, escrever um filho e criar uma árvore II
2006/11/04
Estava aborrecido de ler por tantas horas a fio no meu quarto de hotel, onde eu morava provisoriamente, no centro da cidade. Assim que o fluxo de caixa se tornasse promissor me mudaria para outro lugar.
Peguei a pilha de livros que uma editora tinha me dado recentemente para resenhar. Eram vários heróis meus, nomes de peso da literatura brasileira e mundial, coisas que eu lia com um prazer indescritível, sem nem pensar no tempo que a tarefa consumia.
A pilha de livros depositei na mesinha de centro e lá permanecia eu num confortável sofá, lendo no hall do 5° andar, o andar do meu quarto. Noite alta, ninguém me perturbaria àquele horário.
Não haveria zum zum zum no corredor pois havia poucos hóspedes alojados.
Lia tranqüilamente quando me surpreende o fantasma do Bukowski, um maldito poeta e escritor maldito teuto-americano. Ele costumava entrar no meu quarto sem autorização e tomava emprestadas algumas das coisas que eu lia e bebia a cerveja do frigobar.
Onde ele tinha aprendido português me escapava. Acho que ele, sem trocadilho, buscava alimento para o espírito, além do mais se aquele era um fantasma que bebia, como ele adquiriu conhecimento de nosso idioma parecia uma questão irrelevante.
Sabia apenas que lia e comentava comigo acerca dos estilos e vozes de cada um dos autores. E eu conversava animadamente com ele sempre que aparecia. Ao ser indagado acerca do pós-vida de um escritor ele falava da turma que, tirando Hemingway e Bocacio, conseguia ser incrivelmente chata, principalmente os poetas narrativos e alguns novelistas russos. Nada diferente de uma reunião da ABL, com a vantagem de que no paraíso dos escritores alguns deles pareciam mais vivos que os nossos imortais.
Escolheu um dos volumes mais grossos de cima da mesinha, que deve ter agradecido pelo peso retirado, e imaginei que ia reter sua atenção por um bom tempo, impedindo-o de interromper a minha leitura com conversas literárias.
Sou o mais exigente quanto ao ambiente propício para ler, detesto salas com mais de uma pessoa, com a TV ligada nem pensar. Música ou qualquer outro som só numa altura limítrofe entre o infra-sônico e o ruído de fundo, por isso sou tão chato e não leio em bibliotecas; minha atenção se vai com um alfinete caindo e sempre tem algum celular soando um toque estapafúrdio.
Ele pega uma cerveja no meu quarto e se instala confortavelmente em outro sofá na minha frente. Fora o virar das páginas ele não faz ruído algum, ainda bem. Depois de tantas vezes em sua companhia, começava a me acostumar com ele, a ler tendo alguém mais a minha volta.
Que cena! Eu e o velho Buk lendo ali, mal percebemos quando surge um sujeito magro e de cabelos curtos, de jeans e camisa azul, que subia as escadas, e parou no nosso andar. Ele viu a pilha de livros dos temas mais variados, se aproximou da mesinha de centro e mexendo na pilha escolhe um deles e sai.
Ei, onde que tu tá pensado que vai com esse livro? foi assim que o repreendi.
Vou ler esse aqui, me respondeu o sujeito.
Vai ler merda nenhuma! Nem me pediu autorização e eu não te emprestei. Isso aqui não é biblioteca pública. Esses daqui tu não vai encontrar nas livrarias desse arquipélago nem que a vaca tussa.
Eu pensei que podia ler, diz ele.
Pode o escambau, seu folgado. Nem te conheço e já vai tomando liberdade... Se ainda fosse sentar aqui e pedir emprestado primeiro.
Todos esses são teus? indagou o recém chegado.
Sim. Todos eles. Por quê?
Até esse que o cara aí tá lendo? continuou ele.
Sim, respondi de novo secamente.
Não sabes quem sou? me pergunta ele. Reparei que não havia em sua voz aquele tom nojento de carteiraço, que as pessoas usam para salientar a sua importância e notoriedade.
Claro que não, nunca te vi na minha vida.
Sou um fantasma como ele. Talvez já tenha lido algo que escrevi, eu fui filósofo. Francis Bacon era o meu nome.
Ah, tá! Desculpa, Chico. Fica a vontade, não te reconheci sem a peruca branca de cachinhos.
(Escrito por volta de setembro de 2003)
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 8:49:00 PM 0 comentários
Cadê o cinema de atitude?
2006/11/03
Quer dizer que deu medinho é? Como dizia aquele personagem interpretado pelo Jô "Revanchismo, não." Pois se é assim então eu devia temer pela minha vida, se algum dia tornarem público o conteúdo bombástico do meu depoimento acerca da política cultural (sobrou até pra Vera "snif snif" Fischer) do atual governador pra propaganda política do opositor que perdeu mas não foi pro ar.
Fiquei meio puto porque não me chamaram pra participar desse mega projeto-protesto. E com razão, por que existe alguém com mais direito de reclamar desse puLHa do que eu que fiquei esperando quase 3 anos pra concluir um curta que tranquilamente não levaria mais que 6 meses? Bem feito, quem mandou ser artista!
Como o dinheiro que o governo me devia não vinha EU fiquei devendo pra todo mundo que trabalhou comigo, até pra mim o que é uma bosta porque eu me considerava um bom próprio patrão. Mas me achei o máximo foi quando me acionaram no Pequenas Calças. Interpretei isso como um sinal de sucesso.
Outros menos pacientes ameaçaram, se me encontrassem na rua, separar minha cabeça do resto do corpo, o que seria uma pena já que somos muito ligados. Mesmo quitando as dívidas e teoricamente sem motivo para temer pela minha integridade física, só após um longo e dispendioso tratamento psicológico pude voltar a andar nas ruas sossegado. Sem medo da própria sombra que suspeito que fazia caretas pelas minhas costas.
Bom, o papo tá ótimo. Preciso ir agora, tenho que arrombar a Cinergia e vasculhar os arquivos da ilha de edição atrás daquela fita. Sabe como é...
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 5:23:00 PM 0 comentários
Para que serve um blog?
2006/11/01
É pra ser confessional como um católico, apostólico, romano? Ou assumo um pseudônimo e tento atingir quem eu desgosto?
Essa última opção parece ser sensata para os muito cáusticos já que o anonimato quando oculto conserva os dentes no lugar. Como não acho que minha vida anda lá essas coisas pra ser tão autobiográfico assim como parecia o natural, prefiro ficar em cima do muro (ia dizer coluna do meio, coisa que sempre me soou como sinônimo para terceiro sexo, se é que nos tempos de hoje só existem as 3 variações).
Tudo isso para dizer que sou cagão. Se não fosse, ia postar aqui contando de um sonho noite passada que tive com uma guria que já tinha até parado de sonhar com, afinal eu tava bem comprometido numa relação estável e potencialmente duradoura e não ficava bem ter esses devaneios com qualquer uma que não fosse a patroa.
Nesse sonho finalmente ela decidiu liberar pra mim e adivinha se agora eu queria? Tive que dizer não, eu passo. Não, não foi bem assim, mas também não sei o que aconteceu: acordei.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 9:28:00 AM 0 comentários
Mangia che ti fa bene
2006/10/31
Acabei de ler um livro sobre os fracassos e bagunças de grandes chefs em seus ambientes de trabalho. Além de morrer de rir de alguns dos casos, fiquei com fome o tempo todo com as descrições dos pratos, até aqueles que continham foie gras. Às vezes se fica com a impressão de que só a gente faz cagada nessa vida e que um lugar que não se pode, ou não se deveria errar, é na cozinha. É fácil perceber quando eles erram, dá pra dizer isso pelo band-aid que vem no seu bife a cavalo.
Quase todas as histórias são auto-congratulatórias no fim das contas, mostrando como os gênios em fase de aprendizado ou como recém-proprietários de seus restaurantes deram a volta por cima de saias justas que geralmente envolviam a falta de experiência, ausência ou destruição de um ingrediente ou prato importante da refeição.
A que se sobressai no quesito humilhação, e não entendo como que alguém compartilha isso com estranhos, é a do Jamie Oliver, aquele com jeito de roqueiro inglês, que conta como um faxineiro vítima de sua verve sarcástica (Jamie Oliver era um praticante convicto de mooning, o ato de expor o traseiro pros outros) vai à forra penetrando-o com uns 7 cm do cabo de vassoura. Lendo assim parece meio frio, mas acho que depois disso o faxineiro continuou ligando, escrevendo, enfim mandando notícias.
Já a mais nojenta foi uma de duas amigas californianas que abriram seu restaurante nos anos 80. Imagino se elas admitem isso, que segredos não ocultarão outras cozinhas menos conceituadas por aí. Elas iam expor um prato de sua autoria numa feira ou algo assim e colocaram todos os ingredientes em embalagens plásticas e transportaram no carro detonado de uma delas.
Numa freada brusca já em cima da hora de chegar no local de exibição e aprontar o prato, o caldo entorna literalmente. O molho, muitos litros de molho, se esparrama no chão muito nojento do carro e sem tempo para providenciar um novo lote, elas decidem juntar tudo o que pudessem desde que estivesse a uma certa distância do piso.
Devem ser partidárias da teoria dos 5 segundos a qual reza que se a comida cai no chão e é juntada em menos de 5 segundos não teve tempo suficiente para ficar realmente suja.
Para disfarçar qualquer sujeirinha, maliciosamente aspergiram um pouco de pimenta em cima da berinjela frita com concassé de tomate e hollandaise, criando uma variante do prato. Essa foi de longe uma das mais engraçadas e também preocupantes.
Tudo isso para dizer que finalmente encontrei minha vocação. Vou aprender a cozinhar, já que churrasco não chega a contar como desafio, uma vez que está no DNA de qualquer gaúcho. Até um de meia tigela como eu. Meu estrogonofe já causa alguma sensação por onde passa, o que me diz que estou no trilho certo e assim que abrir meu próprio restaurante envio o convite da noite de abertura para vocês. Não precisa levar a carteira. Vai ser de grátis.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 2:44:00 PM 0 comentários
Mais do mesmo!
2006/10/27
Ainda bem que modificaram o formato do programa. Depois de 3 repetecos, mais um não ia ter cristão que agüentasse. Tou gostando, eles estão tão próximos que vão acabar se debatendo. Tomara!!!!!!
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 11:06:00 PM 0 comentários
Post it black
Parando para ouvir pela primeira vez os Rolling Stones, daí o trocadilho do título sem relação com o conteúdo, vasculho o que escrevi tempos atrás pra alimentar o blogue. Qual não foi minha surpresa ao constatar que não havia muito que prestasse ou que resistisse à prova do tempo. Nem tudo é baboseira total, algumas coisas tiveram os seus momentos. Outras, no entanto, são autobiográficas demais e eram o máximo que na época conseguia chegar no esforço de exorcizar demônios. Vivia isolado, não acreditava em relacionamentos, ainda não acredito fundamentalmente mas pelo menos nutro esperanças. De bom posso dizer que se não me identifico com aquilo tudo, isso significa que mudei. O que já é um avanço.
Talvez por essa razão não tenha me esforçado para ter um blog de verdade do tipo mil visitas por dia, engraçadinho ou não, com comentários sociais, sobre política e outros assuntos sérios que acabam não me fazendo a cabeça. Acho que sou centrado em mim mesmo demais para produzir muita ressonância a um público maior. E não devo estar errado, quanta gente mais desinteressante do que eu conheci e por educação sou obrigado a escutar narrações de episódios de suas vidas com artificial entusiasmo. E quando meu interlocutor descobre o que faço para viver, vários não se furtam em repetir o mantra mais manjado “a minha vida dá um filme”. Se ganhasse 10 centavos, para não ser ganancioso, a cada vez que ouvi essa frase, já tinha o suficiente para comprar o YouTube.
Essa coisa de o capitalismo é um veneno e que o sistema político que vivemos é uma merda e isso tudo impede uma melhor distribuição de renda é macroeconomia demais para minha cabeça. Quando sinto o vácuo no meu bolso, eu culpo a mim mesmo não o Estado. Acho que se não fizer por mim mesmo não vai ser o governo que vai resolver. Isso não quer dizer que seja socialmente insensível. É que tenho milhares de questões pra resolver comigo antes, então propor soluções para os problemas do mundo não é algo que se deve esperar de mim. Pra isso Deus colocou os Bonos e os Renatos Aragões no mundo.
Realmente acontecem coisas dignas de nota na minha breve existência até o momento. Algumas nem me lembro mais, mas não quer dizer que foram descartáveis, é que o HD está lotado e a memória RAM não anda lá essas coisas. Eu diria sem sombra de dúvida que a MINHA vida dá um filme. Com algum galã de novela, desses com mais credibilidade artística (exigência minha), representando o meu papel. Qual é a graça de ter um Walter Ego se ele é pior do que eu sou? Se não puder resolver a tudo que me propus nessa vidinha: merdas homéricas que fiz para familiares e ex-namoradas, propostas que recusei ou aceitei e me estrepei, quero ter a chance de pelo menos me proporcionar um momento de catarse na tela por meio dos personagens e situações. Um filme nada mais é do que diversão com um roteiro interessante, alguma mensagem louvável a ser transmetida e o mais bem tecnicamente acabado quanto possível e não deixe que nenhum Drogma 95 te diga o contrário.
Para resumir tudo, estou em luta comigo mesmo. Porque a briga não é contra o cara que tem um pau maior que o meu (isso no ecziste, como diria o Pe. Quevedo) e se acha por esse motivo, nem contra a tiazinha que me olha atravessado no elevador. Será o combate do século e minha expectativa é sair o menos machucado possível desse confronto, esperando não ter que apelar para golpes abaixo da linha da cintura para ganhar de mim mesmo. Só não acrescento que Deus me ajude porque dado o meu retrospecto nesse departamento, nego ia achar que estou sendo irônico.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 6:15:00 PM 0 comentários
Vai vadiar!!!!
2006/10/25
Nada contra, mas o mundo precisava de mais um desplugado do Zeca Pagodinho?
PS: Mal essa palpitante indagação entrou na minha mente, postei ela aqui e a resposta me vem minutos depois quando leio uma frase do próprio a respeito da ausência de composições de próprio punho no repertório do programa.
"Sabe como é, assinar uma faixa no meu CD é comprar uma geladeira nova, melhorar o barraco."
Ta bunito, tá beleza! Não tá mais aqui quem falou…
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 2:32:00 PM 0 comentários
Quem você esperava? A inquisição espanhola?
2006/10/22

Aí vai um vídeo do Monty Python. Devo confessar que não sou dos fãs de primeira hora do grupo (melhor que trupe, não é verdade?), mas antes tarde do que mais tarde.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 2:30:00 PM 0 comentários
Ohaygozaimais
2006/10/21
E depois reclamam do maníaco do dedo.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 7:45:00 PM 0 comentários
Ah, os anos 80!
2006/10/19
Eu vivi nos anos 80, o de verdade, não essa coisa cool que muitos pintam. Pra se ter uma idéia de como era aquele tempo a palavra "cool" nem existia. Bastava uma palavra em inglês e todo o mundo ia ficar sem entender, te olhando com uma cara de peixe morto, tipos tu é besta só porque fez Yazigi.
Ah! Eu tinha uma BMX. Coisa linda de se ver! Eu pedi de aniversário mas chegou no Natal. Era pesada pra diabo e até hoje não poupo elogios ao gênio que concebeu o freio a disco. Numa falha mecânica dessa notável peça, quase ralei os peitos no asfalto a ponto de ter que implantar mamilos de coelho no lugar dos originais.
O que terá acontecido com esse menino?
Digamos que a década de 80 se estendeu até mais ou menos 92/3, com a abertura das importações. Antes disso a gente vivia como se morasse na Alemanha Oriental só que sem o muro. Daí em diante começou algo chamado Renascimento. Fim da idade das trevas.Estou sendo injusto já que foi nessa época que descobri o incrível mundo do vídeo. Por volta de 83 a gente tinha um vídeo-cassete em casa, um dos primeiros feitos no Brasil, quase tão grande quanto um ar-condicionado. Pena que só tinha uns 3 filmes disponíveis e um o meu pai não deixou eu ver de jeito nenhum, disse que estava com defeito. Acho que sim, eu podia ouvir da outra sala a fita gemer quando rodava no aparelho.
Desde esse tempo eu já tinha vontade de trabalhar com vídeo e levei quase 20 anos pra ter um equipamento profissional para produção audiovisual e encarar isso como ganha-pão. É essa experiência que quero compartilhar com vocês, queridos leitores. Como venci como realizador de curtas-metragem e no mundo da propaganda, ou como gosto de chamar cinema de resultado.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 10:23:00 PM 0 comentários
Impeachment!
2006/09/16
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 6:35:00 AM 0 comentários
Capoeira mata um
2006/09/05
(TCP/IP) Irritado com tratamento sensacionalilsta que o apresentador despirocado dava aos animais selvagens um ambientalista, mestre da arte marcial brasileira, resolve extinguir com a raça do australiano metido.
Hein? Tá errado? Mas não ele não morreu por causa de um rabo-de-arraia?
Foi mal!!!
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 7:39:00 PM 0 comentários
É oficial!!!!!
2006/03/06
Pra confirmar o que todo mundo já sabia menos eu, começou oficialmente nessa madrugada a 4a Regência.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 5:12:00 AM 0 comentários
Partiram-se os grelões
2005/12/06
Ontem foi meu 13 de maio.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 10:16:00 AM 1 comentários
Ação Filmes presents
2005/10/08
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 1:00:00 PM 6 comentários
Do dia em que quase assinei contrato com o tinhoso
2005/10/05
Depois de negociações ardilosas, muito cu-doce de ambas as partes e todo orgulhoso de poder entrar no lar de 30 mil famílias = 120 mil cabeças (na contabilidade deles), inicio hoje minhas atividades num canal local por assinatura.
Esse belo período de minha vida de intensa realização profissional, já que eu era responsável por todos os programas que iam ao ar prometia ser coisas de contos de fodas mas não teve happy ending.
Apesar das apresentadoras potrancudas, jantares faustosos em ambientes finérrimos, presentes bacanas, convites para milhares de eventos, CDs de montão que recebi e produtos que nunca terei a oportunidade de usar nessa encarnação, nem tudo serão flores.
Mais informações nunca antes divulgadas sobre essa fase que durará exatos 2 meses encontram-se no relato autobiográfico "Mãe, olha meu nome na TV".
Por essa razão me afastarei de ti querido diário.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 11:47:00 PM 0 comentários
EXTRA!!!! EXTRA!!!!! ESPELHO PARTIDO QUASE AMPUTA MÃO DO CARA QUE TOCOU COM WEEZER!!!!!
2005/09/30
Não bastasse estar atrasado pra levar a fita pra TV mais a ressaca monstruosa, a porra do espelho do armário parte de madrugada e ao contrário dos Herbalife: não pergunte-me como, quase me arranca a mão esquerda, a mesma que deslizou sobre a escala do violão do Rivers, quando fui abrir pra ver minha cara de acabado no próprio.
O dia não prometia, os scraps congratulatórios tinham parado de jorrar, a mulherada só me quer como objeto sexual. Quem eu quero nem se importou com a façanha. Ô vidinha +-!!
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 12:32:00 PM 1 comentários
Manifestações de carinho
2005/09/27
Obrigado a todos que se manifestaram sobre a minha participação no show de sábado. Ainda estou em estado de graça!!!!!
Às mais afoitas que pedem meu sêmen para impregnarem de mim, vai um aviso: nada de inseminação articificial, só o bom e velho rock´n roll. (Favor enviar foto e breve curriculo). Hahahaha.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 11:24:00 PM 1 comentários
Parece bobagem, realmente não tenho do que reclamar dos pouco mas significativos shows que presenciei nesse ano até o momento.
Só que ficou aquela impressão de não ter aproveitado em todo o seu potencial minha ida a Curitiba. No dia seguinte a O SHOW no CRF, teve Raveonettes. Lugar pra ficar eu tinha, o que e quem comer também.
Sobre a banda: É bem legal, rockabilly feito no séc. XXI. Para quem não conhece aí vai uma referência a grosso modo: Jesus & Mary Chain tocando Buddy Holly. Todas as músicas respeitando o axioma que diz que as pérolas devem ter até 3 minutos. Destaque para a música-título "The love gang". A capa do cd é estilo "O Selvagem", filme de motoqueiros arruaceiros dos anos 50 com Marlon Brando, no tempo que ele não destruiria uma moto com seu talento de peso. Vá atrás do disco e do filme.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 12:58:00 PM 0 comentários
Vida de celebridade PARTE 3
2005/09/25
Sexta-feira, stress total!!!!!!! Em meio a notícias boas (weezer no sábado, meu curta na TV), a incerteza dos ingressos pro show. Até às 4 PM de sábado, a ansiedade ante a possibilidade de ter ido até Curitoba e não ver o show me devorava as entranhas.
Onde tava o cara que ia conseguir 3 ingressos pra gente? 5 minutos antes do prazo regulamentar o bicho interfona e passa pelo portão os famigerados. Lá se vão os 60 mangos mais bem gastos da minha vida.
Beleza!!!! Agora é só alegria!!!!
Enchemos a cara no larápio da Belina e continuamos a beber num boteco cujo nome não me lembro até a meia-noite, hora que o segurança dedurou a chegada das vans com os caras da banda.
2 vans chegam. Só vi o baterista (aquele que foi sequestrado pela Miss Piggy) e o guitarrista na última. Parece que o Rivers chegou dentro do bolso de alguém por isso não vimos ele. E eu que pensei: ié, isso é o mais perto que vamos chegar deles hoje!
Pela hora ia ser um inferno chegar até a grade. Uma hora avançando a passos lentos, tomando os interstícios (saúde!!!) entre as pessoas eu estava próximo a grade. Os roadies afinavam e reafinavam os instrumentos. Até que lá pela 1 e pouco apaga a luz e eles entram. My name is Jonas na mente!!!!!!
Tá o show foi ducaraio, reforçaram a segurança na grade, um dos tios balançava a cabeça ao ritmo da música enquanto tentava conter o povo. Como poderia ficar melhor? Sabia da possibilidade de eles pegarem alguém na platéia e chamar pra tocar "Undone". Ainda na ida pra CWB brinquei com uma amiga minha que esse alguém ia ser eu. A hora que o Brian foi escolher eu comecei a empurrar a galera que tava em volta com o braço levantado e pular mais alto que todo mundo.
O cara apontou pra mim, eu apontei pra mim como se pedisse confirmação, ele confirmou e então os seguranças liberaram a minha passagem até o palco. Pulei a grade, alguém deu uma força. Valeu, quem quer que seja você! Ainda ouvi um: Vai lá, bonitinho!, enquanto eu aterrissava do outro lado. Nem me lembro como cheguei até o palco. O Brian perguntou meu nome. Pow, cara não faz pergunta difícil!!!
eu: Leandro!
ele: Reandrou?!
eu: Leandro! Leandro!, desisto...
Reandrou, ele disse já anunciando no microfone.
O roadie me deu o violãozinho e quando vi tava acompanhando uma das minhas bandas favoritas.
Inacreditável!!!! O momento mais foda foi antes de começar quando vi aquele monte de gente no setor Viaipi e o povo na frente do palco. Avistei todo mundo menos as minhas amigas. As caras de cada um eu não esqueço, até daquele que tava tirando meleca do nariz e passou nas costas de uma mina e ela nem sentiu. Sério! Não pensei em nada, só contemplei a galera e me preparei para não perder a entrada da música. Fui adquirindo confiança aos poucos, já tinha feito isso antes mas não na frente de sei lá 5 mil pessoas. As primeiras notas claro que sairam erradas. Eu não tocava havia 7 meses desde o acidente...
Ná, nunca houve um acidente, mas a possibilidade dramática ia fazer a raça chorar se fosse num filme. Dramática foi apenas a pausa calculada que eu fiz quando eles pararam. Lá pelas tantas comecei a interagir com o Rivers, aí sim... Fiz pose, fui pra perto do batera e perto do fim, fiquei eu e o guitarrista preparando o pulo na virada do Pat. Eu ensandecido gritando: vamo lá, vamo lá! Chegava ao fim minha participação. Cumprimentei os músicos, tapinha nas costas do Rivers não é pra qualquer um. Ié!!!!!!!!
Fiquei no palco num cantinho, autógrafo não rolou. O roadie ainda me deu o arrego de assistir a penúltima música do palco, me deu um jogo de cordas e várias palhetas que acabei distribuindo entre as fãs que me recompensaram com sexo oral. Antes de acabar o show o produtor gringo gentilmente me retirou do palco me encaminhando pra área VIP. Lá começou o "assédio" e muita vódega com energético na faixa.
"Cara, tu mandou bem!", ouvi de várias pessoas enquanto circulava por lá. Acho que era por educação, a raça desse setor privilegiado deve ter tido uma educação melhor que a da choldra lá embaixo. Hahahaha! Mas eram genuínos os elogios. E eu louco pra mijar, tava segurando desde a meia-noite. No caminho pro WC, um cara com sua mina me pede para tirar foto com ele e mostrou um mpegzinho deu tocando. Antes de chegar na porta do banheiro, alguém me dedurou prum repórter do JB. Ele pegou meu nome, anotou num bloco, perguntou se eu tocava em uma banda, disse que não desde 2000, falei que sou cineasta, fiz o jabá do meu curta e sei lá quando vai sair isso.
Umas minas ainda me convidaram pra sair num tal de Wonka, deve ser o equivalente a um Underground (R.I.P.) curitibano. No fim das contas acabei num ônibus cheio de cariocas indo pro Rio. A gente ficou no hotel deles e fui cercado de mais parabéns e quetais. Se eu tava me sentindo o cara imagina o pessoal da banda na festinha no camarim, com direito a japonesas e outras iguarias.
O set list táqui. E a prova do crime aqui: http://www.youtube.com/watch?v=rqGYkK0Nd44
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 2:34:00 PM 8 comentários
Vida de celebridade PARTE 2
2005/09/15
Agora sim, eu tô gostando!!!!!
Fui reconhecido na rua. O sujeito ia passando por mim com sua mulher e me apontou: "Olha o cineasta!!!" Bicho grosso é phoda. Olhei pro lado, não me toquei que era comigo. O cara parou e me estendeu a mão: "Te vi agora na TV!" e perguntou quando ia passar o filme de novo, respondi e ele se despediu, me deu parabéns e dobrou a esquina. Depois dessa fui rindo pra pegar a gravação da minha entrevista com o Prates.
O programa em questão é o CASA TV, da Vanessa Campos, que passa antes do extraordinário comediante João Kléber. O estúdio era maior, ela dividia com o Salum.
Um bloco falando sobre Um Vento..., entrei depois do artista plástico e antes do Soweto. Ué, mas a gente não tinha combinado que o pagode morreu? Mais uma vez TV AO VIVO! Mais uma vez me dei bem. Ufa!
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 8:11:00 PM 0 comentários
Vida de celebridade
2005/09/09
Ontem estive no programa do Luis Carlos Prates, Notícia na tarde, falando sobre o lançamento do vento. Foi bem legal, fiquei quase 19 minutos dos 30 possíveis pros 2 úlimos blocos. Não falei muita bobagem como era de se esperar. Essa foi a segunda entrevista da minha vida pra TV. A outra foi a antológica participação no programa do ... que passava na SAT, uma estação por assinatura em Jaguarão/RS.
Na verdade achei que ia ser só pra rádio CBN, subi o morro da Cruz ouvindo e quando cheguei na RBS dei de cara com o programa passando na TV da recepção. AO VIVO!!!!! Gulp!!! Engoli seco de novo, relaxei, entrei no cubículo (o estúdio é bem pequeno) e estava pronto pra encarar a fera. Depois que peguei a manha, foi um abraço.
No começo falamos sobre cinema em geral até chegar no meu curta. Gesticulei como um italiano. Soltei um "através", 2 "tipo" mas o que matou mesmo foi um "fatalmente" bem aplicado. O bloco 1 foi gigante 13 minutos e lá vai cacetada. Achei que não ia terminar mais. Rápido intervalo e voltei pra dar uma alfinetada de leve no governador ao comentar que cinema é uma arte cara e que precisa de estímulo e que o edital tava aí pra ser respeitado.
Entre mortos e feridos... Falta agora mandar o DVD pro homem.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 2:43:00 PM 1 comentários
Sucessuuuu!!!!!!!
2005/09/08
Pelos meus cálculos, entre 120 e 150 pessoas assistiram a Um Vento Nostálgico, a maioria civis. Isso que esqueci (!?) de convidar uma porção de gente, alguns figurões não compareceram. A primeira sessão teve gente, incluindo eu, sentada na escadinha. Antes de ser chamado ao palco, suava frio e tremia como vara verde. Se passei vergonha na hora do discurso? Nem tanto, poderia ser pior. Não esqueci de dedicar à exibição para Dália Palma, a atriz veterana do teatro que morreu antes do filme (?!) ficar pronto.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 12:36:00 PM 3 comentários
Ciclone Extra-tropical Nostálgico
2005/09/07
Finalmente sopra Um Vento Nostálgico. Com apenas dois anos de atraso de acordo com o planejamento inicial, estréia neste 7 de setembro o meu aguardado curta-metragem. Será que vai dar gente? Seria du caraio se precisasse fazer uma outra sessão. O JA acabou não dando matéria, mas saiu no DC e no AN, o que me lembra de ter que enviar um emailzinho exigindo errata desse último periódico. Evandro Andrade é a mãe!!!!!! Pelo menos pintou outra possibilidade para pseudo pseudonônimo para minha carreira de cineasta pornex.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 10:20:00 AM 0 comentários
Terrir
2005/08/28
Tive a oportunidade de ver Grite Blácula, Grite (Scream Blacula Scream, de 1973. Também conhecido como Blacula is beautiful), continuação do clássico do terror blaxploitation Blácula. Quer coisa mais B que juntar os dois gêneros? No elenco William Marshall e Pam Grier, a rainha suprema dos filmes black dos anos 70 que tentou voltar ao auge no menosprezado Jackie Brown, de Tarantino. Pam é Lisa, uma sacerdotisa vudu cujo rival para se vingar dela, já que é eleita a nova madre superiora do terreiro, ressuscita os ossos de Blácula. A partir daí dezenas de pescoços serão perfurados pelos caninos pontudos dos mortos-vivos. Haja estaca para tanto coração de vampiro.
O filme é sério e, surpreendentemente, os efeitos especiais não são tão toscos. A transformação do vampiro em morcego é feita apena com as propriedades óticas do negativo. O pequeno morcego cruzando a noite convence até o fã mais ávido por computação gráfica dos filmes de hoje em dia. Voltando a trama, o conde chupa o sangue de uma galera de amigos dela mas a deixa viva para ajudar a despachá-lo de volta para o além por meio da magia negra (sem trocadilhos). No fim ela salva a noite, mata o conde e tudo volta a anormalidade usual.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 11:16:00 AM 0 comentários
Fogo no mercado
2005/08/21
2005. Sexta, 19 de agosto. 8:30 AM. Eu dormia no escritório e acordei com o cheiro muito forte de queimado. Algo a ver com o sistema límbico, um mecanismo inconsciente de autopreservação. Ainda bem que o meu estava em dia, apesar da ressaca. Fui verificar meus equipamentos que tinham passado a noite ligados. Imaginei o monitor do computador faiscando. Uma vez queimei um estabilizador e o perfume era parecido. Não era ali dentro a fonte desse odor. Era fora.
As cortinas estavam fechadas e ao abri-las vi de onde vinha aquele cheiro realmente muito forte de queimado. E o calor quando abri a janela. Era o teto da ala norte do mercado público pegando fogo. Em 5 segundos, o meu instinto jornalístico-oportunístico se apossou e quando vi estava empunhando minha câmera de vídeo para registrar o crepitar das labaredas. O estalar das telhas queimando tinha algo de sinistro e o fogo do canto mais próximo da minha janela estava se alastrando para todo o comprimento do telhado.
Com o tempo ficou impossível permanecer lá. Fumaça negra tornava o ar irrespirável. Tive que evacuar o recinto e descendo as escadas com a câmera ligada, vi uma mangueira saindo do hidrante do prédio. Sempre achei que seria para usar nele mesmo, já que era um prédio dos mais antigos da cidade. O segundo mais velho e sua fiação elétrica já tinha dado sinais de entregar os pontos, pelo menos no 5° andar certa vez.
Na rua dezenas de populares se aglomeravam na entrada do edifício e tomando a rua Jerônimo Coelho que era fechada para trânsito de veículos. Descrentes no que viam, comentavam acerca dos estragos visíveis. Os bombeiros tinham chegado rápido e estavam tentando combater o fogo com suas mangueiras. Aguavam o teto e as lojas do lado de uma das entradas. Um dos funcionários de uma das lojas dos turcos, com uma mangueira tentava molhar o teto e o interior e a frente da loja, de forma a diminuir a quantidade de itens perdidos.
A versão que corria dava conta de que o incêndio teve início por volta das 8 da manhã. Uma funcionária de uma lanchonete do mercado tinha esquecido uma fritadeira ligada na cozinha do andar de cima, que pegou fogo e rapidamente se espalhou. Algumas semanas depois a perícia confirmará o que houve no laudo oficial.
A imprensa já estava lá cobrindo tudo. Sabe como são esses profissionais, não podem ver desgraça que tem que urubuzar, é seu ofício. O espetáculo das chamas e as minhas lentes invocaram o espírito exibicionista de um cara que nunca tinha visto na vida e que me perguntou se podia fazer uma locução em cima das imagens que eu registrava avidamente. E ele fez, em português e inglês. Depois me passou um cartão que perdi no meio da confusão. Essa locução estará no meu documentário.
Na outra ala, o pessoal já retirava botijões de gás dos seus estabelecimentos para a calçada. Era ali que se concentrava a maior parte dos bares e restaurantes do mercado, cujos donos já estavam ressabiados pelo apagão de 2003, que fez com que alugam-se caminhões refrigerados para não perder seus estoques de perecíveis. Nenhum prejuízo tiveram dessa vez. O fogo ficou restrito a outra parte do mercado público.
Logo todo o perímetro em volta da ala que queimava estava isolada dos curiosos por policiais e fitas zebradas. Fui para o outro lado ver como estava o combate às chamas. Das janelas do segundo andar de um colégio que ficava num prédio que era do tamanho de uma quadra pendiam mangueiras para os bombeiros. Um bombeiro na torre do mercado com uma mangueira de um caminhão deles fazia o que podia.
A coisa ia mal. O céu estava cinza e preto. Do outro lado da ponte podia-se observar a fumaça subindo. Alguns hidrantes, além da dificuldade de se remover as tampas, não tinham água. As lojas no térreo tinham fechado suas portas. A comoção ainda era grande. Um bêbado como sempre presente em situações assim gritava: “água, eu quero água.” Houve um princípio de tumulto quando identificaram um sujeito numa tentativa de saque. A polícia interveio e dois caras em momentos diferentes levaram tapas e empurrões dos PMs. Foram embora reclamando de agressão. Isso também poderá ser conferido no documentário.
Era hora de voltar para o escritório. Precisava ter certeza se tinha fechado a janela antes de sair. Fui impedido pela policial que isolava a Jerônimo na esquina com a Felipe Schmidt. Ia precisar uma semana para o cheiro sair se a fumaça tivesse penetrado pela janela aberta. Como tenho mais sorte que juízo a janela estava fechada. Por falar em janela, a minha tinha algumas rachaduras antigas nos vidros e nada aconteceu. Na vizinha do lado, o vidro tinha trincado com o calor.
Ninguém se feriu que eu saiba. Precisaram de toda a manhã para controlar o incêndio. À tarde quando pude finalmente voltar para minha sala, registrei também o rescaldo. No que sobrara da cobertura, que agora desprovida de telhas exibia uma carcaça de madeira e metal que servia como viga e o corredor e os boxes das lojas lá embaixo, 2 ou 3 bombeiros se equilibravam para aplacar o calor com mangueiras.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 5:56:00 PM 0 comentários
Daslumbrada
2005/07/14
Coisa de cinema a operação que colocou a dona Daslu no xadrez, se bem que risca de giz é mais fashion. Fez o ACM chorar.
Isso me fez ponderar que não se fica milionário impunemente. Lá se foi a minha motivação para ficar rico. Não basta pisar em várias cabeças, puxar o saco de um tio rico com o pé na cova, ganhar na mega acumulada, entrar pra maçonaria. Isso tudo é básico.
O que realmente enriquece é a evasão fiscal. Caixa 2 é o nome do jogo... E também de uma peça do A. E. de Moraes (seria autobiográfica?!?) O que derruba é a ganância.
Tá certo, não é legal pagar impostos, declarar tudo que se ganha ao Leão, que aconselhado pela Mancha Verde assumiu os cabelos brancos. Querer muito só pra si mostrou-se a pior das estratégias de acumulação de capital (do Brasil: Brasília). PC Farias tudo de novo se pudesse que não me deixa mentir.
Se o cara investe e ganha é porque em algum lugar alguém saiu perdendo. Veja o PT, se o partido não investisse o Lula perdia mais uma. Hmm, algo me diz que esse não foi o melhor exemplo...
De agora em diante, o único crime que podem me filho da emputar é o empobrecimento ilícito, conforme especificado na nova lei de Recuperação Judicial.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 12:52:00 PM 0 comentários
Preconceituoso, eu?
2005/07/06
Aos poucos vou permitindo que minha intimidade seja exposta, mais ou menos como as fotos do Cid Moreira na banheira pra Caras. Descobri hoje que além de todos os defeitos que me atribuem e outros que sei ser detentor, acrescente aí um novo: sou preconceituoso, do tipo que tem preconceito com bichas de ambos os sexos. Sei lá na novela é bonito, em filmes de putaria é bonito, mas duas minas se querendo é um tanto demais na vida real. Ainda não acredito muito no que ela me disse. É um lance meio como enterro de anão, ninguém nunca viu um mas sabe que acontece. Duas mulheres não podem (não devem) se sentirem atraídas sexualmente uma pela outra, quanto mais amor romântico. Simplesmente não é correto!!!! Não foi assim que Deus quis!!!!! Estou brincando, essa parte é pura palhaçada minha...
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 2:17:00 AM 0 comentários
Crítica construtiva é sempre bem-vinda!!!!
2005/07/05
Por email chega a crítica do meu novo de curta que nem terminei(sim, ainda faço curtas apesar de tudo que disse!). Ei-la:
Ávida, de Leandro Andrade (Ação Filmes)
From: N... R... *******@yahoo.com.br
To: *************@hotmail.com
Subject: ávidaDate: Thu, 5 May 2005 02:31:22 -0300 (ART)
"Pensei nas minhas crises depressivas, onde eu caía no chão e me arranhava inteira, às vezes me cortava, mas sem nenhuma intenção suicida naquelas horas. Era só uma anestesia momentânea. Muito bacana o contraponto entre os momentos limiares entre a vida e a morte que existem nas cenas super tensas (e em lugares fechados) de Regina em contrapartida àquelas que se dão em lugares abertos - como o bar, mais leves e soltas. Agora achei uma coisa... As tomadas feitas em lugares fechados - a sala, a cozinha, o banheiro e a delegacia - são cenas imbuídas de tensão - ou devaneio (no caso da policial que é uma ilusão) - e que essas duas esferas da percepção humana que se dividiriam no que de fato é real com o que é ilusório vem a se fundir no final, com a ilusão chegando até a mesa de bar e oferecendo uma taça (ou copo) de sangue (personificada na figura de Melissa), como se oferecesse uma taça de irrealidade ao cotidiano – que se acredita real ou verdade. E pra completar essa dança, você termina, literalmente (com o casal dançando) nesse sim à vida nietzscheano ou no entrelugar da nossa vida – o eterno “é ou não é”? eis a tentativa do beijo, que é parte de um todo inefável,furtivo, efêmero e ilusório.E ressalta a não importância dos fatos, mas das percepções dos fatos – a interpretação.Du caralho.Bjos..."
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 3:10:00 PM 0 comentários
Ninguém é prefeito
2005/07/04
O austro-húngaro Billie Wilder (1906 – 2002) escrevia diálogos afiados e era o rei da frase final de filme. Coisa que pode ser comprovada em pelo menos três deles: Quanto mais quente melhor, Crepúsculo dos deuses e Se meu apartamento falasse. Títulos de filmes e suas traduções absurdas serão futuros objetos de escrutínio desse espaço, agora reservo-me ao direito de guardar esse tópico para momento mais oportuno (leia-se: falta de assunto).
Lendo sua biografia não por acaso intitulada “Ninguém é perfeito”, descobri que a mais célebre última frase de seus filmes quase não acontece, ia ter uma outra menos eficaz logo em seguida que podia roubar a imortalidade daquela.Sendo assim fica a tarefa ingrata para tradutores e dubladores fazer as pérolas colarem em português.
Sem contar que é homenagem, título e chave para o segredo (?!) de um curta que fiz em 2002.
Já “Estou pronta para o meu close Sr. De Mille” saído dos lábios de Gloria Swanson, altamente adequada no papel da decadente estrela da era muda do cinema, além de metalingüístico, fechou até na dublagem Corujão. O que pega é o “Shut up and deal” que encerra The Apartment. Fiquei frustrado vendo-o outro dia no Retro, que, diga-se de passagem, dispõe da melhor safra de filmes B e westerns spaghetti e as piores legendas que já li. Como sempre, a coisa desanda para um portunhol deslavado, tipo o que o Lula deve usar com o Kirschner.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 12:35:00 AM 0 comentários
O Oscar vai para...
2005/07/02
Sou um gênio, quanto a isso não há dúvidas. Minha última idéia brilhante é adaptar para o cinema a grande saga escrita por Adelaide Carraro, a trilogia "O Estudante". A série que comoveu toda uma geração e leitura obrigatória na 8a série.

Se ela ainda estiver viva, defendo desde já a candidatura da autora para ocupar a cadeira do próximo defunto na ABL.
OBS.: 1 A idéia está devidamente registrada na Biblioteca Nacional.
O Estudante no orkut: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=1154459
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 1:31:00 PM 0 comentários
Sob a influência
2005/06/05
A vida tem várias formas (intuição, sexto sentido, preguiça?) de nos comunicar que quando algo não é para ser, não será. Algumas são ruins e outras, péssimas (mãe Dinah). E assim foi o que aconteceu naquela fatídica quinta-feira. Algo me dizia que o dia ia ser uma loucura total.
Não contente com o gás lacrimogêneo (como dói nos olhos e na traquéia!) de segunda mão destinado aos manifestantes contra o aumento das tarifas de transporte, (acho que já li sobre isso aqui), e as imagens porcas que fiz por causa do efeito moral, abusei um pouco mais da sorte (novidade! Meu sobrenome é perigo).
10 horas (nem tão tarde da noite). A pé, com a roupa que tinha trampado o dia todo (fedendo?), faminto e ainda atordoado, na loja do posto de gasolina encontrei um sujeito dos tempos da universidade, que agora é professor de administração (já foi vereador de Rancho Queimado). Bebemos umas 3 ou 4 big necks. Ele teve que financiar a maior parte, fiquei de acertar outra hora (espera sentado...).
Mesmo com todos os avisos e prenúncios (primeiro parágrafo desse texto), ele insistiu para irmos no lugar que já sabia que encontraria algumas ex-futuras-ex. Eu tinha feito planos desde o começo da semana de ir lá (rolos pelo msn) e a confusão tinha tirado um pouco da minha vontade (desculpa esfarrapada). Saimos do posto, eu naquelas condições (sem dinheiro, sem carro, nem banho tomado) e antes de chegarmos lá, paramos na sua casa pra deixar seu irmão e beber mais uns mililitros de hi-fi.
O cara é carioca (do estado do Rio de Janeiro), manhento pacas. A gente ia tentar entrar sem ter que pagar a entrada seca (20 contos). No bar perto do jardim ele foi logo conseguindo doses de vódega+energético na faixa (o barman não era pau no cu). Acho que foi um (litro) pra cada, acrescente a isso o gás no sistema nervoso, os 4 copos de hi-fi mais uns litros de cerveja no posto e teremos o coquetel perfeito para confusão.
Fiquei muito louco, nem sei que banda tocou, não ouvi uma musca (surdez alcoólica?), a noite passou muito rápido, a vaca (tão simpática no msn) que ia ficar comigo me disse que eu tava muito bêbado (será? Desculpas, desculpas...), fui muito engraçadinho com outra ficante (termo horroroso, eu sei!) o que despertou ciúmes no segurança, fui acusado de quebrar o banheiro (não fui eu, viu? Era um complô daquele segurança), de 2 possíveis vítimas não catei ninguém e quase perco a dignidade (banimento) e minha carona (ele tinha se dado bem com uma morena).
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 10:32:00 AM 0 comentários
É óvio que é roque!!!!
2005/04/21
É hoje!!!!!! Depois de Helmet em 1992, no Festival M2000 (lembra daquele tênis que mudava a parte de cima, com o zíper e taus? Conceito parecido com os relógios Champion que mudavam de pulseira), Placebo é a outra das poucas bandas em atividade que realmente contam que faz show em Fpolis ponto
Pena que tenha um monte de banda de abertura. A grande esperança branca manezinha que não se concretiza também toca. Dai-me paciência, Senhor!
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 7:46:00 PM 0 comentários
A arte de separar o tolo de seu dinheiro
2005/02/19
Propaganda é um troço divertido. Essa campanha Dove "O sol nasceu pra todos, até para as barangas" é um marco na história. Mas coerência como sempre não é o forte das agências, afinal a mesma Ogilvy também cuida da conta SlimFast.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 6:16:00 PM 0 comentários
"Não creio que este filme tenha bilheteria.... "
2004/08/27
Assisti de uma posição privilegiada a sessão de linchamento promovida pela crítica especializada em cima do 2° longa catarinense da história. Num parentêses histórico o primeiro foi O Preço de uma Ilusão, de 1957, do qual restam intactos apenas 10 minutos, se tanto.
O frenesi causado pela indicação de "Procuradas" para o Festival de Gramado foi para SC o equivalente a comoção nacional por indicação de um filme brasileiro para o Oscar. Rolou aquele clima de final de Copa mas como era de se esperar, a película não ganhou porra nenhuma.
Quer dizer conquistou a unanimidade entre a crítica, que não poupou impropérios e desancou a produção. Um crítico do JB se manifestou da seguinte forma: "... o filme é mambembe até o osso". Sou suspeito para falar porque, além de torcer para que a indústria audiovisual barriga verde cresça, participei ativamente da feitura do filme. Ativamente é exagero, participei do elenco de apoio ou em bom português: fui figurante, numa cena que mal dá para me ver direito.
Por isso relutei em me expressar sobre a matéria, a ligação afetiva não me permitiria a serenidade para julgar o caso com o distanciamento necessário. Concordo, o roteiro é fraquíssimo e a metalinguagem naufragou fragorosamente, as cenas de nudez são apelativas e totalmente gratuitas (se bem que o desfile de bundas pelo vidro da piscina foi um achado, independente da inutilidade para a eficiência dramática da narrativa), a interpretação dos atores e atrizes está qualquer nota, entre outros predicados pouco lisonjeiros para a dupla de diretores.
É meio pensar pequeno, o que abomino e sempre condenei, mas para um filme que estava condenado e sem dinheiro para fazer o transfer para pelica, o que importa é que ele chegou a ver a luz do dia e passará nas telas do circuito comercial, de preferência provando que o vaticínio e título desse washington post do Rubens, O Ewald Filho, estão errados.
Fiquem frios!! Se meu talento não for importado para outro estado, prometo fazer o possível para representar melhor SC em festivais de âmbito nacional. Tenho 2 roteiros de longas prontos, sendo que um está em pré pré-produção.
Assim seja!!!!!!!
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 11:09:00 PM 0 comentários
Antes tarde...
2004/07/10
Estive tão ocupado nos últimos meses com minhas atividades audiovisuais que deixei esse blogue em segundo plano, para não dizer último mesmo, que nem deu tempo de postar na época da confusão causada pelo aumento das passagens do latão em Floripa minhas mui argutas e imparciais considerações acerca do palpitante tema que estarão incluídas no meu documentário "Um passinho a frente fazendo favor"
Aí segue então com um pouco de atraso meu relato:
Comecei meio tarde meu documentário. As manifestações contra o aumento das passagens tinha começado na segunda-feira, 28 de junho, e eu só levei a sério depois da pancadaria que ocorreu na quarta à noite no terminal do centro. Na quinta-feira comecei a captar imagens e sons dos protestos discretamente, não sabia se iam me confundir com policial à paisana levantando informações sobre aquele bando de gente. Apenas o cinegrafista oficial do movimento se aproximou e pediu meu contato para trocarmos figurinhas mais tarde. Me falaram que ele tem gravado minutos suculentos com a pancadaria patrocinada pela PM.
Pensei que na sexta ia apanhar da polícia junto com os manifestantes e aproveitar para registrar o tumulto debaixo de nuvens de gás lacrimogêneo. A sensação de ser atingido com bombas de efeito moral não é agradável e já tive o desprazer de ser submetido a esse tratamento em outra oportunidade. A sensação de abrasão da garganta e vias aéreas bem como a irritação nos olhos leva um bom tempo para passar.
A expectativa para um novo confronto era grande. A tropa de choque estava na rua e até a cavalaria tinha sido convocada. Não seria uma má idéia os protestantes terem por perto alguns mastins napolitanos para mastigar as pernas dos cavalos, tática de combate empregada acho eu pelos romanos para invalidar a ação da tropa montada. O cão morde a perna do cavalo, derrubando seu cavaleiro e o linchamento começa. Mas nada aconteceu. Do terminal todos rumaram até a ponte e interromperam o acesso ao continente por uns vinte minutos. A merda de morar numa ilha é isso. Sem ponte, só sobra remar até o continente.
O fim de semana foi calmo porque manifestante também é filho de Deus, mas na segunda-feira seguinte tudo de novo: grupos de estudantes e simpatizantes bloquearam a entrada do terminal do centro. Depois marcharam até a sede da prefeitura. Lá se seguiram mais discursos e se entoaram canções para dona Ângela, nada lisonjeiras como era de se esperar. Há que se destacar a disposição que esse pessoal tem para andar tanto. Alguns vão desenvolver resistência suficiente para não depender mais de ônibus. Se não conseguirem reduzir o preço da tarifa pelo menos a movimentação vai ter servido para alguma coisa.
Minha abordagem para esse documentário seria total distanciamento, um olhar totalmente imparcial sobre a situação bem de cima do muro. Não queria entrevistar nem mandatários nem os líderes dos protestos. Minha meta era ser odiado e incompreendido tanto pelo establishment como pelos manifestantes. Aquela coisa: é desfavorável demais com o pessoal engajado na causa e indepedente demais segundo as autoridades. Vamos ver o que consigo disso quando o conflito finalmente cessar.
Gravei depoimentos de uma garota vítima da violência policial, seu antebraço esquerdo e joelho direito, que tinha sido operado dias antes, apresentavam aquela cor característica de hematoma apagando. Notei um toque de orgulho da rebeldia e contestação juvenil mal disfarçado ao ostentar suas feridas de batalha para as minhas lentes. Não dou nem 5 anos para ela estar bem posicionada no mercado de trabalho em um cargo invejável, sendo uma megera com os subordinados.
Posso estar sendo injusto com ela e os demais. Depois de terem me dito que um líder do grêmio estudantil do meu tempo de Escola Técnica, praticamente sócio-fundador do PSTU, em menos de uma década tinha ingressado no PSDB Jovem e apoiado a reeleição do FHCê, qualquer coisa pode acontecer.
Flagrei também o instante em que um sujeito se aproveita de um pinguço caído, toma um gole de sua garrafa de cachaça e é reprovado por circunstantes aos gritos de “vai comprar a tua”. Um exemplo terno de cidadania e solidariedade com os menos favorecidos que deveria se propagar pelo ar com uma freqüência maior.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 10:56:00 AM 0 comentários
A reabertura do TAC
2004/03/23
Tinha recebido um convite ultrapersonalíssimo, eu e mais uns 50 endereços de email, a maior parte metidos com arte, principalmente cinema como eu, para prestigiar a cerimônia de reabertura do TAC, o venerando e secular Teatro Álvaro de Carvalho.
O TAC é um teatro velho de Florianópolis onde eu assistia espetáculos produzidos pelo antológico Valdir Dutra, que ainda encena clássicos dos contos da carochinha. Mais de uma vez vi o lobo, o mesmo de Pedro e o Lobo, Chapeuzinho Vermelho e os 3 Porquinhos, ser morto pelo caçador. Eu torcia pelo lobo e ele sempre perdia, numa repetição ad infinitum do bem triunfando sobre o mal.
O teatro estava fechado para reformas desde dezembro de 99. A última vez que tinha ido lá foi pelos idos de 97 para ver a banda de um amigo meu tocar com um convidado ilustríssimo, o ser pansexual chamado Sergei, aquele que Janis comeu na sua visita pelo Brasil na loucura generalizada que foi a década de 60. Nem me recordava que o lugar era tão pequeno.
Quando cheguei na frente do TAC procurei alguém conhecido. Encontrei dois grupos que conhecia bem. Um era o Zeca e sua fiel escudeira Maria Emilia, pobres cineastas como eu. A Maria Emilia nunca relaxa, muito séria, o que não tem nada de errado mas ela sempre quer levar as coisas ao pé da letra. Por isso preferi me unir ao Ângelo Sganzerla, cineasta também, e sua esposa e mais um outro ator-médico, que participou de um curta que fiz milênios atrás.
Entramos, o lugar não estava cheio, e em seguida o pianista escalado para tocar começou com uma bobajada romântica, provavelmente Rachthmaninoff. Odeio os românticos, o único que escapa da turma é o Beethoven.Tchaikovsky é outro que apela e tem meu mais sincero repúdio.
Uma velharada responsa marcou presença, principalmente um dos atores mais velhos de SC, que deve ter participado da peça inaugural em 1875. O que eu queria era poder dar um tapa na careca do governador e fazê-lo tirar a minha pele da pindaíba. A ocasião era festiva e se eu tivesse de terno e gravata talvez me atrevesse.
3 candidatos a prefeito de Florianópolis estavam lá. Um deles por ser do partido do governador ocupou a mesa de honra. Até o picareta que tinha sido prefeito da cidade vizinha e que jurava contar com grandes chances de vitória, chegando um pouco atrasado. Às vezes esses tipos forçam a barra.
O último da mesa a falar era o excelentíssimo. Já ouvi cada gafe atribuída a ele que tinha que estar lá para testemunhar qual seria a mais nova no anedotário. Ele não fez feio até. Apelou como sempre, se atrapalhou com as palavras e provou que adora Florianópolis. Podemos assim respirar aliviados. Não é verdade o boato de que ele queria passar um projeto renomeando a nossa bela cidade para Joinville-sur-Mer.
As autoridades deviam estar com fome, foram breves e na seqüência o mestre de cerimônias, Marcelo Perna, um ator amigo meu, reapresentou o pianista e nos ilustrava dizendo qual era o autor e a peça que ele executaria. O pianista recomeçou com Chopin, passou por Villa-Lobos, chegando até um compositor erudito catarinense e terminando com um troço vibrante do Lourenço Fernandes.
Pensei que o governador tinha se escapado à francesa mas ele estava ainda na platéia conferindo a performance do pianista. Eu sabia que com isso o Ângelo aproveitaria para fazer a sua jogada.
Quando LH, de saída, passou perto da gente recebendo apertos de mão de todos, Ângelo aproveita um abraço e recomenda no ouvido do governador que este leia umas declarações suas a respeito da importância do cinema catarinense.
Se eu aproveitei a proximidade e sapequei um pescotapa no governador? Sorry, me limitei a apertar a mão do homem e fui embora. Se a carreira do Sganzerla como realizador não vingasse, ele bem que podia se aventurar pela política. Diferente de mim tem todo o jeito para a coisa.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 1:10:00 PM 0 comentários
Happy Birthday Mr. President
2004/03/02
Norma Jean, aka Marilyn Monroe, era linda de morrer e morreu linda, apesar da overdose providenciada pela máfia querendo intimidar os Kennedy, por uma suposta traição a um pacto de não-agressão mútuo. Eles próprios também deitaram, vítimas dos mesmos mafiosos.
Inaugurou a Playboy americana, foi amante de tipos foderosos e se casou milhares de vezes com caras tão diversos entre si. Desde um jogador do esporte mais chato do mundo, o beisebol, até um intelectual brocha. Parece que não foi feliz com nenhum.
No seu melhor filme, talvez um dos melhores do mundo segundo as listas de revistas especializadas, numa das falas ela admitia que não era brilhante. Nem precisava ser.
Vai-se a mulher, fica o mito. Essa e outras platitudes se aplicam bem ao seu caso. Nem me lembro porque comecei a escrever isso. Talvez sua voz sensual cantando “My heart belongs to daddy” tenha me enfeitiçado e me inspirado a homenageá-la nesse espaço ao invés de no banheiro.
Crianças, aconselho correrem atrás da filmografia dela, apesar de tudo o que se disse, MM era uma boa atriz.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 4:14:00 PM 0 comentários
Resenha musical
2004/02/21
Nas próximas linhas tecerei algumas considerações pertinentes à obra “Terra dos Homens Bravos”, de A. Fortkamp. Percebe-se que estamos na presença de algo poderoso quando já se depara com a magnífica abertura, uma suíte em 3 movimentos intitulada Bravery, digna de um Albinoni, melhor do que a de um Vivaldi em sua fase mais profícua.
O tema é forte e contundente. Os arranjos são muito bem elaborados e a escolha acertada dos instrumentos honra a tradição da escola clássica européia. Tudo isso serve como um preâmbulo, de modo a preparar os espíritos para o que vem a seguir, ao ser apresentada a saga engendrada pelo compositor em 7 excelentes pérolas do mais verdadeiro metal melódico.
A intro da faixa “Bravemen Land”, com os vocais e o instrumental, nos remete a essa distante terra e logo entram as guitarras poderosas acompanhadas por um bumbo duplo que durante a maior parte do CD serão nossos companheiros de viagem. Quem há de conseguir permanecer calado e deixar de cantar em uníssono o refrão com o coro de vozes de guerreiros ancestrais? In the battle, in the fighting...
“Politicians of the World” conta com a participação da soprano Claudia Todorov e do barítono Giovane Pacheco. Nessa canção Fortkamp destila todo seu feeling em um lento e vigoroso solo, colocando-se genialmente atrás do tempo da música. A mensagem que ela passa permanece atual desde tempos imemoriais até os dias de hoje, políticos usam a guerra para benefício próprio e só a eles compete por um fim a ela.
Baseado em um sonho Fortkamp compõe “Follow the Lights”, outro exemplo de como riffs bem concebidos e precisamente executados fazem toda a diferença para o estilo, e passa aos ouvintes essa atmosfera onírica com o belo coro do refrão, em mais uma participação do duo Todorov-Pacheco.
Como um aplicado estudante de canto lírico Fortkamp grava nos registros agudos de sua voz a música seguinte, “Believe in Yourself”, acompanhado de mais guitarras robustas e bateria bem compassada, onde conclama a todos que acreditem em si mesmos para a consecução de seus objetivos. A convenção musical antes do final da música, onde as guitarras se dobram e se complementam, é mais uma entre as várias partes interessantes do CD.
A influência das obras sacras barrocas de Bach é presumível e mais vocais agudos aliados a belos solos de guitarra se fazem presentes em “The Glorious Salvation”, que tem direito até a um bonhamniano solo de bateria. “Eclipse” é um convite aos sentidos, permita-se fechar os olhos e ser carregado pelo belo tema. Um exemplo de como um excelente músico é aquele que almeja e consegue, em uma mesma música, equilibrar partes calmas e lentas com linhas mais rápidas e de mais pegada. Música instrumental como nunca se ouviu do lado de cá do Atlântico.
O apaixonante trabalho termina com uma peça extremamente sóbria para piano, cello e voz intitulada “Tears of Your Cry”. Dessa vez as guitarras são postos de lado para dar lugar a um arranjo que tem por objetivo valorizar e realçar ainda mais a faceta interpretativa de Alexandre Fortkamp.
O grande achado do trabalho de Fortkamp é ressaltar por meio da música como a essência do homem atual não é tão divergente da essência daqueles que batalharam em eras passadas, talvez haja sutis diferenças devido à escalada tecnológica e como isso influi o ser humano ao enfrentar os mesmos questionamentos desde tempos remotos da história da humanidade.
Em linhas gerais, pode-se resumir o conteúdo de minha mensagem com o seguinte comentário: O projeto é impecável, muito bem executado iniciando pela parte gráfica, vide a bela obra da capa e o caprichado encarte, passando pelo principal, a produção e a música em si, que só pode ser descrita como inspiradíssima, sem ser verborrágica, com linhas melódicas ricas e intrincadas, porém melífluas, com riffs encorpados, mas nada truculentos, e acima disso tudo vocais cristalinos muito bem colocados.
Faço votos de felicidades para Fortkamp e a todos que incentivam o nosso bravo músico e desejo muito sucesso na missão de desbravamento de novos caminhos musicais e conquista de novas terras.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 8:54:00 AM 0 comentários
Isso que é modéstia
2004/01/21
Bom, já mostrei meu currico para vocês. Agora apresento algumas das várias resenhas espalhadas pelo jornalismo brasileiro e mundial acerca de minhas obras cinematográficas:
Curta Ninguém é perfeito é bom demais, meu rei
Por Ismail Natividade.
Vitória da Conquista - Depois de tanta espera surge o futuro dono do cetro de melhor cineasta brasileiro do mundo. Vem de SC, lugar onde não existe cinema despretensioso, fora as raras exceções: Baierstorfss e Conspiração Trash. Ninguém é perfeito tem uma fotografia excelente, direção segura e sofisticada, corpos femininos nus, roteiro engraçadinho com final ambíguo embalado por uma trilha sonora massa (QOTSA, Bonde do Tigrão remix DJ Marky, trechos dos diálogos e o tema do desenho do Snoopy). O curta conta a história de um cara meio nerdóide que cruza o caminho de uma prostituta que tem um pequeno segredo. Veja e descubra o segredo. Certamente os melhores 10 minutos de sua vida. Nas palavras do diretor, que também produziu e escreveu o roteiro: "é, em essência, uma comédia romântica, menino encontra menina, menina tem um segredo, menino tenta descobrir o que é, não necessariamente nessa ordem." Finalmente a sacanagem, tratada aqui com bom gosto, volta às telas.
Extraída da Folha de Coqueiro da Bahia (25/01/03)
Reencarnação, curto como meu salário mas não dá para ficar sem
Nestor Xavier (crítico de cinema)
Rapidinho, ótimo e metafísico, esses sãos os adjetivos que melhor descrevem o curta de L.A. Enganatório mas a platéia perdoa. A premissa é simples, trivial eu diria: uma sala de espera de embarque, 3 pessoas sentadas em cadeiras, vozes em off. Um plano-seqüência com poucos inserts e a história está contada. O talento do realizador é inegável assim como sua polivalência. L. escreveu o roteiro, fez a fotografia, e (ufa!!!) ainda encontrou tempo para atuar. Imagine o que ele fará como mais tempo em um longa.
Extraída do Suplemento Dominical do Correio de Nova Trento (18/05/2003)
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 7:33:00 PM 0 comentários
Filmagens - Dia 6 & 7
2003/07/18
Faltou dizer que o dia 6 não foi o último como era previsto. O tempo não ajudou, eram muitas externas. Essa foi a pior semana de julho dos últimos tempos. Choveu e os planos chuva, não tinham como ser postos em prática. Faltavam cenas ao ar livre e eu não ia assumir a chuva, não tinha como.
O produtor pegou atestado. A diretora de arte compareceu. E parte da equipe, entre os quais me incluía já que sou adepto da liderança pelo exemplo, dormimos na casa que servia como base.
O fato engraçado do dia foi o fato de termos de apelar pra 4 crianças de 4 anos diferentes para fazer o papel do filho da Ivone, que precisa apenas atravessar a rua com a mãe ficcional. Na escolha de elenco a produtora tinha apresentado 2 opções. Me disse que uma era mais experiente. Esse mais experiente refugou como o Baloubet em frente do obstáculo. Trouxeram não sei como e rapidamente a segunda colocada. Também não deu.
Uma terceira foi convocada ali mesmo. Mais uma chorona.
Tem um ditado no meio cinematográfico que diz: criança, animal e o Pereio não se chama pra filmar.
Mal acreditei quando vi uma mãe alcançar um gurizinho pela janela para a produtora de elenco, promovida a coordenadora de produção pela falta do titular. Pensei, se os atores mirins profis não resolveram... Mas qual não foi a minha surpresa ao vê-lo desempenhando a contento seu pequeno porém significativo papel.
No 7° dia Deus descansou, nós não. Tinhamos que recuperar o tempo perdido. Voltamos a cena da parada e a cena final do filme. Não deixamos nada para trás. Foi particularmente interessante fazer a cena do desfile sem a ajuda da polícia. Sim, porque eu não era louco de pedir pros estagiários fecharam por conta própria as ruas. A polícia esteve sempre por perto quando precisamos fazer cenas na rua em que bloqueios eram impostos ao trânsito de veículos. Tudo com autorização do comando, mas a solicitação era para menos dias.
Por isso peço desculpas ao povo do Ribeirão, menos ao cretino que ao passar de carro por nós disse: "Fechar a rua pra isso? Que babaquice!"
A última coisa que gravamos com equipe bem reduzida foi as cenas do velho no banheiro se barbeando. A locação era o banheiro da casa da diretora de arte. No fim, quando disse o último "valeu" a raça se cumprimentou. A argentina veio me estendendo a mão e como sou uma pessoa afável já puxei sua mão e a abracei, com todo o respeito.
E assim posso dizer que nossa aventura acabou aqui. Literalmente entre mortos e feridos salvaram-se todos. Até o nosso querido colega enfermo tinha melhorado e veio participar da solenidade de encerramento das gravações.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 9:37:00 PM 0 comentários
Filmagens - Dia 5
2003/07/16
Se vocês estão acompanhando fielmente o diário de produção, sabem que tá tudo correndo dentro da mais absoluta normalidade. O cronograma tá sendo cumprido. Sem brigas ou atritos bobos. No máximo o que tive que fazer foi chamar a atenção do pessoal da pesada pra não pegar no pé do nosso figurinista e suas insinuações de que ele seria um jovem antílope. A câmera operada pelo Ferrinho às vezes funciona. Tirando isso, maravilha!!!
Até esse dia.
Sei lá porque resolvi passar o sabão no diretor de produção por aceitar que o almoço fosse entregue um pouco mais tarde. Ele ficou meio mal com aquilo mas sobreviveu.
Enquanto fazíamos a cenas que o Almeida e o Carteiro conversavam na frente da casa do seu Alcides sobre as excentricidades do velho, a diretora de arte, uma argentina (tá explicado!) teria seu verdadeiro desafio como diretora de arte, cuidando do cenário do boteco do Almeida. A locação seria um bar de verdade, no Ribeirão, de um francês casado com uma carioca. A gente tinha combinado fazer num dia que ele não iria abrir, já que não IA pagar nada por isso.
Fomos almoçar e o infeliz do meu produtor, que mal estava se alimentando esses dias todos, fica pálido e desaba. Imagina agora uma cara com mais de 1,90 caindo no meio do povo almoçando. Todo mundo corre pra ver o que se passa. Ele está tão mal que não consegue falar direito. Alguém sugere que o levassem para o posto de saúde que ficava perto da igreja e da praça da cena do desfile. Ele vai pra lá, termino meu almoço e um a menos na equipe.
Me sinto mal com aquilo, será que foi minha culpa o colapso dele? Ná, todos me tranquilizam e me dizem que ele não estava se alimentando direito. Na real ele já se queixava de um início de gastrite na época da pré. Pena que o plano de saúde da minha produtora não cobria isso ou qualquer dor de cabeça que fosse.
Bom, o show tem que continuar e a escritora, minha ex - estão lembrados? - volta a visitar o set e traz sua irmã e um jovem antílope, quer dizer um jovem aspirante a cineasta. Posso dizer que o timing dela é perfeito. Chegou num dia de crise. Por isso nem ficou muito tempo.
A diretora de arte e sua equipe tinham comido antes e foram pro bar preparar tudo. Tinham que tirar várias garrafas dos armários, embalar cuidadosamente os objetos que não seriam utilizados. O bar caiu como uma luva pro espírito do filme. Era perfeito e mal podia acreditar que não iria custar um centavo.
Enquanto isso, continuávamos de onde tínhamos parado com o Almeida e o Carteiro quando me chega o produtor de set ou platô em bom português e me diz que o francês quer conversar sobre o u$o de seu bar.
Na verdade o explorador que disse que não ia cobrar nada desde que fosse num dia que ele não abrisse, queria liberar o boteco até as 5 por 150 reaus. E que por 400 pratas a gente podia ficar até as 7 que era a hora que ele ia abrir. Como assim cobrar, como assim abrir? A gente, quer dizer, o falecido produtor tinha combinado com ele e a mulher uma coisa e quando chegou a hora H, foi outra. Na verdade ele, o produtor, não ia fazer tanta falta assim. Agora entendo as apreensões dele, quem não faz o trabalho direito... Mais uma lição: um contrato verbal não vale o papel em que está escrito.
Nem fui falar com o gringo porque ia avançar nele, só de ouvir aquele frantuguês dele. Disse pro platô que a gente ia arranjar outro lugar e que pedisse que as minas da cenografia parassem o que estavam fazendo, colocassem tudo de volta e retornassem.
Quando dizem que pouca merda é bobagem? Pois então!
Depois de um tempo, a argentina volta e me diz que está indo embora. Que eu tinha abusada dela, como se fosse de propósito o mal entendido internacional. Oh, não! Mais uma tendo ataque agora. E com ela ia grande parte do figurino, além do figurinista, da continuísta e possivelmente a assistente de arte, em solidariedade. Que lindo isso! Eu tinha certeza que qualquer uma que trabalhasse no curta, da maquiadora passando pela assistente de direção, ia dar pra mim. Diretor "fodão", diriam meus detratores!
Mas o meu charme natural dessa vez não ia me tirar dessa. O clima ficou tão pesado que parecia que um ponto de interrogação pesando uma tonelada tinha despencado sobre o set.
No quartinho da maquiagem/figurino vi que elas não estavam blefando. Estavam arrumando tudo para se mandar. Como eu não sei, porque com as minhas kombis não ia ser...
A produtora de elenco, acostumada a resolver problemas entre as partes mais sensíveis da produção, atores e atrizes manhosos, tentou apaziguar. No melhor estilo Celso Russomano, tentou buscar uma reconciliação que fosse boa para ambas as partes. Parecia lavação de roupa do BBB. Nessas horas eu senti falta do making of.
Por mim essa gringa que fosse pro inferno, não tava nem aí mas então pensei nos patrocinadores e em todos os petrodólares que foram investidos no projeto. Hm, tá bom essa parte não é bem assim. O único que tava bancando o filme, estava fazendo meio que por obrigação, pra não ficar chato pra sua cara perante a classe artística.
Resumindo, meia hora de argumentações dentro do quartinho enquanto os outros estavam tentando ouvir pelo buraco da fechadura: continuamos juntos nessa. Na mesma hora descolamos o bar bem próximo do QG e da casa cenográfica do Veterano. Não era exatamente o ambiente rústico porém perfeito do bar do francês mas quebraria o galho. Enquanto a a argentina arrumava tudo, me recuperava gritando com o oceano. Só as ostras (e a Sayuri, a japa da make-up) sabem as barbaridades que eu disse.
Não sei porque mas depois desse episódio a diretora de arte começou a me pedir opinião sobre a cenografia e essas coisas todas que ela era responsável. Isso sempre me intrigou, parece que tenho que bater com o pau na mesa para mostrar como as coisas funcionam por aqui.
E foi assim que o dia terminou. Um dos mais engraçados em termos de erros de gravação. O Renato Turnes (Carteiro) acabou tendo que beber cerveja de verdade e dava pra ver a danada fazendo efeito e dobrando a língua dele.
Sabe esses sonhos que não conseguimos fazer o que a gente quer mesmo sabendo que é sonho e se pode fazer qualquer coisa? A mesma coisa, eu tava num boteco e nem me toquei de beber.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 10:30:00 PM 0 comentários
Filmagens - Dia 4
2003/07/15
Mais um dia tranqüilo, o tempo não tava dos mais colaboradores mas podia ser pior. Conseguimos fazer os exteriores programados.
Como todo diretor estrela, hoje me dei ao luxo de exigir que parássemos tudo para esperar a chegada de uma lente grande angular. O Sapo foi até o Campeche e trouxe a lente em 20 minutos. Ah! Ela era realmente necessária praquele plano superior da sala do veterano quando toca o cuco e fica no corte final.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 8:50:00 PM 0 comentários
Filmagens - Dia 3
2003/07/14
Hoje só fizemos internas na casa do seu Alcides com o seu Milton mais conhecido como o Veterano. Ele alegou falta de condições de trabalho e se queixou de dor na garganta de tantas falas que ele tinha. Na verdade isso era ironia, uma vez que seu personagem não abre a boca o filme inteiro.
Como diria Dave Mustaine: So far, so good.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 10:42:00 PM 0 comentários
Filmagens - Dia 2
2003/07/13
Hoje foi tranqüilo... Sabe quem apareceu no set?A minha ex, a própria, a autora do conto que me baseei pra fazer o roteiro. Fazia tempo que a gente não se falava. A gente tinha se separada meio esquisito. Ia e voltava. Normal vocês diriam, mas nada na minha vida é normal. Deixa pra lá.
Ela tinha dito que ia de tarde lá. E foi. E só falei com ela no fim da diária. Quase não a reconheci junto com umas pessoas da equipe que estavam sem ter o que fazer (eu me matando e vocês no bem bom). E banquei o bobo.
Tentei derrubá-la pra mostrar quem que manda. Brincadeira, isso foi meu jeito carinhoso de quebrar o gelo quando ficamos frente a frente. A gente se falou. Sempre com alguém por perto e uma mina que trampava na arte e quebrava o galho com o elenco percebeu um certo clima de reencontro de exes, eu não percebi nada. Depois ela foi embora e deu carona pro veterano do filme.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 8:27:00 PM 0 comentários
Filmagens - Dia 1
2003/07/12
Nem acreditei quando as seis da manhã o Hamilton (Sapo), o motorista da Kombi que faria o transporte dos integrantes da equipe que moravam no norte e leste da ilha, apareceu na frente de casa. Estava escuro demais ainda. E frio, põe frio nisso. Eu seria sempre o primeiro a ser apanhado e o último a ser deixado em casa pelos próximos dias.
Era assim a logística do filme, quem morava no centro e continente ia na outra Kombi. Em 2 horas chegamos no QG, a casa de uma tiazinha velha do Ribeirão. Todo dia será essa rotina. 2 horas pra ir e 2 pra voltar.
A manhã é sopa. Planos básico só para aquecer a equipe já que a tarde estava reservada para:
A grandiosa seqüência do desfile de Independência
Como não gosto de moleza, de quebra no primeiro dia já faço a grande cena do desfile de 7 de setembro: 11 câmeras, gruas em movimentos milimetricamente elaborados, centenas de figurantes, o aguardado retorno de um monstro sagrado da interpretação ou pelo menos é o que devem dizer seus parentes e as presenças confirmadas dos verdadeiros veteranos da 2a Guerra.
Todos em posição, começamos a rodar e cortávamos na hora com uma mesa de corte instalada na traseira de uma Quantum, que servia de suíte. Os verdadeiros veteranos de guerra também começaram a se impacientar com o demorado processo de filmagem, o constante ação-corta-de novo. Na cabeça deles filmar era fazer uma vez, repetir quando muito e valeu , o recibo do cachê é em nome de quem.
Um deles, que era presidente da Associção de Veteranos fez questão de mostrar seu descontentamento. Ele foi até o carro, apertou minha mão e disse que estava indo. Lá estava eu, um cara com quase 50 anos a menos de idade, dando ordem para um sujeito que tinha ido para a guerra como 3° Sargento voltar pra posição pra gente poder acabar logo.
Aprendi uma outra lição: jamais convidar os pais para serem figurantes. A gente economiza uns trocados mas o custo-benefício vai pro espaço quando sua mãe, com pena dos velhinhos e das crianças tremendo de frio, resolve te dar um puxão de orelha na frente da raça mais pegadora no pé da técnica.
No inverno e no sul da ilha, o sol baixava rápido e me deixou sem luz para continuar, matei o lado que exigia mais trabalho para refazer em outro dia e deixei o outro pra quando desse (sorte a minha que o cinema é a arte de enganar os outros). O cronograma era e não era apertado, parecia até folgado em certos dias mas era apenas impressão. Estavam previstos 6 dias para gravar tudo e 1 dia extra para qualquer eventualidade.
Com o tempo bom facilmente se cumpriria todas as atividades de cada diária. Adivinha se a semana ia ser assim?
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 11:05:00 PM 0 comentários
Diário de pré-produção II
2003/07/10
Antevéspera do início das filmagens ou gravações, como queiram. No sábado é a hora que a porca torce o rabo e tudo o que aprendi até agora sobre a arte de fazer cinema, ou seja muito pouco, vai contar pra levar esse empreendimento adiante.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 10:35:00 PM 0 comentários
Diário de pré-produção I
2003/06/01
Achamos um ótimo local para o escritório da produção. Todo produtor que se preze tem que ter um escritório. Não era na Beira-mar, mas não estava mal localizado. Bem no centro de Florianópolis, perto do mercado púbico. Era o segundo prédio mais velho da cidade. Tinha sido um hotel, 3 estrelas, e agora foi convertido em prédio de salas comercias.
Aluguel inacreditavelmente baixo com uma vista fantástica, pegando desde o morro do Mocotó até o lado do aterro perto da passarela do samba e do centro de convenções. Ao fundo dava pra ver o mar e o aeroporto. Esticando bem o pescoço pra fora dava pra ver a ponte velha.
Aquela sala, a 507, ainda conservava seu aspecto original de quarto de hotel. O banheiro era tão grande que dava pra morar lá. Era quase do tamanho do quarto. Uma cama presa ao console de madeira da parede com spots em cima da cabeceira e um armário sem vergonha. Lá dentro uma boneca da Sheila, a morena, estava dentro de sua caixa. Não me pergunte o por quê. Vimos um papel com nomes em árabe. Imaginamos que o antigo ocupante era um possível integrante da Al-Qaeda, que fora chamado de volta pra se auto-explodir na Europa ou algo assim.
O telefone chegaria em alguns dias. Os móveis usados de escritório eram o máximo que eu podia arcar no momento.
Agora já dava até pra encomendar o cartão de visita. Eu sou muito metido!!!
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 5:54:00 PM 0 comentários
Quem espera...
2003/05/15
A grana saiu! Nem acredito. Fui no banco, tirei um extrato e pasmo constatei a presença ddo depósito governamental da quantia milionária de 7,5 mil reaus.
Como diria Karl Marx: We´re back in business.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 2:24:00 PM 0 comentários
Ilu$ão
2003/02/04
No episódio anterior o nosso bravo mancebo havia acabado de ser presenteado com a oportunidade de receber dinheiro para fazer um curta em vídeo. Acho que não mencionei antes o fato de o governador que tinha institucionalizado o prêmio ter sido derrotado na eleição e que era possível que o novo não cumprisse o combinado.
Pois é! Ele não ia cumprir mesmo. O superintendente da FCC Édson Muito Gel Machado disse que não tava no orçamento pra esse ano. Que a culpa era do Amin. Claro, o velho truque do empurra.
Resumo da ópera: ganhamos mas não levamos. Sim porque não era só eu nessa presepada. Tinha mais 10 pra tentar tapar os furos do dique com os dedos.
Eu queria processar algum bastardo, outros aconselharam cautela e esperar o desenrolar dos fatos. De qualquer forma, comecei a esboçar uma carta pro Elio Gaspari contando minhas agruras.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 9:11:00 PM 0 comentários
Ele merece!!!!
2002/11/25
GANHEI!!!!!!!!!
Ié, fui o 1° lugar da minha categoria no Prêmio Cinemateca Catarinense 2002. Você não foi!!!!! Fama e fortuna aí vou eu.
Escrito, produzido e dirigido porLeandróide às 7:57:00 PM 1 comentários












